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De onde vêm as palavras: Dar uma de João-sem-braço

As origens de João-sem-braço, trazidas por Deonísio da Silva

Por Branca Nunes Atualizado em 30 jul 2020, 21h41 - Publicado em 2 out 2016, 12h02

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A expressão “joão-sem-braço” designa o preguiçoso, o omisso ou o trapaceador.

Originalmente, o pedinte amarrava sob a roupa um dos braços ou os dois, fingindo ser mutilado de guerra para obter a esmola pretendida, dando uma de joão-sem-braço.

Mas havia outros sinceros joões-sem-braços, muitos dos quais eram atendidos pelas Santas Casas de Misericórdia, a primeira das quais foi fundada em Portugal, no século XV, pela rainha Dona Leonor, a “princesa perfeitíssima”.

No Rio, a Rua dos Inválidos atesta a tradição. Ela ainda conserva o mesmo nome que tinha em fins do século XVIII, por ter sido edificado ali um asilo para militares reformados, isto é, aposentados. Eles estavam temporariamente impedidos de trabalhar. E muitos  iam para a rua mendigar.

A expressão tem fundas raízes históricas. Portugal formou-se e consolidou seu poder por meio de sucessivas guerras, travadas no próprio território ou em suas colônias, produzindo muitos mutilados de guerra.

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