Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

O que a Igreja fez pela mulher

profanacao-na-catedral

Eu também odiaria a Igreja Católica, os Estados Unidos, Israel e todos os autores conservadores, se eles fossem exatamente como milhões de pessoas que os odeiam pensam que eles são.
 
Mas eu não conheço pessoas, instituições e países pela caricatura que seus inimigos fazem deles. Só “idiotas úteis” têm opiniões baseadas nisso. E revê-las pode significar a ira da patota…
 
O artigo “Cooptadas pela ignorância”, escrito pela Equipe Christo Nihil Praeponere e publicado hoje no site do Padre Paulo Ricardo, resume abaixo o que a Igreja fez pela mulher, embora os ataques das feminazi (e daquela Marcha das Vadias que entrou pela Porta dos Fundos…) sugiram apenas a famigerada “opressão”.
 
Não é mesmo uma graça, aliás, que o humorista que prega em artigo na Folha o respeito à mulher e às suas liberdades seja o mesmo que ataca em vídeos na internet a religião que salvou as mulheres do subjugo, da humilhação e até do infanticídio?
 
Ah, os revolucionários…
 
Cooptadas pela ignorância
A intolerância dos novos movimentos sociais mostra como o ódio, cego e irracional, ainda é a base do comunismo
 
Não é – ou, pelo menos, não deveria ser – novidade para ninguém que os novos movimentos sociais, conhecidos por sua aparente luta por “tolerância”, “diversidade” e “respeito à diferença”, surgiram na linha de uma tradição de pensamento marxista, que substituiu, nas últimas décadas, a guerrilha armada pela guerra de ideias. Uma ótima introdução ao assunto é o curso “Revolução e Marxismo Cultural“.
 
Outra introdução sobre este assunto está no meu post: “Faça a sua parte: estude“.
 
Em suma, as categorias concebidas por Marx para o campo econômico foram transferidas para o terreno cultural: a “luta de classes”, que se limitava a um choque entre a burguesia e o proletariado, hoje, arma todas as pessoas contra as outras – mulheres contra homens, negros contra brancos, filhos contra pais etc. Nunca o conselho do líder socialista Vladimir Lênin foi seguido tão à risca: “Precisamos odiar. O ódio é a base do comunismo. As crianças devem ser ensinadas a odiar seus pais se eles não são comunistas”.
 
No entanto, para conquistar seus intentos, as mentes destes movimentos precisam contar com uma grande massa de pessoas que, no fundo, não conhece nem a origem nem o objetivo real da causa pela qual tão cegamente milita. É um grupo apelidado gentilmente de “idiotas úteis”. Incapaz de ter um pensamento próprio ou de opor resistência à ideologia reinante, filia-se a uma associação de inspiração política ou social pelo simples sentimento de pertencer a um grupo, independentemente da veracidade das ideias que este adota.
 
No hangout com Lobão e Sheherazade, falei também sobre o desejo neurótico de afeição que leva sobretudo os jovens a serem corrompidos e manipulados pelos grupos aos quais eles “precisam” pertencer. Voltarei ao tema em breve.
 
É difícil saber se Inna Schevchenko – a ativista do Femen que protestou, nua, na praça de São Pedro, dizendo que “o Natal foi cancelado” – é ou não uma dessas “idiotas úteis”. Também não é possível dizer que a jovem Josephine Witt – também ativista do Femen, que invadiu a Catedral de Colônia durante a Missa matutina de Natal e subiu nua ao altar, com a inscrição “eu sou deus” [1] – não sabia o que estava fazendo.
 
A lógica por trás destes protestos criminosos, no entanto, revela não só a face demoníaca dos “novos revolucionários”, como o profundo desconhecimento do verdadeiro rosto da Igreja. Muitas mulheres entram no movimento feminista convencidas com o discurso mentiroso de que o Cristianismo ou não lhes deu suficiente espaço na sociedade ou sempre as oprimiu, impiedosamente.
 
Nada é mais falso. Com o florescimento da religião cristã, a mulher passou a ser tratada com decoro e dignidade – o extremo oposto do lugar a que a Antiguidade a tinha relegado [2]. A figura feminina do Império Romano outra posição não tinha conhecido senão a de subjugo e humilhação, vítima que era da poligamia, do divórcio fácil e do próprio infanticídio.
 
De fato, em qual ambiente da Grécia ou da Roma Antiga poder-se-ia imaginar uma mulher regendo um império, como aconteceu na Idade Média, com não poucas delas chegando inclusive à honra dos altares? Em qual sociedade antiga uma mulher se entregou à vida intelectual a ponto de imitar a magnitude de uma Hildegarda de Bingen ou de uma Teresa de Ávila?
 
