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Ameaça militar aos EUA é objeto de gargalhada universal, diz ex-chanceler

Para Aloysio Nunes, resistência de Jair Bolsonaro em reconhecer vitória de Joe Biden vai atrapalhar trabalho do embaixador em Washington

Por Manoel Schlindwein Atualizado em 16 nov 2020, 19h50 - Publicado em 17 nov 2020, 09h31

A derrota de Donald Trump nas eleições americanas isola o presidente Jair Bolsonaro, avalia o ex-chanceler Aloysio Nunes. “Há quem diga que Bolsonaro esteja em busca de um novo paradigma: fala-se em Gurbanguly Berdymukhamedov, presidente do Turcomenistão, e mesmo do Borat Sagdiyev”, disparou Nunes numa referência a exóticos personagens da atualidade – o primeiro de uma ex-república soviética e o segundo de Hollywood.

Na sexta-feira, a China foi mais um dos países a cumprimentarem o candidato vitorioso, enquanto Bolsonaro segue em silêncio.

“Não creio que Joe Biden perca o sono em razão dessa má criação de alguém tão desacreditado internacionalmente como Jair Bolsonaro. Mas a descortesia do presidente brasileiro tornará mais difícil o acesso do nosso competente embaixador em Washington aos altos escalões da nova administração”, argumentou o ex-ministro.

Mas e a pólvora? Aloysio Nunes não mediu palavras: “a cumplicidade do nosso presidente com a destruição da floresta Amazônica é motivo de muita preocupação no Brasil e no mundo, e empurrou nossa diplomacia à condição de pária. Já a ameaça militar aos Estados Unidos foi objeto de uma gargalhada universal”.

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