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Criada há quase um mês, secretaria contra a Covid-19 segue sem comando

Ministério da Saúde diz que os nomes para a pasta que seria chefiada pela infectologista Luana Araújo estão "em avaliação"

Por Gustavo Maia Atualizado em 7 jun 2021, 10h32 - Publicado em 7 jun 2021, 06h02

A infectologista Luana Araújo não soube responder a um dos questionamentos feitos durante seu depoimento à CPI da Pandemia na última quarta-feira. A senadora Eliziane Gama perguntou se alguém já assumiu o cargo para o qual ela foi anunciada no dia 12 do mês passado pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o de secretária extraordinária de enfrentamento à Covid-19. “Não tenho informações, senadora. Não sei lhe dizer”, respondeu a médica.

A resposta é que a secretaria em questão segue sem comando. “O Ministério da Saúde informa que os nomes para os cargos da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 estão em avaliação”, informou a pasta ao Radar.

LEIA TAMBÉM: Como foi o depoimento da médica Luana Araújo à CPI da Pandemia

A cronologia do episódio dá mostras do senso de urgência do governo Bolsonaro no combate à doença. A secretaria foi criada em decreto no dia 10 de maio, exatos 425 dias depois de a OMS decretar a situação do novo coronavírus como uma pandemia.

Dois dias depois, Queiroga anunciou Luana para comandar a pasta temporária com pompa e circunstância. Passados apenas nove dias, ela foi informada pelo ministro que sua nomeação não sairia. Na ocasião, o ministério divulgou nota informando que a infectologista não exerceria mais a função.

“A pasta busca por outro nome com perfil profissional semelhante: técnico e baseado em evidências científicas. A pasta agradece à profissional pelos serviços prestados e deseja sucesso na sua trajetória”, diz o comunicado divulgados há mais de duas semanas.

No dia em que a secretaria foi criada, o Brasil registrava aproximadamente 423 mil mortes por Covid. Desde então, foram confirmados cerca de mais 50 mil óbitos, com o número total de vítimas superando 470 mil.

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