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Educação em evidência Por João Batista Oliveira O que as evidências mostram sobre o que funciona de fato na área de Educação? O autor conta com a participação dos leitores para enriquecer esse debate.

Educação: balanço de 2021

O que as redes de ensino aprenderam com a pandemia e vão efetivamente mudar em 2022 em relação aos alunos, às famílias e aos professores?

Por João Batista Oliveira 29 dez 2021, 13h03

Nos melhores casos, o saldo da Educação em 2021 será negativo. Resta saber se vamos aprender com a experiência. Seguem algumas sugestões para os gestores interessados no tema.

Bem ou mal, as aulas voltaram na maioria dos municípios. Alguns indicadores podem ajudar o gestor a fazer uma avaliação de suas redes.

Primeiro, indicadores de frequência: qual porcentagem de alunos frequentou aulas regularmente no segundo semestre? Segundo, indicadores de perdas: quantos alunos não retornaram?

Esses dois indicadores darão uma ideia da eficiência da rede. Quanto mais próxima de 100%, no caso da frequência, e quanto mais próxima de zero, no caso da evasão, melhores terão sido as estratégias de busca.

Um terceiro conjunto de indicadores: foi feito um diagnóstico dos alunos e, se foi, os instrumentos foram adequados? Se foram adequados, o gestor saberá quantos e quais alunos encontram-se em que estágio em relação ao desempenho esperado. Fazer um bom diagnóstico e usá-lo para interpretar a realidade já terá sido um grande avanço. Não fazê-lo depõe contra a qualidade da gestão.

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Se feito o diagnóstico, que providências foram tomadas? A partir de onde a rede de ensino retomou as atividades? Dado o tamanho do estrago ocorrido no país, o mais sensato terá sido recomeçar de onde os alunos estão de fato, conforme indicado no diagnóstico – e não de onde estão formalmente.

Como o seu município se situa nesse indicador? Apenas como referência: na maioria dos países desenvolvidos, em que as escolas ficaram fechadas por 15 semanas ou pouco mais, o atraso escolar é de meio ano para os alunos mais ricos e 1 ano para os alunos mais pobres. E na sua rede?

Agora um teste de fogo: o que a sua rede de ensino aprendeu com a pandemia? Dito de outra forma, se amanhã as escolas voltarem a fechar por um tempo indeterminado, sua rede de ensino está pronta para enfrentar um novo desafio? Tem instrumentos adequados? Ou seja: aprendeu algo?

E finalmente a pergunta que não consegue calar: o que sua rede de ensino aprendeu e vai efetivamente mudar em 2022 em relação aos alunos, às famílias, aos professores, enfim, ao ensino?

Feliz Ano Novo!

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