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De onde vêm as palavras: Dar uma de João-sem-braço

As origens de João-sem-braço, trazidas por Deonísio da Silva

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A expressão “joão-sem-braço” designa o preguiçoso, o omisso ou o trapaceador.

Originalmente, o pedinte amarrava sob a roupa um dos braços ou os dois, fingindo ser mutilado de guerra para obter a esmola pretendida, dando uma de joão-sem-braço.

Mas havia outros sinceros joões-sem-braços, muitos dos quais eram atendidos pelas Santas Casas de Misericórdia, a primeira das quais foi fundada em Portugal, no século XV, pela rainha Dona Leonor, a “princesa perfeitíssima”.

No Rio, a Rua dos Inválidos atesta a tradição. Ela ainda conserva o mesmo nome que tinha em fins do século XVIII, por ter sido edificado ali um asilo para militares reformados, isto é, aposentados. Eles estavam temporariamente impedidos de trabalhar. E muitos  iam para a rua mendigar.

A expressão tem fundas raízes históricas. Portugal formou-se e consolidou seu poder por meio de sucessivas guerras, travadas no próprio território ou em suas colônias, produzindo muitos mutilados de guerra.

Confira aqui outros textos de Deonísio da Silva

Comentários
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  1. Comentado por:

    Rogério Medeiros Garcia de Lima

    Temos hoje o “joão-sem-dedo”, esperteza muito pior…

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  2. Comentado por:

    G Carvalho

    Sai Caro O Populismo Xepa
    Útil e oportuno, o texto presente refere-se a guerras, externas e internas. No NYT de hoje, Nicholas Casey, um correspondente adulto daquele jornal, descreve, na Seção Americas, as condições lastimáveis em que se acham os hospitais da Venezuela Madureira. Focando a situação dramática dos depósitos de moribundos em que se transformaram, por exemplo, as clínicas destinadas ao tratamento de doentes mentais, Nicholas Casey evidencia o colapso da assistência médica na Venezuela, típica de um país devorado pela guerra.
    Não faltam recursos naturais à riquíssima Venezuela. Sobra por lá inépcia política, além de incompetência administrativa, marcas indisfarçáveis do populismo regional, em marcha acelerada rumo ao pântano da História.

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  3. Comentado por:

    Fausta

    Prezado Augusto,
    E como temos variados tipos de João-sem~braço por aqui, não? Como designar, por exemplo, um farsante que se faz de honesto e que investe numa escalada vertiginosa, fazendo-se de trabalhador honesto e cheio de boas intenções, quando nada mais é do que uma raposa esperta que espreita o seu futuro poderoso, mesmo que para isso deva utilizar meios desleais e desonestos para com os carneirinhos incautos que o seguem? Como designar, também, aquele que se faz de artista pobre, para se beneficiar da Lei Rouanet, mas que já conseguiu até garantir o seu apartamento lá no Marais, em París ? E aquele caso em que o esperto , que é branco como a neve, diz que é negro de origem, só para se beneficiar da lei de cotas nas universidades? Pois é, existem muitos outros modelos mas, para não esticar o texto, acho que os acima expostos são, cada um na sua área, exemplos característicos de João-sem-braço. Só espero que o Deonísio da Silva concorde!!!

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  4. Comentado por:

    pedro

    Legal!!!, mas nós temos um Luiz (ou como seria o correto, Luís) sem dedo. Quando eu era menino, tinha o “Sete Dedos”, larápio famoso. Pelo jeito, o ex-presidente é o, como dizem hoje, “up grade” (não consigo escrever aqui em itálico) do velhinho, pois tem NOVE DEDOS, o que facilita a subtração. Por falar em roubo, cadê o crucifixo do Aleijadinho que o aleijadinho de “mescla” roubou do gabinete? Cadê a VENINA para ajudar a empurrar as graças da Foster e a rainha das ventosidades mandioquistas para Curitiba?

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  5. Comentado por:

    #Anonyma

    Que desgraça, termos sido colonizados pelos portugueses, do qual herdamos uma cultura dissimulada velada, melhor seria ter sido colonizado pelos espanhóis que são mais francos.

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  6. Comentado por:

    Silvio

    Hoje o que está na moda é dar uma de Luis sem dedo.

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  7. Comentado por:

    Silvio

    Hoje o que está na e moda é dar uma de Luis sem dedo.

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  8. Comentado por:

    Jorge Santos

    Por aqui, temos o “Luiz sem caráter”, ou “sem dedo”!

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  9. Comentado por:

    Siará Grande

    excelente o artigo, não conhecia a origem da palavra
    agora, mudando de assunto, está na hora de retomar o assunto do sobrinho de Zeca do PT, ele ficou em 200o. lugar na eleição para vereador em Campo Grande
    Recebeu 504 votos. Ficou em 200° lugar.

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