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A busca pelo cuidado com o meio ambiente

Novos estudos buscam compreender como estimular a preocupação com a natureza e mudar o comportamento das pessoas

Por Jennifer Ann Thomas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 fev 2023, 17h33

Nesta semana, duas iniciativas mostraram a necessidade de compreender como fazer com que as pessoas se importem mais com a preservação ambiental. De um lado, um novo estudo publicado no periódico Global Environmental Change analisou fatores que impulsionam a preocupação ambiental entre europeus.

De outro, o projeto Green Tipping, liderado pelo professor do Departamento de Economia da Universidade de Bolonha, Alessandro Tavoni, tem o objetivo de compreender como mudanças comportamentais podem ser fomentadas para que haja comprometimento da sociedade.

No caso do estudo europeu, o pesquisador do Programa de População e Sociedades Justas do Instituto Internacional de Análise Aplicada de Sistemas (IIASA), Jonas Peisker, abordou como as preferências ambientais em 206 regiões europeias são moldadas por circunstâncias socioeconômicas, geográficas e meteorológicas.

“Embora pesquisas anteriores tenham considerado apenas algumas influências contextuais de cada vez, este estudo permite uma comparação de sua importância relativa, incluindo também fatores que diferem principalmente entre regiões, como desigualdade, nível de renda ou características geográficas”, disse.

O estudo constatou que contextos econômicos favoráveis, como nível de renda relativamente alto e inflação baixa, fomentam a preocupação ambiental. Isso provavelmente está relacionado à ideia de um “poço finito de preocupações”, no qual questões mais imediatas, como segurança econômica, expulsam questões menos imediatas, como política climática.

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Com cada vez mais informações sobre o assunto, é preciso saber como agir. Para Tavoni, da Universidade de Bolonha, sabe-se que é muito difícil fazer com que as pessoas abandonem comportamentos estabelecidos, incluindo aqueles que perpetuam a dependência dos combustíveis fósseis, e isso limita a eficácia das escolhas políticas.

“Para ultrapassar este obstáculo, vamos estudar soluções para promover a adoção de comportamentos positivos de forma direcionada, de forma a atingir um limiar a partir do qual um novo comportamento sustentável se espalhe por toda a população”, explicou.

Para isso, as políticas climáticas precisam considerar a transição justa de energia e combater o aumento da desigualdade social. “A coesão social e uma transição justa para a neutralidade do carbono são fundamentais para o apoio de baixo para cima à política ambiental”, disse Peisker.

“A política climática e a proteção ambiental serão impopulares se aumentarem a desigualdade, a inflação e o desemprego. Uma forma de apoiar a ação climática é enfatizar os benefícios da política ambiental, como efeitos positivos na geração de empregos com a transição para fontes de energia renováveis”.

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