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Dora Kramer Por Coluna Coisas da política. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

De bate pronto

Pedido de aumento de pena é reação à tentativa de criação de um atalho para soltura de Lula

Por Dora Kramer 26 jun 2019, 20h18

Ao pedir ao tribunal da 4ª Região o aumento da pena dada (12 anos e 11 meses) em primeira instância pela juíza Gabriela Hardt no julgamento do processo relativo ao sítio de Atibaia ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, o Ministério Público Federal claramente reagiu à tentativa do dia anterior de criação de um atalho jurídico para a soltura de Lula.

Proposta por Gilmar Mendes e apoiada por Ricardo Lewandowski, a sugestão de que o ex-presidente aguardasse em liberdade o exame do habeas corpus em que a defesa alega suspeição do então juiz Sérgio Moro no processo do apartamento do Guarujá foi derrotada por 3 votos a 2 na segunda turma do Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira (25/06).

Hoje (26/06) o MPF se posicionou em relação ao outro processo a ser julgado por desembargadores provavelmente ainda no segundo semestre deste ano, deixando patente o que os procuradores pensam a respeito do tratamento a ser dado ao ex-presidente. Uma maneira também de mostrar apoio ao agora ministro Sérgio Moro que conduziu o processo do sítio de Atibaia no qual coube à juíza Gabriela Hardt apenas firmar a condenação e estabelecer a pena.

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