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Negociação em ‘grupos de zap’ levou a apreensão do celular de governador

PGR citou conversas em grupos dos quais Carlos Moisés fazia parte para justificar medida de busca pedida ao STJ

Por Mariana Muniz Atualizado em 30 set 2020, 12h42 - Publicado em 30 set 2020, 13h34

No pedido feito ao STJ para que as medidas de busca e apreensão — com especial atenção aos telefones celulares — realizadas contra o governador de Santa Catarina fossem tomadas, a PGR cita a intensa movimentação de negociações dos “grupos de zap”, um dos quais Carlos Moisés participava.

Por isso, o ministro Benedito Gonçalves, na decisão que autorizou o cumprimento das ordens, destacou o “uso acentuado dos aparelhos eletrônicos para comunicação entre os membros da suposta organização criminosa” para justificar a apreensão e a quebra das barreiras de proteção dos celulares, apontada por ele como “intensa interferência no direito à intimidade”.

Por considerar a gravidade dos supostos crimes em apuração, contudo, o ministro autorizou que a PF acessasse os dados contidos nos aparelhos “sobretudo dos dados, informações e todos os tipos de registros armazenados ‘na nuvem'”.

Moisés, que é do PSL, é investigado pela compra emergencial de respiradores pulmonares no valor de 33 milhões de reais pagos com possível sobrepreço e desrespeito às regras para dispensa de licitação.

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