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20/04/2013

às 19:00 \ Vasto Mundo

MEMÓRIA: Margaret Thatcher, uma dama do lado direito da história

VISÃO DE FUTURO -- A premiê, férrea na gestão do estado, em 1981: a validade de suas ideias era e, em grande parte, ainda é universal (Foto: Peter Marlow / Magun  / Latin Stock)

VISÃO DE FUTURO -- A premiê, férrea na gestão do Estado, em 1981: a validade de suas ideias era e, em grande parte, ainda é universal (Foto: Peter Marlow / Magun / Latin Stock)

Reportagem de Duda Teixeira, com colaboração de Tatiana Gianini e Nathalia Watkins, publicada em edição impressa de VEJA

UMA DAMA DO LADO DIREITO DA HISTÓRIA

Margaret Thatcher salvou a Inglaterra do declínio econômico e político. O conjunto de suas ideias ganhou um nome, thatcherismo, algo que nenhum outro premiê britânico alcançou – nem Winston Churchill

Margaret Thatcher morreu dia 8 de abril, vítima de derrame. Ela tinha 87 anos. Andou esquecida até que Merryl Streep a representou no cinema, em um filme espetacular que se fixou mais no outono de sua vida, quando Thatcher, viúva e senil, conversava com Denis, o marido morto havia anos, como se ele estivesse tomando café da manhã com ela. Comovente e triste.

Mas Thatcher, feita baronesa depois de deixar o posto de primeira-ministra, se permitia raras demonstrações públicas de emoção. Ela estava com os olhos marejados de lágrimas quando diante da imprensa se despediu do cargo, ocupado por ela por onze anos, entre 1979 e 1990.

Nesse período, transformou a política no Reino Unido, ajudou a enterrar o moribundo comunismo soviético e criou uma doutrina de política econômica, o thatcherismo, que, em diferentes gradações, dominou o período áureo da globalização na década de 90, dando racionalidade aos políticos no poder e tirando milhões de pessoas da miséria em países tão díspares quanto o Vietnã e o México.

Foi chamada pela primeira vez de Dama de Ferro por um jornal oficial soviético, que julgou estar ofendendo-a. Ela adorava o apelido. Fez jus a ele na vida pública. Mostrou que governo e povo não são a mesma coisa. Governo é uma gigantesca burocracia cujos interesses só em alguns poucos casos, aqueles em que há ganho político, coincidem com os do povo. Por isso é preciso vigiar os governantes, cobrar eficiência deles e diminuir seus poderes.

Thatcher foi demonizada pelas esquerdas retrógradas por ter obtido sucesso em suas políticas e tê-las imitadas em quase todas as partes do mundo. Com razão, pois o salvacionismo insurrecional das esquerdas só tem, na cabeça de seus seguidores, alguma chance quando tudo dá errado em um país e a miséria se instala.

Tolice.

Se fizessem uma pequena pesquisa histórica, descobririam que, no Ocidente, os partidos de esquerda crescem mesmo é nos momentos de bonança econômica, quando o capitalismo produz excedentes econômicos bastantes para sustentar a imensa turma de socialistas e assemelhados que invariavelmente ganham a vida sem trabalhar. Foi assim nos Estados Unidos.

Durante a dura recessão dos anos 30, o partido comunista do país praticamente desapareceu. Foi só no esplendor econômico do pós-guerra, quando a classe média enriqueceu e os pobres viraram classe média, que as ideias socialistas e comunistas ganharam maior projeção nos Estados Unidos.

Não é por outra razão que o esquerdismo no Ocidente tem sempre um quê de esnobismo, um ar de superioridade moral, intelectual e de classe.

Isso vem da certeza de que, enquanto derrubam o sistema nos bares e em ambientes chiques, o capitalismo continua firme produzindo o excedente econômico que permite aos militantes viver sem trabalhar e aos ricos dizer-se de esquerda sem o temor de perder tudo para os revolucionários.

O esquerdismo no Ocidente é apenas um estado de espírito. Quando passa disso, cobra um alto preço.

