A nova fronteira do emagrecimento
Do controle do apetite à preservação da massa magra, os avanços da ciência redefinem o combate à obesidade e retomam uma discussão iniciada há décadas
Será que é possível uma canetinha revolucionar a saúde? Bom, agora é possível! E ainda pode caber no seu bolso.
Nesta semana, uma nova pesquisa do laboratório Regeneron avaliou drogas capazes de preservar a massa magra em meio ao processo de emagrecimento. E nesta semana também, a Ozivy, conhecida como “Ozempic nacional”, passou a ser comercializada nas farmácias de todo o país com preços mais acessíveis.
Essa é a mais nova fronteira que a ciência vem desbravando no combate à obesidade. Mas a verdade é que essa discussão não é de hoje.
Em 1996, na edição 1472, VEJA já trazia em sua capa uma promessa que despertava curiosidade e expectativa com o título “Gordura tem remédio”. A reportagem mostrava que, “depois de eras de bruxarias”, medicamentos chegavam para ser o maior aliado na hora da dieta.
Pesquisadores já adiantavam que a chegada dessas novas drogas também tinha o objetivo de controlar o apetite e ajudar milhões de pessoas a perder peso. O combate à obesidade era tratado quase como uma questão de estética ou de força de vontade.
A grande pergunta era: “Como emagrecer?” Agora, a pergunta mudou.
Médicos e pesquisadores querem saber: Como emagrecer de maneira mais saudável? Como garantir qualidade de vida sem depender do tratamento?
A obesidade deixou de ser enxergada como um problema simples. Hoje, ela é reconhecida como uma doença complexa, influenciada por genética, hormônios, ambiente, fatores psicológicos e hábitos de vida.
Mesmo 30 anos depois, a balança ainda continua importante. Mas sabemos que ela não conta a história inteira.
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