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Ex-ministro do Equador, onde Lula ajudou Odebrecht, é preso

Felipe Moura Brasil aponta ligação dos casos à luz das delações

Por Felipe Moura Brasil
Atualizado em 22 abr 2017, 15h13 - Publicado em 22 abr 2017, 14h51

O ex-ministro da Energia do Equador Alecksey Mosquera e um empresário foram detidos em investigação sobre supostos subornos de US$ 33,5 milhões pagos pela Odebrecht a funcionários do governo do país, informou nesta sexta-feira o procurador-geral equatoriano, Galo Chiriboga.

Mosquera foi ministro entre 2007 e 2009 no governo do presidente socialista Rafael Correa, aliado do PT no Foro de São Paulo.

A partir de 2007, a Odebrecht encontrou problemas com a aprovação de projetos no Equador, de onde acabou sendo expulsa em 2008 por Correa por alegadas irregularidades na construção de uma usina hidrelétrica.

Após um acordo, a empreiteira retornou em 2010 para aquele país.

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O que isso tem a ver com Lula?

Este blog explica.

O executivo Alexandrino Alencar, companheiro de viagens de Lula, disse em sua delação que Emílio Odebrecht pediu ao petista que ligasse para presidentes de outros países para defender os interesses da empresa. Citou como exemplos Hugo Chávez, da Venezuela, e… claro… Rafael Correa, do Equador.

Lula faz um chamego em Rafael Correa (Jorge Silva/Reprodução)

No caso de “Rafael Correa, nós tivemos uma disputa grande empresarial no Equador por causa da uma hidrelétrica, e foi necessário, até nós tivemos colegas nossos que ficaram retidos na embaixada durante algum tempo, então teve que ter uma interferência política nisso aí”, afirmou Alencar.

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Ele contou que Lula servia como divulgador do grupo no exterior e que os executivos lhe preparavam até uma “cola”, uma página com informações sobre a Odebrecht para que o petista lesse na viagem e se preparasse para exercer a função, compensada por meio de suas palestras pagas pela empreiteira.

Os agentes públicos, como Mosquera, subornados pela Odebrecht no Equador, deviam ser muito gratos à dedicação de Lula em abrir portas para a empresa.

Infelizmente para eles, o comandante máximo não tem como fazer agora “uma interferência política nisso aí” para tirá-los da prisão.

Felipe Moura Brasil ⎯ https://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

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