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Queimadas na Amazônia e o aumento do desmatamento

Focos de calor de 2019 já superaram em 60% os índices registrados nos últimos três anos

A Floresta Amazônica está literalmente pegando fogo. De acordo com o Ipam, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, até 14 de agosto foram registrados 32.728 focos de calor, número cerca de 60% superior à média dos três anos anteriores para o mesmo período.

Segundo a geógrafa e diretora de ciência do Ipam, Ane Alencar, o aumento de incêndios deste ano não está relacionado a períodos de seca mais intensos ou a fenômenos climáticos, como o El Niño. Neste ano, a Amazônia viu menos dias consecutivos sem chuva do que a média entre 2016 e 2018: menos de vinte contra mais de trinta, respectivamente.

Dessa vez, a culpa é do desmatamento.

Quando novas áreas são abertas, seja para pastagem ou para lavoura, os resíduos da floresta, como troncos, galhos e folhas, precisam ser queimados para limpar a região e parte das cinzas serve como nutriente para o solo. Por isso, quando não há um longo período de estiagem ou um fenômeno climático extremo, os focos de calor são associados ao desmatamento.

Além da abertura de novas áreas, outras ações humanas levam aos sinais de fogo na Amazônia. Nos casos de manejo, por exemplo, áreas agropecuárias já existentes são renovadas com a queimada e fertiliza-se o solo com os nutrientes das cinzas. Também há casos de incêndios acidentais, quando uma situação de manejo, por exemplo, sai de controle e se espalha.

Além dos prejuízos para o meio ambiente, um efeito preocupante das queimadas é o comprometimento da qualidade do ar. Nas últimas três semanas, cidades do Acre têm enfrentado poluição pela fumaça, com situação crítica nos municípios de Assis Brasil, Manoel Urbano, Rio Branco e Sena Madureira. Em todos, os índices de concentração de material particulado estão bem acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde. O governo estadual decretou situação de alerta devido às queimadas no dia 9 de agosto de 2019.

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  1. João Maurílio Peraça Toralles

    No governo do presidente Bolsonaro até 18/08/2019 foram produzidas 312 queimadas por dia (71.497 até o dia 18), ou seja, 57% menor do que a média anual do pior período de Lula; 56% menor do que a média anual do pior período de Dilma; 59% menor do que a média anual do pior período de Temer. Vamos ver com os números anuais fechados de 2019 como vai ficar.
    Os recordes históricos são: do Lula, em 2004, com 740 queimadas por dia (270.295 no ano); da Dilma, em 2010, com 710 queimadas por dia (259.198 no ano) e do Temer, em 2018, com 762 queimadas por dia (278.479 no ano). INPE.

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