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O terrorismo de Dilma Rousseff e a insanidade brasileira

Agora que o terrorista de Boston foi condenado à morte, relembro meu artigo “A verdadeira insanidade”, publicado em abril de 2013, após a reação de Dilma Rousseff ao episódio. ***** Dilma condenou as explosões na Maratona de Boston como um “ato insano de violência”. Mas não foi assim que ela começou a carreira? Ou não […]

Agora que o terrorista de Boston foi condenado à morte, relembro meu artigo “A verdadeira insanidade”, publicado em abril de 2013, após a reação de Dilma Rousseff ao episódio.

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Dilma condenou as explosões na Maratona de Boston como um “ato insano de violência”. Mas não foi assim que ela começou a carreira? Ou não terá sido um “ato insano de violência” aquele que matou o soldado Mário Kozel Filho, de 18 anos, em junho de 1968? Foi o seu grupo, a Vanguarda Popular Revolucionária, que acelerou um carro-bomba, com vinte 20 quilos de dinamite, para dentro de um Quartel General em São Paulo, despedaçando o corpo do rapaz e ferindo mais seis militares.

Mário foi apenas o primeiro dos oito assassinados pela VPR nos tempos de Dilma, e ainda haveria mais cinco pela VAR-Palmares e três pelo Colina, os outros dois grupos que ela integrou, em total sanidade, quando lutava pela implantação de uma ditadura comunista no Brasil, com instruções e armas vindas do exemplar regime de Fidel Castro em Cuba.

Dilma expressou sua “solidariedade, em nome de todos os brasileiros, às vítimas e suas famílias”? Falou em “trágico incidente”? Não. Ajudou a criar a “Comissão da Verdade” para glorificar seus feitos terroristas como luta pela democracia e demonizar os inimigos da revolução. Tudo com o amparo de professores e jornalistas militantes, que bombardeiam há 40 anos a cabeça dos brasileiros, despedaçando seus neurônios com a falsificação da história.

Se o atentado da Maratona de Boston tivesse ocorrido no Brasil, o autor seria forte candidato a presidente de 2055. Como foi nos EUA, o autor terá de se contentar, se tanto, em ser o padrinho político e intelectual do futuro presidente. O amigo e ghost-writer de Obama, Bill Ayers, responsável por lançar sua carreira em Chicago com uma arrecadação de fundos em sua própria casa, no bairro onde Obama morava, também começou como Dilma.

Co-fundador do grupo revolucionário comunista Weather Underground, Ayers participou da plantação de uma porção de bombas, como na estátua de sua cidade dedicada a baixas policiais, em 1969 (estátua que foi reconstruída no ano seguinte e novamente bombardeada por integrantes de seu grupo); na sede do Departamento de Polícia de Nova York, em 1970; no Capitólio, em 1971; e no Pentágono, em 1972.

Hoje Ayers é uma figura estelar da educação americana, autor de livros, professor aposentado da Universidade de Illinois e agora professor visitante da Minnesota State University Moorhead, onde poderá mais uma vez celebrar a decadência econômica, política e cultural do “império americano”, lamentar o poderio militar do país e falar aos jovens da importância de serem “cidadãos do mundo”, como fez ano passado na Universidade de Oregon. Qualquer semelhança entre suas ideias e os atos de seu afilhado Obama contra a soberania nacional não são mera coincidência.

(A amizade íntima entre eles e a festinha para um na casa do outro foram negadas durante a campanha de 2008, mas admitidas por Ayers na semana passada, porque, com Obama reeleito, já não há mais o que temer.)

Duas ex-integrantes do Weather Underground também são hoje estrelas acadêmicas: a esposa de Ayers, Bernardine Dohrn, é professora de Direito da Northwestern University School of Law; e Kathy Boudin, condenada em 1984 por assassinato, da Columbia University. Todos empenhados em promover a “justiça social”, isto é, em tornar os EUA um grande Brasil socialista.

Se são radicais? Ora, radicais somos nós, que julgamos o terrorismo real e intelectual dos esquerdistas revolucionários tão repugnante quanto o da Maratona de Boston. Radical sou eu que reconheço que aquele terror, pregado abertamente por Karl Marx, tampouco é o que há de mais insano no mundo. O verdadeiro “ato insano” do nosso tempo foi o dos americanos, brasileiros e outros que deixaram essa gente bombástica subir ao poder.

