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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

PF mira 73 empresas que lavavam dinheiro do PCC em três estados

Rede de postos de combustíveis, lojas de conveniência e escritórios de contabilidade agora serão administrados pelo Ministério da Justiça

Por Robson Bonin Atualizado em 30 set 2020, 09h02 - Publicado em 30 set 2020, 06h29

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta a Operação Rei do Crime para desarticular um importante braço financeiro do PCC que teria movimentado 30 bilhões de reais nos últimos quatro anos, segundo estimativas do COAF.

A partir de mandados expedidos por varas criminais de seis cidades de São Paulo, de duas cidades do Paraná e de Balneário Camboriú (SC), a ação desta quarta interdita 73 empresas e bloqueia contas bancárias com valores que chegam aos 730 milhões de reais.

  • De forma inédita — o Radar mostrou em junho o lançamento desse modelo –, a Polícia Federal solicitou em juízo que as 73 empresas utilizadas para a lavagem de dinheiro detectadas nesta operação — postos de combustíveis, lojas de conveniência e escritórios de assessoria e contabilidade — sigam em funcionamento e passem a ser administradas pela Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas do Ministério da Justiça, com o objetivo de não prejudicar seus funcionários e terceiros de boa-fé.

    São 13 mandados de prisão preventiva, 43 mandados de busca e apreensão que estão sendo cumpridos por 200 policiais federais nos três estados.

    Há ainda sequestro de bens: 32 automóveis, nove motocicletas, dois helicópteros, um iate, três motos aquáticas, 58 caminhões e 42 reboques estimados em 32 milhões de reais. Há ainda o bloqueio de imóveis de luxo junto em cartórios de São Paulo e Balneário.

     

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