O passado e o presente de Edir Macedo
Publicada há 30 anos, reportagem de VEJA documentou a ascensão de Edir Macedo, hoje novamente no centro do noticiário
“Fanático e muito rico.”
Foi assim que a VEJA descreveu Edir Macedo em uma reportagem publicada em 1995. Na época, o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus chamava atenção pelo rápido crescimento de sua igreja e pelo poder que acumulava dentro e fora dos templos.
A edição 1421 destacava uma reportagem que mostrava como um ex-funcionário da Loteria do Estado do Rio de Janeiro havia se tornado um dos líderes religiosos mais influentes do país. A Universal crescia em ritmo acelerado, ganhava fiéis, abria templos no mundo inteiro e transformava Macedo em um personagem cada vez mais presente no debate público.
Nesta semana, o nome de Edir Macedo voltou a ocupar as manchetes de todo o Brasil mais uma vez.
A Polícia Federal deflagrou uma operação que teve como alvo o banco digital ligado ao bispo, determinando o bloqueio e o sequestro de até R$ 670 milhões em bens e valores de suas contas. Batizada de Operação Miragem, a investigação alega que os envolvidos teriam manipulado registros contábeis e informações para melhorar artificialmente os indicadores financeiros do banco digital ao qual Edir Macedo está ligado.
Três décadas separam as duas histórias. Mas o personagem ainda é o mesmo. Entre polêmicas e, agora, investigações, Edir Macedo segue sendo uma das figuras mais controversas da história recente do Brasil.
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