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Na pandemia, Coaf fez relatórios sobre 674 mil alvos

Em 2020, órgão aumentou em 124% o número de relatórios de inteligência financeira em relação a 2019 -- recorde na história da instituição

Por Hugo Marques Atualizado em 19 mar 2021, 00h36 - Publicado em 8 mar 2021, 07h30

A pandemia não impediu o Conselho de Controle de Atividades Financeiras de ampliar seu trabalho de investigação de casos de lavagem de dinheiro. Pelo contrário, o órgão aumentou em 124% o número de relatórios de inteligência financeira (Rif) em 2020, em comparação com 2019. Foi um recorde na história da instituição.

No ano passado, segundo relatório divulgado esta semana, o Coaf produziu 11.612 Rifs, contra 6.272 em 2019. O número de alvos dos levantamentos do Coaf no ano passado foi de 674.228 pessoas físicas e jurídicas. No ano anterior, foi de 300.332, um aumento de 124%. O último recorde tinha sido em 2018, com 7.345 Rifs.

Os Rifs são elaborados pelo Coaf e destinados às autoridades competentes para subsidiar investigações, como Polícia Federal, polícias civis, auditores da Receita Federal, Ministério Público e autoridades de inteligência financeira estrangeiras, dependendo dos dados levantados.

O Coaf perguntou a estas autoridades de que forma os Rifs auxiliam no trabalho de investigação. As autoridades destinatárias responderam que em 56% dos casos iniciaram nova investigação, em 82% responderam que os Rifs permitiram a identificação de novos alvos e ou novos indícios de crimes e em 81% responderam que houve expansão da investigação.

O Coaf recebe informações dos setores que são obrigados por lei a informar ao órgão toda vez que ficam sabendo de alguma operação financeira ou atividade suspeita de lavagem de dinheiro ou ligada ao financiamento do terrorismo. Entre os setores que informam ao Coaf estão bancos e consórcios, cartórios, seguradoras, factoring e joalherias.

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