AMIZADE À PRIMEIRA VISTA -- Thatcher com Ronald Reagan, em 1985: "Ela era agradável, feminina, graciosa, inteligente, e ficou evidente nas nossas primeiras palavras que éramos almas gêmeas", disse o presidente americano (Foto: Gamma)

AMIZADE À PRIMEIRA VISTA -- Thatcher com Ronald Reagan, em 1985: "Ela era agradável, feminina, graciosa, inteligente, e ficou evidente nas nossas primeiras palavras que éramos almas gêmeas", disse o presidente americano (Foto: Gamma)

Na Grã-Bretanha deu-se um fenômeno semelhante. O conservador Winston Churchill, vencedor na II Guerra Mundial, não foi apeado do poder pelos socialistas no alvorecer da paz por causa das penúrias impostas ao povo.

Livres da guerra e da pobreza pela ajuda dos Estados Unidos, os eleitores britânicos sentiram-se confortáveis o bastante para embarcar na experiência socializante que afundaria o Reino Unido – até que Thatcher salvasse o país.

Entre 1945 e 1951, praticamente todas as grandes companhias de bens e serviços foram estatizadas e passaram a se pautar por aquela dinâmica antiprogresso, antitecnologia e antieficiência que caracteriza a esquerda no poder.

A British Telecom, por exemplo, conseguiu bloquear a entrada do fax no Reino Unido. A empresa temia que o aparelho fosse uma ameaça ao uso do telefone para falar. Em quadro muito familiar aos brasileiros antes das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso, um telefone na Inglaterra podia ficar mudo seis semanas antes que aparecesse um técnico da estatal para tentar resolver o problema.

Sem concorrência, sob a proteção do monopólio, as estatais tripudiavam sobre os usuários e o público. Prejuízos? O governo cobria. Mas de onde tirar tanto dinheiro? Ora, aumentando os gastos públicos e deixando a inflação devorar o poder de compra das pessoas.

Somados todos os sindicatos, os dias de trabalho eliminados por greves na Inglaterra antes de Margaret Thatcher se contavam em dezenas de milhões por ano. Thatcher chegou e acabou com o processo de destruição do país. “A Inglaterra antes de Thatcher era como a Argentina de hoje, mas sem a maquiagem dos índices”, resume o economista Maílson da Nóbrega, que vivia em Londres naquele período.

Na campanha para as eleições de 1979, o Partido Conservador sagrou-se vitorioso e Margaret Thatcher assumiu como primeira-ministra. Suas convicções, formatadas no liberalismo, foram fortalecidas por valores morais e religiosos (ela era metodista e converteu-se ao anglicanismo após se casar). A inflação, segundo ela, era um “mal moral traiçoeiro”. A liberdade individual, um valor moral a ser defendido em sua totalidade.

UNIÃO -- Margaret Roberts, filha de um quitandeiro, em 1951, no casamento com o comerciante Denis Thatcher, com quem teve um casal de gêmeos (Foto: Keystone)

UNIÃO -- Margaret Roberts, filha de um quitandeiro, em 1951, no casamento com o comerciante Denis Thatcher, com quem teve um casal de gêmeos (Foto: Keystone)

O governo Thatcher teve um começo difícil. Para combater a alta dos preços, ela elevou os juros e passou a faca nos gastos governamentais. Como resultado imediato, a atividade econômica esfriou e o desemprego triplicou. A popularidade dela afundou, mas suas convicções não se abalaram.

Em 1982, um fator inesperado contou a seu favor. Em abril, o ditador argentino Leopoldo Galtieri ordenou a invasão das Ilhas Malvinas (Fal­klands para os britânicos), governadas pelos ingleses desde o início do século XIX. Em defesa dos kelpers, a população local, Thatcher mandou reconquistar as ilhas, o que ocorreu dez semanas depois.

O retorno dos soldados vitoriosos foi uma festa. “As Malvinas empurraram a popularidade de Thatcher para cima”, diz o economista John Van Reenen, da London School of Economics. “Sem a guerra, ela provavelmente teria perdido a eleição de 1983.”

