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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Uma jovem jornalista precisou de um minuto e meio para desmoralizar o bufão bolivariano

PUBLICADO EM 29 DE SETEMBRO DE 2010 Em menos de 10 minutos, o vídeo ergue um monumento ao jornalismo de verdade e, simultaneamente, escancara a grandiosa pequenez de um farsante. Repórter da Rádio França Internacional, a jovem venezuelana Andreina Flores precisou de 1 minuto e 39 segundos para emparedar o presidente Hugo Chávez com a […]

Por Augusto Nunes Atualizado em 31 jul 2020, 06h42 - Publicado em 11 mar 2013, 17h00

PUBLICADO EM 29 DE SETEMBRO DE 2010

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Em menos de 10 minutos, o vídeo ergue um monumento ao jornalismo de verdade e, simultaneamente, escancara a grandiosa pequenez de um farsante. Repórter da Rádio França Internacional, a jovem venezuelana Andreina Flores precisou de 1 minuto e 39 segundos para emparedar o presidente Hugo Chávez com a interrogação que inquieta os democratas do mundo inteiro. Se o governo ganhou as eleições parlamentares por uma diferença ligeiramente superior a 100 mil votos, como pôde instalar no Congresso uma bancada que tem 37 integrantes a mais que a formada pela oposição? A distorção não seria fruto das mudanças introduzidas por Chávez no sistema eleitoral às vésperas da votação, concebidas para impedir que as urnas traduzissem efetivamente a vontade popular?

Clara, concisa, corajosa, Andreina disse tudo o que o embrião de ditador não queria ouvir. A apresentação de Chávez  ocupa os 7 minutos e 58 segundos restantes. Vestido de bandeira venezuelana, o cabo eleitoral de Dilma Rousseff, a quem Lula se refere como “amigo querido”, mistura piadas infames, grosserias, sorrisos amarelos, frases desconexas,  falácias, provocações, cafajestagens, patriotadas malandras, insinuações preconceituosas, truques de quinta categoria, ameaças veladas ou ostensivas ─ tudo, menos argumentos consistentes. Sentada na primeira fileira, sem arrogância e sem medo, Andreina continua à espera de respostas que não virão.

O rei Juan Carlos desmoralizou o bufão bolivariano com a célebre ordem para calar-se. A jornalista venezuelana desmoralizou-o ao exigir que falasse.

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