Isto sem falar em Isabel de Castela, Santa Joana D’Arc, Santa Rita de Cássia, Santa Catarina de Sena e outras incontáveis grandes mulheres do longo período da Cristandade católica.
 
Por essas e outras, é preciso concordar com Dom Aquino Corrêa que:
 
“A mulher em si mesma (…) nunca foi tão exaltada como no cristianismo. Dir-se-ia até que o foi mais do que o homem, não só porque Jesus a encontrara mais aviltada, e a tomou de mais baixo, como também porque, pela apoteose incomparável de Maria Santíssima, colocou uma simples mulher em culminâncias inatingíveis a nenhuma outra criatura humana.” [3]
 
A invasão de templos e a profanação de cultos religiosos por ativistas ilustram até onde pode chegar o homem quando se afasta de Deus. E como é forte a ignorância de quem, para defender a “liberdade”, ataca a instituição e o patrimônio que forjaram a civilização ocidental. Como dizia o venerável arcebispo Fulton Sheen, “não existem cem pessoas que odeiam a Igreja Católica, mas existem milhões que odeiam aquilo que pensam ser a Igreja Católica”.
 
Por Equipe Christo Nihil Praeponere
 
E como escreveu o americano Thomas Woods: “Para o nosso estudante do ensino médio, a história do catolicismo pode ser resumida em três palavras: ignorância, repressão e estagnação; ninguém fez o menor esforço por mostrar-lhe que a civilização ocidental deve à Igreja o sistema universitário, as ciências, os hospitais e a previdência, o direito internacional, inúmeros princípios básicos do sistema jurídico, etc, etc.” [WOODS JR., Thomas E. Como a Igreja Católica construiu a Civilização Ocidental. Tradução de Élcio Carillo. São Paulo: Quadrante, 2008. p.5]
 
Referências:
1 – Natal na Catedral de Colônia: ativista do Femen profana altar diante do Cardeal Meisner. | Fratres in Unum
2 – Quem quiser ler mais sobre o assunto, pode consultar a obra “O Crescimento do Cristianismo: um Sociólogo Reconsidera a História“, de Rodney Stark.
3 – Dom Aquino Corrêa, 9 de dezembro de 1934. Discursos, vol. II, tomo II. Elevação da mulher. pp. 135-137. Brasília, 1985. Via Ecclesia Una
 
Felipe Moura Brasil – https://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/

Comentários
Deixe um comentário

Olá,

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

  1. Comentado por:

    Friar Peter

    Esplêndido. Já tinha lido na fonte. Parabéns pela corajosa divulgação do texto em meio ao deserto de iniquidade e lama da grande maioria dos seculares que fazem a imprensa comum.

    Curtir

  2. Comentado por:

    Manda Chuva

    O tal do Marxismo Cultural está criando uma legião de ignorantes que acham que os religiosos é que são ignorantes. Que falácia estupenda!

    Curtir

  3. Comentado por:

    Wesley

    Espero ver ainda os membros (ou as membras, em homenagem a Dilma) do femen escarnecerem de Maomé, invadirem uma mesquita e esfregarem suas tetas caídas na cara de um Sheik… Mas não: os vejo apenas rendendo homenagens póstumas a Margaret Thatcher e vilipendiando os cristãos e seus símbolos. Por um minuto, permaneço em profunda confusão mental. Depois me recordo das lições de Marx, Lenin, Adorno, Marcuse etc. e percebo que sou normal.

    Curtir

  4. Comentado por:

    Dezio Ricardo Legno

    Essa patota sobrevive porque o dinheiro que precisam para viver está fácil para quem é vagabundo no Brasil. Em todos os níveis: 92% dos municípios brasileiros são deficitários. Os 8% restantes sustentam um bando de vereadores, prefeitos e demais “otoridades” que vivem parasitando esse Brasil. Uma boa parte vai para esses movimentos de vagabundos(as)que vivem subvencionados pelo dinheiro que o governo arrecada na marra e faz a farra dessa patota. Porém em breve a grana acaba e então eu quero ver essa turma sambar.