Em seu segundo mandato, Thatcher comprou briga com os sindicalistas, a maioria deles agraciada e controlada pelo Partido Trabalhista. Os mineradores estavam entre os mais paparicados. As minas de carvão, que sustentaram a Revolução Industrial do século XVIII, estavam mais profundas e eram de difícil exploração. Com isso, o produto importado da China custava 25% menos.

FESTA POPULAR -- A primeira-ministra em visita a soldados nas Ilhas Malvinas após a guerra de 1982: os bem treinados britânicos foram muito superiores aos recrutas argentinos. A vitória inglesa levou ao fim da ditadura no país latino-americano, um ano depois (Foto: Gamma / Sigla)

FESTA POPULAR -- A primeira-ministra em visita a soldados nas Ilhas Malvinas após a guerra de 1982: os bem treinados britânicos foram muito superiores aos recrutas argentinos. A vitória inglesa levou ao fim da ditadura no país latino-americano, um ano depois (Foto: Gamma / Sigla)

Antes de Thatcher, a pressão dos funcionários garantia o monopólio do carvão nacional e obrigava o governo a pagar pesados subsídios ao setor. Proteger um setor ineficiente não fazia sentido para Thatcher. “Você não sai de casa para comprar um paletó quatro vezes mais caro só para manter as pessoas no trabalho”, disse ela. O Sindicato Nacional de Mineradores convocou uma greve e Thatcher chamou policiais de outras cidades para combater os piquetes, para que não tivessem dó de usar o cassetete. Um ano depois, a paralisação acabou e a Justiça multou o sindicato.

Com os sindicatos enfraquecidos, inflação controlada e previsibilidade na política econômica, a Inglaterra atraiu investidores estrangeiros. Um deles foi a montadora japonesa Nissan, que instalou uma fábrica na cidade de Sunderland, no norte do país. Em 1987, cinquenta indústrias japonesas já haviam se estabelecido na Inglaterra.

O investimento externo triplicou. “Se Thatcher não tivesse existido, a Inglaterra seria hoje mais pobre, mais influenciável por outras nações e estaria totalmente afundada na crise europeia”, diz o historiador Timothy Knox, diretor do Centro de Estudos Políticos, em Londres, fundado por ela. “E suspeito que a Guerra Fria teria durado mais.”

Não por acaso, os detratores de Thatcher são os mesmos reacionários que tentam recompor a barreira que dividia Berlim em duas. Gente mais sensata vê no liberalismo de Thatcher parte da explicação para as crises financeiras recentes. Pode até ser, mas ela não tinha como prever o surgimento dos subprime e dos derivativos, mecanismos de alto risco que maquiaram a bolha especulativa.

Seu legado é altamente positivo, a começar pela conversão dos socialistas do Partido Trabalhista inglês ao sistema produtivo de mercado, o capitalismo. Thatcher dizia ter sido essa sua maior conquista. Em 1995, o Partido Trabalhista alterou o seu programa, eliminando a cláusula que previa a socialização dos meios de produção. Disse o chefe de estratégia do premiê trabalhista Tony Blair: “Somos todos that­cheristas, agora”.

 

COMPETÊNCIA -- A premiê com George Jefferson, um executivo da indústria aeroespacial que assumiu a presidência da British Telecom após a privatização, em 1984. Thatcher contratou headhunters para escolher os diretores das novas companhias (Foto: Nisyndication)

COMPETÊNCIA -- A premiê com George Jefferson, um executivo da indústria aeroespacial que assumiu a presidência da British Telecom após a privatização, em 1984. Thatcher contratou headhunters para escolher os diretores das novas companhias (Foto: Nisyndication)

SABEDORIA QUE FAZ FALTA

Thatcher era direta, incisiva e, muitas vezes, intransigente, mas mantinha a coerência e a clareza de ideias sempre

“Não, não, não.”

Discurso no Parlamento inglês contra um plano de transferência de poderes para a Comissão Europeia, em 1990

“‘Liberdade, igualdade, fraternidade’ – eles se esqueceram de obrigações e deveres, eu acho. E então, é claro, a fraternidade desapareceu por muito tempo.”

Sobre a Revolução Francesa, em entrevista ao jornal francês Le Monde, em 1989

“Não seja tolo, senhor Gorbachev, vocês mal conseguem alimentar seus próprios cidadãos.”

