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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Carregador de malas de Aécio pediu ‘picanha’ a executivo da J&F

Incrivelmente, ele queria apenas um corte de bezerro desmamado

Por Gabriel Mascarenhas Atualizado em 24 out 2017, 13h02 - Publicado em 24 out 2017, 11h31

O termo picanha tem pelo menos dois significados para Joesley Batista e seus subordinados: a conhecida carne nobre e propina, duas especialidades do grupo.

Na última leva de diálogos entregues pelos executivos da J&F à PGR há uma conversa curiosíssima entre Ricardo Saud, braço direito de Joesley, e Fred Pacheco, o carregador de malas de Aécio Neves.

Fred pede ao interlocutor uma… “picanha”. Por acaso, ele se referia apenas a uma peça de carne.

“Eu não sou de pedir nada para ninguém não, mas tô querendo encorajar para te pedir um negócio”, diz Fred, antes de deixar claro o que pretendia.

Saud, acostumado a solicitações bem mais escabrosas, esclarece ao amigão de Aécio que o tal corte desejado por Fred é uma picanha especial de bezerro desmamado, que custa mais de 150 reais o quilo.

A resposta do executivo indica que ele fica mais à vontade para dizer “sim” quando a picanha é outra.

“O problema é que a produção é muito pouca, 5 000 quilos por dia, só”, despista Saud.

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