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PESSOAS ASSASSINADAS PELA VPR
– 26/06/68 – Mário Kozel Filho – Soldado do Exército – SP
– 27/06/68 – Noel de Oliveira Ramos – Civil – RJ
– 12/10/68 – Charles Rodney Chandler – Cap. do Exército dos EUA – SP
– 07/11/68 – Estanislau Ignácio Correia – Civil – SP
– 09/05/69 – Orlando Pinto da Silva – Guarda Civil – SP
– 10/11/70 – Garibaldo de Queiroz – Soldado PM – SP
– 10/12/70 – Hélio de Carvalho Araújo – Agente da Polícia Federal – RJ
– 27/09/72 – Sílvio Nunes Alves – Bancário – RJ*

PESSOAS ASSASSINADAS PELA VAR-PALMARES
– 11/07/69 – Cidelino Palmeiras do Nascimento – Motorista de táxi – RJ
– 24/07/69 – Aparecido dos Santos Oliveira – Soldado PM – SP
– 22/10/71 – José do Amaral – Sub-oficial da Reserva da Marinha – RJ
– 05/02/72 – David A. Cuthberg – Marinheiro inglês – Rio de Janeiro
– 27/09/72 – Sílvio Nunes Alves – Bancário – RJ*

PESSOAS ASSASSINADAS PELO COLINA
– 29/01/69 – José Antunes Ferreira – Guarda Civil – BH/MG
– 01/07/68 – Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen – Major do Exército Alemão – RJ
– 25/10/68 – Wenceslau Ramalho Leite – Civil – RJ

* O nome se repete porque Sílvio foi assassinado em assalto ao Banco Novo Mundo, na Penha, pelas organizações terroristas PCBR – ALN – VPR – Var Palmares e MR8. Autor do assassinato: José Selton Ribeiro.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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  1. Comentado por:

    Benito Tavares Polonorte

    O que está escrito aí Felipe, é exatamente o que procurava há tempos conciliar com os meus desejos de antigo cidadão, vivenciando tempos modernos, sob comando desastrado de amadores Petistas.
    Agradeço e lhe encorajo a novas e picantes investidas.
    Seja muito feliz.

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  2. Comentado por:

    Anderson Almeida

    Se possível for, gostaria de compartilhar este no link, através de seu blog.
    Gostaria de saber também, a opinião da deputada gauchinha.
    http://lucianoayan.com/2015/05/17/52-segundos-para-transformar-o-eca-num-dos-maiores-crimes-morais-da-historia-da-humanidade/
    Aonde estamos! Até onde vamos?

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  3. Comentado por:

    FORA BOLIVARIANOS !

    Meu sogro era amigo do Mário Kozel Filho – ambos soldado do 2o Batalhão da PE/SP.
    .
    No dia do atentado q destroçou o inocente jovem, dona Dillma e seus amiguinhos foram vistos nas imediações do quartel em um carro… FATO! Meu sogro testemunhou TUDO ISSO!
    .
    É só no Brasil mesmo q UMA CORJA DE BANDIDOS manda em um país!

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  4. Comentado por:

    Lili

    Que bom que vc publicou essas informações: eu iria procurar ma web, porque esta semana a professora de História da minha filha, tratando do período de governos militares, citou a atuação da Dilma entre os que “lutaram pela democracia”. Felizmente também conheci e estou conversando com o pessoal do Escola Sem Partido. Obrigada!

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  5. Comentado por:

    Araújo

    Paulo Sousa (15/5, 22:26), ninguem aqui está negando, a priori, qualquer uma das mortes da lista da esquerda.
    Mas são vocês que costumam omitir ou negar as mortes do outro lado, posando de vítimas coitadinhas dos militares malvados, de quem morriam por motivos nobres. Quanto a isso, já abrimos o olho e não somos bestas. Nem os motivos pelo qual as pessoas da lista esquerdista eram nobres nem os “corações valentes” extremistas eram santinhos de candura. A postagem do Felipe faz o serviço de lembrar isso.

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  6. Comentado por:

    wanderlei

    Uma pessoa normal não diria tanta mentira e tão tranquila como ela esta no programa do chega dar pena dela afundando o país e se afundando nas próprias mentiras.

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  7. Comentado por:

    Laurivan de Sousa

    Não entendo como o povo brasileiro é capaz de dobrar diante de um prato de comida, como que se fosse escravos aos raciocínios alheios. Veja meu comentário sobre essa programação do Jô e a Dilma no nosso blog:
    http://www.laurivanreporter.com/a-entrevista-de-jo-com-a-presidente-dilma-foi-uma-propaganda-do-governo/

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  8. Gabriel Nelli

    Não li tudo, pretendo fazê-lo. Porém só pela leitura superficial, me parece mais um texto tendencioso sem qualquer fonte historiográfica séria sobre o recorte. Poderia disponibilizar o que usou para matéria?

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