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Felipe Moura Brasil Por Blog Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".

Em goleada de 8 a 2, STF rejeita recurso de Cardozo para anular impeachment. Tchau, querido!

Tabelinha governista de Lewandowski e Marco Aurélio ficou pateticamente vencida

Por Felipe Moura Brasil Atualizado em 30 jul 2020, 23h00 - Publicado em 15 abr 2016, 02h29
Celso de Mello

Celso de Mello, em grande noite

José Eduardo Cardozo perdeu de goleada no Supremo Tribunal Federal.

Por 8 votos a 2, a Corte rejeitou o mandado de segurança do advogado de Dilma Rousseff disfarçado de advogado-geral da União para anular o relatório do deputado Jovair Arantes favorável ao impeachment e supender a votação no plenário da Câmara agora confirmada para o domingo, 17.

Só a dupla governista Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello, unida em todas as votações da noite, evitou que Cardozo perdesse de zero.

Comentei a sessão em tempo real mais uma vez.

As tuitadas abaixo incluem a cobertura do julgamento anterior que reafirmou a manutenção da ordem de chamada dos deputados após um empate de 5 a 5 entre os ministros, mas que, pelo critério de desempate do regimento do Supremo, favoreceu Eduardo Cunha.

Veja os melhores momentos desta noite histórica.

1. 

– Notícia dos jornais de que já há 342 votos DECLARADOS em favor do impechment desmoraliza de vez lista fantasma de Lula e Dilma. Só fraude.

– Valor diz que Dilma está chamando Eduardo Paes de traidor por liberar Pedro Paulo para votar pelo impeachment. Prove do seu veneno, querida.

– Mais uma vez, Teori diz a Barroso que está atendendo ao que foi pedido na ação inicial. Barroso tenta reescrevê-la. É coautor do PCdoB.

– Com ar professoral, Barroso tenta refutar Mendes dirigindo-se a estudantes que estiverem assistindo, mas Mendes logo desmoraliza sua lição.

– Celso de Mello vota pela manutenção da ordem de votação definida pela Câmara e também refuta argumentação de Barroso. Grande momento.

– Celso de Mello diz que controvérsia deve resolver-se na própria Câmara dos Deputados. Barroso e Marco Aurélio não aceitam essa obviedade.

– Em pânico, Lewandowski politiza STF dizendo que questão não é interna corporis pois impeachment não pode ser julgado como matéria qualquer.

– Lewandowski está desesperado em campanha pró-Dilma: sentiu que será difícil anular relatório se ministros mantiverem teses de autocontenção.

– Discurso pró-intervenção de Lewandowski é um dos momentos mais vexaminosos da história do Poder Judiciário brasileiro.

– Tenham coragem e honra, ministros! Ignorem mimimi de Lewandowski!

– Fux desmoraliza Lewandowski citando a aversão do autor citado por ele ao ativismo judicial. Grande momento.

– Em resumo: Gilmar desmoralizou Barroso quando este posou de professor. Fux desmoralizou Lewandowski quando este posou de erudito.

– Celso de Mello educa ministros governistas com regimento do STF: havendo empate por falta de ministro (Toffoli), mantém-se decisão de Cunha.

– Barroso aproveita que questão é irrelevante para posar de ministro que quer fazer o certo, mesmo que não seja em favor de sua posição.

– Marco Aurélio Mello insiste em ser desmoralizado por Celso de Mello. É triste a sina de quem não reconhece seus próprios limites.

– Ah, não, a cartada do “caleidoscópio” de novo, não, Marco Aurélio!

– A tabelinha governista de Lewandowski e Marco Aurélio é evidente. Estão juntos até para atropelar o regimento do próprio STF.

– Marco Aurélio Mello confessou publicamente que o 13 é seu número da sorte? Finalmente, um momento de sinceridade.

2.

Cardozo intromete

– Cardozo implora para ministros lhe darem chance de fazer manifestação oral em defesa de Dilma. Gilmar e Celso refutam argumentos de Cardozo.

– É VERGONHOSO que Fachin, Marco Aurélio e Lewandowski queiram dar tratamento diferenciado a Cardozo. Felizmente, os demais rejeitam.

– Ministros do STF têm de tratar impeachment de acordo com a lei, não com “gravidade das circunstâncias”. Isto é politizar Corte, Lewandowski!

