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Educação em evidência Por João Batista Oliveira O que as evidências mostram sobre o que funciona de fato na área de Educação? O autor conta com a participação dos leitores para enriquecer esse debate.
A diferença de notas entre as regiões é relativamente alta no PISA: Norte e Nordeste encontram-se cerca de 40 pontos abaixo da média dos outros estados.
Como o Brasil se sai na comparação com os países-membros da OCDE e também com os países não-membros? E os resultados das escolas privadas?
Os dados mostram que os 10% melhores alunos do Brasil no PISA têm um desempenho equivalente ao de um aluno médio dos países da OCDE.
Nos últimos 20 anos, vários governos empreenderam diferentes iniciativas para promover melhorias na educação. Mas os resultados ficaram estagnados.
Por que nosso desempenho educacional é tão medíocre? Por que, mesmo tendo dobrado os gastos com educação nos últimos vinte anos, não conseguimos melhorar?
A educação poderá avançar muito se, em vez de políticas baseadas em crenças ou "consensos", passarmos a adotar políticas baseadas em evidências científicas.
É mais relevante o professor ter um bom nível acadêmico geral e conhecer bem o conteúdo que leciona do que ter títulos de mestrado e doutorado.
Dado o caráter explosivo da pergunta, procuramos responder, como sempre, com base nas evidências. Dados conflitam com o senso comum.   
Não existe bala de prata. O tempo integral – qualquer que seja a sua definição – não vem afetando significativamente o desempenho dos alunos.
No Brasil, escola em tempo integral é sempre vista como um dos principais fatores de melhoria do desempenho escolar. O que as evidências mostram sobre isso?
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