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A convergência entre Bolsonaro e o novo chefe da DPU: a pílula do câncer

Segundo colocado na lista tríplice, defensor Daniel Pereira foi escolhido pelo presidente após lobby da Associação de Juristas Evangélicos

Por Evandro Éboli Atualizado em 18 set 2020, 14h18 - Publicado em 18 set 2020, 15h23

Jair Bolsonaro escolheu Daniel Macedo Pereira para comandar a Defensoria Pública da União (DPU).

Evangélico, Pereira foi segundo colocado na lista tríplice votada pela classe. Ele teve o apoio da Associação Nacional dos Juristas Evangélicos (Anajure).

Não só a proximidade do presidente com esse segmento religioso pesou na escolha.

Os dois já se conhecem do passado.

Na Câmara, Bolsonaro foi um dos principais entusiastas do projeto e dos calorosos  defensores da “pílula do câncer”, à base da fosfoetanolamina.

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A liberação do muito polêmico e ainda discutível medicamento foi aprovado no Congresso e sancionado por Dilma Rousseff em 2016. O remédio foi barrado no STF, após ações de entidades médicas.

Daniel Pereira, já como defensor da União, foi um “militante” da causa à época da discussão. Participou de debates públicos, apresentou documentos que comprovavam suposta eficácia da pílula e ajuizou ações a favor de sua liberação em todo o país.

Ligado ao movimento pró-vida, contrário a toda e qualquer previsão de aborto, Pereira é a aposta da Anajure para levar pautas mais conservadoras para dentro da DPU, visto como um espaço de pautas progressistas.

Bolsonaro, depois de eleito, voltou defender a liberação da pílula, remédio que defende com unhas e dentes, tal e qual a cloroquina.

Lotado na DPU no Rio, Pereira é professor de pós-graduação de Direito Processual Civil e Direito Médico na Fundação Getúlio Vargas, no Ibmec e na Escola de Magistratura do Rio, entre outras instituições.

 

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