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Limpeza recorde: ONG retira 103 toneladas de lixo do oceano

Poluição coloca animais em risco e entra na cadeia alimentar de espécies marinhas, que são consumidas pelas pessoas

Por Jennifer Ann Thomas - 10 jul 2020, 18h15

O navio do Instituto Ocean Voyages quebrou o recorde que havia sido estabelecido pela própria organização. Depois de uma expedição de 48 dias, 103 toneladas de redes de pesca e materiais plásticos foram retirados da região conhecida como a Grande Porção de Lixo do Pacífico. Em comparação à missão do ano passado, a instituição dobrou a quantidade de resíduos recolhida do mar.

Para encontrar os locais certos, a ONG usou recursos de tecnologia. O instituto vem apostando em rastreadores de GPS desde 2018. Navios e embarcações que colaboram de forma voluntária colocam os dispositivos em redes que encontram no mar. O mapeamento por satélite mostrou que a localização de uma rede pode levar a muitas outras, como se o oceano produzisse uma convergência natural. Drones e avistamento pela tripulação também aprimoram a “caça” ao lixo.

Depois de recolhido, o material é colocado em sacos industriais e armazenado no navio até ser destinado à reciclagem. De acordo com a fundadora e diretora-executiva do Ocean Voyages, Mary Crowley, “estamos usando equipamentos náuticos com comprovação de efetivamente limpar os oceanos, ao mesmo tempo em que inovamos com novas tecnologias. O instituto tem sido um líder em pesquisa e acompanhamento da limpeza dos oceanos por mais de uma década”.

Além da simples poluição pela sujeira que contamina os oceanos, a grande preocupação é com a quantidade de microplásticos, pedaços do material com menos de cinco milímetros. Pelo tamanho reduzido, esse conteúdo tóxico pode ser facilmente ingerido por diversas espécies que, no fim da cadeia alimentar, podem parar no prato das pessoas, como peixes e frutos do mar.

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