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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Antes da crise no BB estourar, Bolsonaro mandou recados a Guedes e Brandão

Presidente discursou na terça, um dia antes de o Radar revelar o processo de fritura que pode resultar na demissão de André Brandão

Por Robson Bonin 14 jan 2021, 18h48

Na terça, ao discursar no Planalto durante a cerimônia que comemorou os 160 anos da Caixa Econômica Federal, Jair Bolsonaro distribuiu recados sobre o papel social do banco e a importância da presença da instituição nos municípios pobres do Brasil profundo.

Na quarta, depois de o Radar revelar que o presidente havia decidido demitir o chefe do Banco do Brasil por justamente fechar agências no interior, a fala de Bolsonaro passou a ter novo significado.

“Passando por lugarejos pobres, como em Venda Velha, no Ceará, fomos jogar um bilhar no Bar do Beiçada. Ali, um falou: ‘não tem banco aqui’. Imediatamente ligamos para o presidente da Caixa e dois dias depois tinha um ônibus da Caixa lá em Venda Velha. Para aquele povo, Pedro (Guimarães, presidente da Caixa), isso não tem preço… Essa é a Caixa que nos orgulha”, disse Bolsonaro.

Na sequência, o presidente se dirigiu a Paulo Guedes: “Muitos dizem que economista não tem coração. Paulo Guedes, os nossos economistas têm coração”.

André Brandão anunciou um dia antes do discurso de Bolsonaro um plano de reestruturação do BB com programa de demissões de 5.000 servidores e fechamento de agências em mais de 300 cidades. A medida provocou descontentamento em prefeitos e deputados que cobraram o Planalto pela falta de sensibilidade na decisão.

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