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Holofote Por Silvio Navarro Os personagens que estão no centro do poder. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Aécio deve deixar comando do PSDB em agosto

Alckmin, contudo, comanda resistência ao nome de Tasso Jereissati à sucessão

Por Silvio Navarro Atualizado em 25 jul 2017, 23h19 - Publicado em 25 jul 2017, 22h56

Aécio Neves (MG), enfim, pediu que um aliado fizesse chegar ao colega de Senado Tasso Jereissati (CE), interino na cadeira, que pretende deixar a presidência do PSDB em agosto, numa negociação pacificada, quando o Congresso retomará suas atividades com uma agenda com potencial explosivo ao governo Michel Temer. O principal argumento é que Tasso não enfrentaria constrangimento em anunciar o desembarque oficial da sigla da gestão Temer caso o presidente sobreviva à votação da denúncia da Procuradoria-Geral da República, na semana que vem, no plenário da Câmara. A saída de Aécio do posto tem o aval de José Serra, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e, há semanas, é opinião majoritária nas bancadas da Câmara e do Senado.

Um entrave impede o fim da novela: o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não quer Tasso à frente do partido dada a proximidade do calendário eleitoral de 2018. Alckmin tem péssima memória da última passagem de Tasso pelo comando da legenda, especialmente o ano de 2006, quando concorreu à Presidência da República. Avalia que o colega jogou contra sua candidatura ao Palácio do Planalto e repetiria a dose agora. Segundo aliados, acha que Tasso faria campanha interna por SerraAlckmin quer o governador de Goiás, Marconi Perillo, à frente do PSDB. A novela tucana não tem — nunca teve — fim.

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