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Luiza Eluf: Temos que combater a mentalidade do crime passional

Entre outros assuntos, a advogada fala sobre crimes contra a mulher depois de 13 anos de vigência da Lei Maria da Penha

Por Cristyan Costa 2 set 2019, 07h09

“À medida em que as mulheres têm mais direitos, assumem os destinos de suas próprias vidas e querem autonomia, mais elas sofrem violência”, resumiu Luiza Nagib Eluf, advogada e ex-procuradora de Justiça do Ministério Público de São Paulo, no Programa Perguntar não Ofende, da Rádio Jovem Pan. Para ela, os homens ainda não se acostumaram com a emancipação feminina e a ocupação de espaços antes exclusivos deles. “Quando a mulher se rebela contra o domínio de seu companheiro, ele se torna violento”, observa.

De acordo com Luíza, apesar das conquistas da Lei Maria da Penha, que completa 13 anos, a violência contra a mulher continua aumentando. “A lei está no papel e precisa ser cumprida. Temos um avanço na teoria, mas para isso chegar na prática, está demorando. A Lei Maria da Penha só vira realidade quando existe delegada da mulher, exame de corpo de delito, psicóloga e um atendimento especial às vítimas de estupro. O Estado precisa aparelhar melhor as delegacias de defesa da mulher”, constata.

Ao comentar os crimes passionais, Luiza afirma que 90% das mulheres morrem em casa. “Hoje existe o feminicídio para deixar claro que não há crime por amor. Existe o assassinato pelo ódio. A punição ao agressor tem de ser severa para desencorajar criminosos passionais”.

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