    Curtir

  5. Comentado por:

    Evandro

    Entre as muitas coisas de que a Igreja é acusada está o ter desvalorizado a mulher. Em síntese, teria sido a mulher durante séculos relegada a um plano muitíssimo inferior ao do homem, tolhida em sua liberdade, reprimida em sua sexualidade, obstada em seu acesso à cultura, constrangida a um papel social subalterno, etc. Tratar-se-ia, portanto, de alguém sem voz política, sem prazer, sem lazer, sem vida interior e, para dizer o mínimo, um mero capacho do homem. Alguém com incontáveis deveres massacrantes e secundários, porém quase sem direitos.
    Ignora quem compra de maneira acrítica esta visão que, por exemplo, durante a Idade Média a mulher chegou a ser rainha e senhora do destino de povos inteiros, princesa, administradora de vastas terras, politicamente influente, artesã, poetisa, escritora, educadora, guerreira, mística, Santa. E não apenas no medievo, mas tanto antes como depois, graças ao influxo dos valores evangélicos custodiados pela Igreja, a mulher exerceu papel histórico notável, de extraordinária influência espiritual e política: Isabel de Castela, Santa Joana D’Arc, Santa Rita de Cássia, Santa Catarina de Sena, Santa Teresa de Ávila, Santa Brígida da Suécia e incontáveis outras grandes mulheres dão-nos exemplos marcantes da condição feminina durante o longo período da Cristandade católica.
    Continua em http://afeexplicada.wordpress.com/2013/01/02/a-mulher-para-freud-e-para-a-igreja/

    Curtir

  6. Comentado por:

    Leandro Rodrigues de Paula

    Essa gente fez bem seu papel. Posso dizer que, só não penso como eles, porque tive a graça de ir para a igreja (Católica) e conviver com pessoas realmente sábias e corretas. Meu ensino médio e faculdade foram infestados de marxismo. E quantos dos meus ex colegas foram contaminados e hoje concordam com tais absurdos marxistas. Rezemos pela volta do Senhor.

    Curtir

  7. Comentado por:

    luiz

    Muito bom! Estou recomendando leitura a vários amigos!

    Curtir

  8. Comentado por:

    Mariangela Schiavetti

    Parabéns pelo artigo e pela coragem em publicar este texto lúcido e verdadeiro que denuncia o oceano de inverdades e preconceitos que certos indivíduos que se dizem “politizados” sem jamais ter questionado o pensamento “da moda” ou por incapacidade, ou por ignorância, ou por medo de perder a platéia que também se acha “politizada”, ou por má fé mesmo. Quanto a certos humoristas que dizem “respeitar a mulher” mas nao exitam nem coram em fazer piadas insultando a figura feminina com o mais abominável machismo, nada mais a esperar do que a selvageria de insultar a instituição que lançou fora o machismo ao elevar a mulher em sua dignidade, valorizando o papel da esposa, da mãe e daquelas que buscam elevar o espírito a Deus em orações e estudos.
    Respeitar a mulher vai muito além de defender o suposto “direito de uma mãe assassinar seu filho ao ventre” ou de “mulheres exporem seus corpos como insulto a religião”. Respeitar a mulher é algo que certos humoristas “revolucionários” e esquerdopatas incapazes jamais compreenderão cegos que estão pelo próprio preconceito e intolerância.

    Curtir

  9. Comentado por:

    Caio Frascino Cassaro

    Prezado Felipe:
    Repito aqui o que já escrevi em outros blogs: essas desclassificadas se mostram muuuuuuuuuuito valentes nas igrejas católicas e nas praças e lugares públicos pelo ocidente afora. Gostaria de ver um protesto dessas ignorantes em um país muçulmano. Não precisa ser em Teerã ou Riad. Pode ser em Istambul ou mesmo em Túnis. Vão lá, botem os peitos para fora, entrem na Mesquita de Sultanahmet, a famosa Mesquita Azul de Istambul, e gritem a plenos pulmões: “Maomé era pedófilo, assassino e homossexual, e Buraq, o cavalo alado, não passava de um jumento manco e cego de um olho. Abaixo o Islã!!!! Eu sou Allah!!!!!”
    Aí eu vou achar que essa gente acredita mesmo no que fala. Caso contrário, não passa de um bando de oportunistas que quer aparecer na TV e nas redes sociais, pois a cada invasão são simplesmente convidadas a se retirar sem qualquer consequência, podendo ir ao bar da esquina beber com a “tchurma” e se autovangloriar da enorme “coragem” em desafiar “aquele bando de carolas”.
    Intolerantes, ignorantes, oportunistas e covardes. E quer saber do que mais? Às vezes acho que nós católicos somos tolerantes demais. O próprio Cristo expulsou os vendilhões do templo de forma bastante incisiva. Acho que dão muita colher de chá para essas picaretas, que moralmente são iguais aos vendilhões do templo, pois invadem solo sagrado para venderem o ódio e a intolerância.
    Abs

    Curtir

  10. Comentado por:

    João Filippe Rossi Rodrigues

    Mulher virtuosa, a mulher é a coluna da casa, a serpente preferiu convencer a Eva, talvez porque sabia que seria mais eficaz e profundos os efeitos, em Levítico há várias “leis” de proteção à dignidade feminina, Maria, Marta, Maria Madalena, Rute, Ester… Como falar que a Bíblia é machista? Por favor, vá ler a Bíblia, se não se converter, pelo menos não fale bobagem.

    Curtir