Em resposta ao então secretário de Agricultura da União Soviética, quando ele afirmou que o comunismo era superior ao capitalismo durante visita à Inglaterra, em 1984

DISTÚRBIOS EM LONDRES -- Policiais tentam conter protestos de mineiros na capital inglesa, em 1984: os sindicalistas que paralisaram o país contavam com o apoio do Partido Trabalhista, de oposição a Thatcher (Foto: PopperFoto / Getty Images)

DISTÚRBIOS EM LONDRES -- Policiais tentam conter protestos de mineiros na capital inglesa, em 1984: os sindicalistas que paralisaram o país contavam com o apoio do Partido Trabalhista, de oposição a Thatcher (Foto: PopperFoto / Getty Images)

“O problema do socialismo é que uma hora ele acaba com o dinheiro dos outros.”

Em entrevista na televisão inglesa, um ano após assumir a liderança do Partido Conservador, em 1976

“Nós queremos uma sociedade em que as pessoas sejam livres para fazer suas próprias escolhas, cometer seus erros, ser generosas e misericordiosas. É isso o que nós entendemos por uma sociedade moral.”

Discurso na Universidade de Zurique, na Suíça, em 1977

“O problema com você, John, é que a sua espinha dorsal não alcança o cérebro.”

Ao secretário John Whittingdale, que insistia em apoiar o Tratado de Maastricht, que estabeleceu a unificação política da Europa, em 1992

“Esse é o nosso povo, nossas ilhas. Eu disse imediatamente: se elas forem invadidas, teremos de trazê-las de volta.”

Ao ministro da Defesa John Nott, sobre a invasão argentina das Falkland/Malvinas, em 1982

LEIAM TAMBÉM:

THATCHER: Controvertida, polêmica, a maior estadista britânica desde Churchill ajudou a colocar abaixo o Muro de Berlim e a mudar o mundo — para melhor

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19 Comentários

  1. Adrielle

    -

    24/10/2013 às 16:28

    O blog não é lata de lixo para abrigar opiniões baixaria como a sua, que deletei.

  2. Luciana Gomes

    -

    15/09/2013 às 20:24

    É, realmente é de arrepiar como discursos professados com tamanha veemência são capazes de ludibriar e tornar heróis os vilões. Certamente que o socialismo tem seu lado obscuro. Entretanto, por favor, não abusem das interpretações que nós pobres fazemos dos fatos: capitalismo também tem suas falhas (e que falhas!) Mas, onde elas estão no discurso proferido? Deixem que eu diga: as falhas capitalistas não foram expostas, elas foram negligenciadas, obscurecidas, esquecidas (camufladas?!)

  3. Lia Palheta da Silva

    -

    24/04/2013 às 21:13

    O ferro inflexível, uma mulher sem meios termos.
    Ao contrário de muitos ‘líderes’, não almejava o reconhecimento imediato e cheio de maquiagem. Hoje, tão certo como o amanhecer, todos sabemos que seus ideais floresceram, frutificaram, e, apesar da tempestade europeia, Inglaterra está firme como uma rocha – digo, como uma barra de ferro – no meio do furacão, saboreando o fruto deixado pela dama inesquecível.

  4. José Paulo

    -

    22/04/2013 às 14:18

    Os esquerdopatas devem estar arrepiados lendo estes textos e declarações favoráveis à Tatcher.
    E, como sempre, usam a estratégia de bater nos erros ou em certos exageros, minimizando os acertos em nível macro, para tentar afastar qualquer qualidade da outrora governante do Reino Unido.
    Não concordo com muitas de suas visões e acho que talvez alguns que reconhecem suas qualidades talvez sobrevalorizem parte de suas medidas e vejam apenas acertos e jamais erros. Mas isso é normal, quando queremos exaltar algo ou alguém em nossos discursos, qualquer coisa não favorável parece que arrefece todo o resto. Enfim.
    Acho estranha a aversão que ela tinha ao mercado comum europeu, já que ele foi em muito inspirado no modelo adotado pelo próprio Reino Unido.
    Nunca ficou muito claro quais os motivos para isso, em quem afinal ela não confiava ou via como perigoso.