– Lewandowski sutilmente mencionou a possibilidade de STF rever a decisão que ainda vai tomar sobre impeachment. O homem está desesperado.

– É ridículo querer anular relatório por qualquer detalhe político. Primeiro, processo é político. Segundo, Câmara só autoriza – Senado julga.

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– Mandado de segurança de Cardozo ao STF na iminência da derrota do impeachment é como a posse de Lula na iminente prisão: gesto de desespero.

– Cardozo usou tempo na comissão para dizer que se recusava a repisar seus argumentos. Agora reclama que faltou chances de defesa? Patético.

– Fachin diz que plenário da Câmara deve analisar denúncia do impeachment como foi apresentada. Lewandowski e Cardozo fazem mimimi, claro.

– Fachin educadamente dispensa a intervenção de Cardozo. Só faltou dizer: “Aham, senta lá.”

Cardozo STF

– Ministros haviam rejeitado manifestação oral de Cardozo que agora quer se intrometer na sessão. Um acinte que mostra mais uma vez desespero.

– Fachin negou liminar pedida pela AGU contra impeachment. Barroso começa seu voto acompanhando Fachin. Aumenta o pânico no governo.

– Barroso diz que parecer até diz coisas além, mas como parte da contextualização. Foco são mesmo as 2 denúncias de crime de responsabilidade.

– Como a fase na Câmara é preliminar, Barroso diz que o contraditório é mitigado. Depois haverá tempo no Senado. É o óbvio. Até Barroso sabe!

– Fachin lembra que foi voto vencido na decisão do STF que deu mais poder ao Senado para mostrar que nega liminar argumentando com base nela.

– Barroso: “Na parte conclusiva, o parecer é limitado aos objetos da denúncia. Nas demais, há opiniões que o relator tem o direito de expor.”

– Lewandowski frisa que plenário da Câmara só deve avaliar os 2 pontos da denúncia. Já notou que STF negará mandado. Teori acompanha Fachin.

– Teori: “Eu não vi no MS alegação de um prejuízo efetivo por eventuais inconsistências que possam ter havido na questão do contraditório.”

– Rosa Weber: “Eu acompanho integralmente o voto do relator no sentido de que não se pode alegar cerceio de defesa.” Chora, Cardozo.

– Fux reafirma que Senado é que julgará, parecer foca nos dois fatos relativos à denúncia e não houve prejuízo. Acompanha o voto de Fachin.

– Cardozo está prestes a sofrer uma derrota avassaladora no Supremo. Melhor seria sair de fininho.

– Cármen Lúcia acompanha relator no sentido de indeferir liminar. Gilmar Mendes, também. É goleada, Brasil!

– Não tem um fotógrafo no Supremo para tirar uma foto do whatsapp do Cardozo? “Dilma está digitando…”

– O ministro 247 Marco Aurélio Mello faz o seu papel governista: “A essa altura, eu diria que a liminar deve ser concedida em algum sentido.”

– Vai lá fazer um cafuné no Marco Aurélio, Cardozo. Chama de “herói da democracia”…

– O pior não é Marco Aurélio defender o governo SEMPRE. É ele ainda ter dito cinicamente no Roda Viva o seguinte:

Tuite marco aurelio roda viva

– O mimimiministro 247 Marco Aurélio Mello está votando. Enquanto isso, no computador dos demais ministros…

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– Cardozo teve tempo de sobra, Marco Aurélio! Recusou até “repisar a defesa”! Pare de teatro que todo mundo quer dormir!

– No desespero, Marco Aurélio fala da “consequência das mais gravosas, que é o afastamento da presidente da República”. Não vemos a hora, 247.

– A dupla Lewandowski e Marco Aurélio gostaria de anular o relatório por menções passageiras a fatos que TODO MUNDO SABE. É tão ridículo…

– A dupla Lewandowski e Marco Aurélio não vê a hora de intervir ainda mais pesadamente quando o julgamento chegar ao Senado.

– Celso de Mello, que acompanha voto de Fachin, vence qualquer um pelo cansaço com o celsodemellês. Que bom que hoje ele está do lado da lei.

– Lewandowski: “Que houve cerceamento de defesa, houve com muita clareza”. Sim: o cerceamento de defesa do Brasil contra as fraudes de Dilma.

– Placar do STF: Brasil 8 x 2 Dilma-Cardozo-Lewandowski-Marco Aurélio. Tchau, queridos!

Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

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