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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

PF ‘corta na própria carne’ e prende delegado em operação no Rio

Operação Tergiversação apura esquema de pagamento de propina para policiais em troca de proteção nas investigações

Por Mariana Muniz - Atualizado em 15 out 2020, 20h41 - Publicado em 15 out 2020, 09h26

Deflagrada nesta quinta-feira pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, a segunda fase da Operação Tergiversação aconteceu no melhor estilo “cortar na própria carne”. É que entre os alvos de da investigação está um delegado da própria PF no Rio de Janeiro.

É a a PF do Rio combatendo a corrupção dentro da própria PF.  A operação — autorizada pelo juiz Marcelo Bretas — desarticulou uma organização criminosa acusada de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, organização criminosa e obstrução à justiça.

Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e 33 mandados de busca e apreensão contra servidores públicos federais e estaduais, empresários e advogados.

Nessa nova fase, a investigação mira em empresários que participaram do esquema de pagamento de propina para policiais em troca de proteção nas investigações realizadas em operações, e advogados que atuaram como intermediários das cobranças de vantagens indevidas dos empresários, e ficavam com uma parcela dos vultuosos valores pagos aos envolvidos.

Segundo a PF, as investigações mostraram que as vantagens indevidas recebidas pelos integrantes da organização criminosa e reveladas até o momento giram em torno de 10 milhões de reais.

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