  5. POLY

    -

    22/04/2013 às 9:30

    O problema maior é, que, a imprensa mundial, prin-
    cipalmente,no ocidente e,de forma perversa na A.L. e no Brasil, é pautada pelos esquerdistas. Não te-
    mos no Brasil líderes de direita democrática e li-
    beral capaz de preencher este espaço anti-esquer-
    da(desta nefasta e maléfica esquerda).

    “A imprensa”? Como, assim? VEJA também? E O Globo? E o Estadão? E a Folha de S. Paulo? E revistas como “Época”? E os centenas de blogueiros independentes? Os portais UOL, Terra, iG, G-1, todos também são?
    Calma aí, Poly…

  6. Alberto Porém Júnior

    -

    22/04/2013 às 9:23

    O corolário de sua estranha teoria política se resume em poucas palavras: não há sociedade; há indivíduos. Cabe a cada indivíduo buscar o seu bem-estar, sem nada pedir ao Estado. Em suma: se o Estado não protege os fracos, ele só existe para garantir os fortes. Abole-se, desta forma, o princípio imemorial da solidariedade tribal, assumida pelo Estado, que garantiu a sobrevivência da espécie.

  7. Bruno

    -

    22/04/2013 às 8:14

    Achei este artigo simplesmente delicioso !
    .
    Sobre a questão dos “subprime” e derivativos convém dizer que os derivativos existem tem muito tempo (iniciaram com as commodities) e servem como instrumentos de “descoberta de preço”. Eles são uteis ao nosso bem estar na sociedade moderna.
    .
    Uma arma pode servir para o bem e para o mal. Se eu uso uma arma para atacar alguém então pratico o mal. Se uso para me defender de alguém então serve (pelo menos) para o meu bem.
    .
    Não foi o “subprime” ou os derivativos que criaram um problema, mas sim quem os usou, baseados num conceito de “fanatismo pelo lucro”. E esse fanatismo exagerado pode ser doente. Como todos os fanatismos. E não tem leis ou regulações que eliminem isso. Tem que ser a sociedade como um todo a pedir o bom-senso.
    .
    Abr, BR

  8. Corinthians

    -

    22/04/2013 às 7:00

    Setti,
    Tanto o artigo quanto o comentário do moacir – 21/04/2013 às 18:27 merecem meus aplausos.
    Essa é a verdadeira direita. A que não faz propaganda de cisas inexistentes nem aceita qualquer pseudo-teoria ser aplicada sem uma análise.
    A direita que pensa em todos e no estado, e não somene em grupos organizados que apoiam um dado partido.
    Conforme o moacir ressaltou, eles estavam quebrando a lei, causando prejuízos e agindo com violência – e diferentemente do Brasil, onde quem age como bandido é afagado, Thatcher não permitiu que a vontade de poucos se sobrepusessem ao bem estar de muitos.
    Enquanto a esquerda aqui propagandeia isso e faz completamente diferente.

  9. moacir

    -

    21/04/2013 às 18:27

    Setti,
    Faz tanto tempo que as pessoas – mesmo aquelas sinceras! – se esquecem que os bons mineiros lá jogavam pedras,quebravam vidraças,destruíam
    propriedades privadas.Machucavam.Batiam.”Faziam o diabo”.Eram baderneiros coorporativistas violentos.
    Como a verdade é apenas filha da história,vimos que A Dama de Ferro estava certa a respeito dos sindicatos.
    Essa senhora foi uma líder e uma dama.E “ser líder
    é como ser uma dama.Se você tem que dizer as pessoas que é,então você não é.”
    O mesmo raciocínio também se aplica às faxineiras…e aos passarinhos.
    Porém, gostaria de lembrar ainda mais uma deçlaração famosa da Thatcher,a qual valeria para esse nosso Brasil atual.Seguinte:
    “Eu entrei no governo com o propósito de transformar o país,de uma sociedade dependente em uma sociedade autoconfiante,de uma nação DÊ-PARA-MIM em uma nação FAÇA-VOCÊ-MESMO”.
    Grande Maggie!
    Abraço

  10. reidson

    -

    21/04/2013 às 13:06

    Texto patético, preconceituoso e fora da realidade.

