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‘Espero que o MPF recorra’, diz Moro sobre arquivamento de denúncia

Ministro da Justiça foi chamado de ‘chefe de quadrilha’ pelo presidente da OAB, Felipe Santa Cruz; ‘Lamento a decisão de rejeição’, diz Moro

Por Robson Bonin - Atualizado em 14 jan 2020, 17h23 - Publicado em 14 jan 2020, 17h21

Ao saber, pelo Radar, da decisão da Justiça Federal do Distrito Federal de arquivar a denúncia por crime de calúnia contra o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, o ministro da Justiça, Sergio Moro, lamentou o posicionamento do juiz Rodrigo Parente.

“Lamento a decisão de rejeição da denúncia, já que esta descreve de forma objetiva fatos que configuram calúnia e difamação”, disse Moro ao Radar. “Espero que o MPF recorra desta clara denegação judicial da proteção da lei”, afirmou Moro.

Em decisão assinada nesta terça, o magistrado considerou que o presidente da OAB não cometeu crime ao proferir ataques a Moro quando comentou os achados da Operação Spoofing, da Polícia Federal, contra os hackers que roubaram mensagens da Lava-Jato e invadiram celulares de autoridades, incluindo o próprio Moro.

“[Sergio Moro] usa o cargo, aniquila a independência da Polícia Federal e ainda banca o chefe da quadrilha ao dizer que sabe das conversas de autoridades que não são investigadas”, disse Santa Cruz.

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“Apesar dos argumentos expendidos pelo Ministério Público Federal, amparado por tais lições doutrinárias e jurisprudenciais, entendo que a conduta, no presente caso, como já exposto acima, é atípica, sendo a rejeição da peça inaugural acusatória a medida a se impor. Por oportuno, é descabido falar em afastamento do Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, tendo em vista a ausência de cometimento de delito no caso apresentado”, escreveu o juiz ao analisar a denúncia apresentada pelo MPF do DF.

A guerra entre Moro e Santa Cruz, pelo visto, vai longe. O presidente da OAB já falou sobre o tema, também aqui no Radar.

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