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Brasil perde a chance de liderar transição sustentável, diz especialista

Desmatamento da Amazônia em junho teve um aumento de 88% em comparação ao mesmo período do ano passado

Por Jennifer Ann Thomas - Atualizado em 5 jul 2019, 15h56 - Publicado em 4 jul 2019, 16h47

Novo levantamento feito pelo WWF-Brasil mostrou que 190.000 quilômetros quadrados de áreas protegidas estão ameaçados na Amazônia. Em junho, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento na Amazônia Legal brasileira atingiu 920 quilômetros quadrados, um aumento de 88% em comparação com o mesmo mês no ano passado.

Em meio aos novos dados, o Fundo Amazônia, maior projeto de cooperação internacional para preservar a floresta amazônica, corre o risco de ser extinto. Em dez anos, recebeu 1,3 bilhão de dólares em doações dos governos da Noruega e da Alemanha. Os valores são repassados de acordo com os índices de redução de desmatamento no bioma.

Segundo o diretor de Conservação e Restauração de Ecossistemas do WWF, Edegar de Oliveira Rosa, o mercado global começou a tomar medidas sobre como as suas ações podem reduzir o impacto nas mudanças climáticas e nas ameaças à biodiversidade. “Países europeus estão de olho no desmatamento do cerrado, por exemplo, que está vinculado aos produtos que chegam a eles, como a soja e a carne”, explicou. Para Rosa, os países vão ter cada vez mais políticas econômicas e restritivas contra o desmatamento.

Nós ainda temos mais de 60% do território coberto por vegetação nativa. A poupança em área verde ainda é grande, mas já consumimos bastante dela, sendo que desmatar não é essencial para o desenvolvimento do agronegócio. O Brasil tem condições de atender à produção agrícola sem precisar derrubar mais floresta, e o país pode ser uma liderança global”, afirmou Rosa.

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