    Colocam a esquerda e a direita como dois times de futebol, onde os escritores escolhem um lado e vão recriando a história segundo seus desejos.

    Todas as besteiras (e foram muitas) cometidas pela direita e os acertos cometidos pela esquerda foram varridas para debaixo do tapete. Ao mesmo tempo os acertos da direita e os erros da esquerda foram colocados no holofote.

    Ainda bem que o gosto amargo deixado pelas políticas da Tatcher e seus pseudo-seguidores foi tão forte que nem o mais desesperado texto da direita vai apagar as péssimas lembranças provocadas pelos momentos que os escritores varreram para debaixo do tapete.

    Mais uma vez tentaram associar as políticas de FHC com algum tipo de diminuição do Estado e corte de impostos. Mais uma vez fica a pergunta:
    1-QUANTO O GOVERNO FHC DIMINUIU O ESTADO?
    2-QUANTO O GOVERNO FHC DIMINUIU O IMPOSTO?
    A resposta todo brasileiro sabe… não adianta tentarem varrer para debaixo do tapete.

  11. Arilson Sartorato

    -

    21/04/2013 às 12:22

    Notei que o Governo Petralha, não divulgou nenhuma nota a respeito da morte da dama de ferro, que abominava corrupção e populismo, enquanto isto na morte do companheiro Chavez, choraram até na frente do caixão.resumo- os canalhas se atraem.

  12. Márcia Maria

    -

    21/04/2013 às 12:13

    Setti, os esquerdistas ganham a vida como consumo improdutivo do Estado, e não trabalhando, mas sim por empregabilidade. Esse caras consideram isso demanda efetiva. Uma bichice do Lord Keynes. Por imbecialidade barsileira e chinelagem, M. Thather, acho q não passaria de 6 % de representatividade no Brasil. Imagina querer acabar com vagabundos públicos.

  13. Marcondes Witt

    -

    21/04/2013 às 12:02

    Assim como mandou descer o cassetete nos mineiros em greve:
    1) mandou afundar um navio argentino que estava fora da zona de guerra (terrorismo de Estado?), onde morreram 323 argentinos;
    2) era favorável ao regime do apartheid na África do Sul (terrorismo de Estado?);
    3) amiga do Augusto Pinochet (por ser adepto do livre-mercado, poderia ser ditador/terrorista e tudo bem?);
    4) contrária à reunificação das Alemanhas.
    Realmente, estava do lado direito da história…

  14. Daniel B. Silva

    -

    21/04/2013 às 0:27

    SR.Fernando: Eu não sei qual é a sua idade e se o Sr. viveu o tempo da Ditadura Militar. O pais estava que era só bagunça, várias tendências querendo assumir o poder. Os militares tomaram o poder a pedido do povo e lutaram contra terroristas e comunistas, sim! A história 100% correta acho que nunca saberemos. A atual Presidente era uma terrorista que queria implantar o comunismo em nosso pais e não a democracia. E, é bom o sr. saber que ainda hoje, ela e o PT, querem implantar o comunismo. Na minha cidade o povo saiu às ruas aos milhares para entregar objetos de ouro aos militares para ajudar o Brasil. Eu era pobre mais dei um pequeno anel de ouro da minha filha que à época tinha 4 anos. O povo brasileiro confiou nos militares, e ainda hoje com exceção daqueles que ainda querem o comunismo, o povo brasileiro confia em 2 instituições: Em primeiro lugar nos militares e em segundo lugar nos bombeiros. Se o Sr. não sabe procure saber aonde o sr. José Dirceu foi treinado. E claro que deve ter existido excessos por parte de alguns militares, assim como o pessoal do atual governo pratica hoje, embora de forma disfarçada. Os brasileiros de verdade tem que ter orgulho dos nossos militares.

  15. @miltonbsg

    -

    21/04/2013 às 0:17

    Caro Setti, muito bom, ótima reportagem do Duda Teixeira, pena que outras pessoas não siga o exemplo de Margaret Thatcher, principalmente aqui no Brasil.

