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Bancada da Bala celebra morte de sequestrador e moção de aplauso a Witzel

Deputados do grupo comemoram: "que se lixe o marginal, tem que matar mesmo"; "essa hora está dando satisfação ao capeta"; "são homens com culhões".

O governador do Rio, Wilson Witzel, com seu estilo mata-arrebenta, virou o novo queridinho da Bancada da Bala, antes reduto exclusivo de Jair Bolsonaro.

Deputados desse grupo celebraram a morte do sequestrador Willian Augusto da Silva, alvo de um atirador de elite na Ponte Rio-Niterói. E irão aprovar uma moção de aplauso ao governador Witzel e enviar a ele áudios e vídeos com depoimentos de parlamentares da bala em apoio ao ato desta terça.

Chefe dessa bancada, Capitão Augusto (PL-SP) disse que “se lixe o marginal”. Ele conversou com o governador depois do episódio.

“Que se dane, que se lixe o marginal Tem que matar mesmo. Quem tá com fuzil na mão, só abatendo na cabecinha. Chega desses direitos humanos. Chega de proteger bandido! É um novo país! Um novo Brasil! Um novo governador! Um novo presidente!” – disse Capitão Augusto.

Daniel Silveira (PSL-RJ), que quebrou a placa de Marielle Franco ao lado de Witzel durante a campanha eleitoral, atacou a imprensa – “formada por canalhas” – e quem participou do ato de hoje tem “culhões”. É da turma da bala.

“Não generalizo, mas essa mídia é formada por canalhas. Querem demonizar a polícia. Num carro blindado, ano passado, o hoje governador me perguntou que discurso seria bom. E eu lhe disse: ‘morte ao vagabundo’. Parabéns ao governador. São homens com culhões. Literalmente, cagamos e andamos para a mídia” – disse Silveira.

Eleito com maior votação no Paraná, Sargento Fahur (PSD-PR) parabenizou o governador do Rio e disse que o sequestrador já está no “inferno”.

“O atirador de elite acertou na mosca. Esse bandido já foi para o inferno e a essa hora está dando satisfação ao capeta” – disse Fahur.

A reunião da Comissão de Segurança Pública desta tarde na Câmara virou uma sessão de apoio a Witzel.

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  1. Paulo Bandarra

    Jornalistas choram não ter tido nenhum refém incinerado.

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  2. José Carlos Fagundes

    Acho que outro desfecho para o caso era quase impossível. Entretanto, não vejo com bons olhos alguém vibrar com a morte de uma pessoa, mesmo que um meliante. A verdade é que ele não é só no mundo. Deve ter mãe e pai, irmãos, amigos, e a morte dele para essas pessoas deve ter sido dolorosa. Por outro lado, as ameaças constantes do sequestrador demonstravam riscos iminentes aos sequestrados e um final incerto do caso.

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