  16. Alamir Longo

    -

    20/04/2013 às 22:32

    Desculpe pela falha. Estou mandando o poema de novo, porque o post anterior saiu incompleto.
    ******
    A DAMA DE OURO
    I
    É a Margaret Thatcher
    o assunto hoje em revista,
    a ex-primeira-ministra
    coroada pela firmeza
    que chefiou a nação inglesa
    como uma grande estadista.
    II
    Corajosa e arrojada,
    pegou uma bomba na mão;
    enfrentou alta inflação
    num país estatizado,
    por sindicatos, saqueado,
    e à beira de uma implosão.
    III
    Terminou com a pelegama
    que só atrasava a Inglaterra.
    Quando precisou, fez guerra,
    não ficou na indecisão
    e quebrou a estatização
    que qualquer país emperra.
    IV
    Sem usar demagogia
    fez logo a depuração,
    enfrentou forte pressão
    de vadios e anarquistas,
    cambada de oportunistas
    sanguessugas da Nação!
    V
    Não se dobrou pra conchavos,
    tampouco pra populismo.
    Vetou o assistencialismo,
    fez o povo trabalhar
    e a Inglaterra enterrar
    o lixo do comunismo.
    VI
    Mesmo tendo que arrostar
    uma onda de ceticismo,
    enfrentou radicalismo
    com firmeza e destemor,
    acabando com a fina-flor
    do feroz sindicalismo.
    VII
    Lady Thatcher reverteu
    o rumo do Reino Unido,
    que hoje está incluído
    entre as potências mundiais.
    A história, nos seus anais,
    registra seus feitos idos
    pra sempre reconhecidos
    nos panteões dos maiorais.
    Alamir Longo
    (fronteira gaúcha)

  17. Alamir Longo

    -

    20/04/2013 às 22:02

    Caro jornalista Ricardo Setti, brilhante matéria! Parabéns. Peço licença para postar esse poema que fiz em homenagem à “dama de ferro” que na minha ótica acho que foi mais que isso, Para mim ela foi, na realidade, ‘A dama de ouro.’ Um abraço desse seu leitor assíduo.
    ******
    A DAMA DE OURO
    I
    É a Margaret Thatcher
    o assunto hoje em revista,
    a ex-primeira-ministra
    coroada pela firmeza
    que chefiou a nação inglesa
    como uma grande estadista.
    II
    Corajosa e arrojada,
    pegou uma bomba na mão;
    enfrentou alta inflação
    num país estatizado,
    por sindicatos, saqueado,
    e à beira de uma implosão.
    III
    Terminou com a pelegama
    que só atrasava a Inglaterra.
    Quando precisou, fez guerra,
    não ficou na indecisão
    e quebrou a estatização
    que qualquer país emperra.
    IV
    Sem usar demagogia
    fez logo a depuração,
    enfrentou forte pressão
    de vadios e anarquistas,
    cambada de oportunistas
    sanguessugas da Nação!
    V
    Não se dobrou pra conchavos,
    tampouco pra populismo.
    Vetou o assistencialismo,
    fez o povo trabalhar
    e a Inglaterra enterrar
    o lixo do comunismo.
    Alamir Longo
    (fronteira gaúcha)

  18. Fernando

    -

    20/04/2013 às 19:25

    Qualquer um tem o direito de admirar ou não Thatcher e seu legado. Eu só acho de uma infelicidade tremenda o repórter Duda teixeira correlacionar esquerdistas a pessoas “que invariavelmente ganham a vida sem trabalhar”. Isso é uma reportagem ou um artigo? Outra coisa: no texto, é louvada a ordem da Dama de Ferro para que os policiais “não tivessem dó de usar o cassetete” na contenção de protestos de mineiros. Que loucura é essa? Continuando nessa toada,daqui a pouco lerei uma reportagem do repórter em questão salientando a “coragem e determinação” dos patriotas Geisel,Figueiredo e cia na contenção das manifestações de “terroristas comunistas” durante a Ditadura Militar.

  19. RONALDE

    -

    20/04/2013 às 19:12

    Essa mulher tinha “aquilo” roxo. Pena não termos uma igual.

 

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