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Unicef

11/03/2012

às 14:00 \ Política & Cia

Carlos Brickmann: sobre briga de aliados contra o governo e entre si, sobre Mercadante, sobe Alckmin…

Como de costume no blog, aos domingos reproduzo notas da coluna do jornalista Carlos Brickmann publicada em cinco jornais. Hoje, todas, menos as duas primeiras notas. Seu título original segue em negrito.

 

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Muito tiro no alvo errado

 

Agora, vai

O ministro da Educação, Aloízio Mercadante, criou as Diretorias de Políticas de Educação do Campo, Educação Indígena e Relações Étnico-Raciais.

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Mercadante: novas diretorias, velhos problemas (Foto: Wilson Dias/ABr)

Pelo jeito, só falta dinheiro na hora de cumprir a lei e pagar direito aos professores.

 

Educando menos

O editor Jayme Serva, da Neotropica, faz um comentário preciso sobre o esforço do Governo na Educação. Transcrevendo: “Nossos governantes são voltados prioritariamente para as políticas sociais, certo? Educação, por exemplo, certo?

Errado: a Universidade brasileira formou, em 2010, 24 mil pessoas A MENOS do que formou em 2004. ‘Ah, Jayme, seu elitista! O foco de um governo popular é o Secundário!’ Ah, bom! Pois entre 2003 e 2010, o número de diplomados no ensino médio caiu em média 0,5% ao ano. ‘Ah, Jayme, esses números são do Serra!’ Esses números são da Fapesp. ‘Pô, Jayme…’”

 

Racha geral

A derrota da presidente Dilma no Senado não significa apenas que seus aliados estão descontentes com ela.

Os aliados estão descontentes, também, uns com os outros. No Senado, a bancada do PMDB acha que só os pedidos de José Sarney e Renan Calheiros são atendidos. No Congresso inteiro, todos os partidos aliados a Dilma acham que o PT vem sendo privilegiado, para que se fortaleça nas eleições. Nada que algumas nomeações não resolvam, mas é preciso balanceá-las um pouco melhor: se o PT continuar favorecido, a guerra segue.

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Sarney e Calheiros: privilégios no Senado? (Foto: Lula Marques / Folhapress)

 

Briga aliada

Note uma curiosidade no perfil do descontentamento do Congresso: a oposição não participa das manobras que levam ao desgaste da presidente Dilma. Não precisa: os aliados cuidam disso. E, claro, quem não existe não participa.

 

Ponto de encontro

alda-marco-antonio-kassab-serra(Foto: Evelson de Fretias / AE

Alda Marco Antonio (à direita): ótimo currículo; vice de Kassab e.... vice de Serra? (À esquerda, Monica Serra, mulher do tucano) (Foto: Evelson de Fretias / AE)

Tudo indica que a vice-prefeitura na chapa de José Serra será ocupada por uma mulher, indicada pelo PSD do prefeito Gilberto Kassab: a atual vice-prefeita e secretária de Assistência Social Alda Marco Antônio.

Eficientíssima, grande conhecedora da área social, trabalhadora compulsiva, Alda começou na política ao lado de Ulysses Guimarães, criando a Comissão de Mulheres do MDB, e de Franco Montoro, de quem foi secretária do Trabalho. Em Governos seguintes, como secretária do Menor, criou 14 programas de atendimento à criança.

Oito foram escolhidos pela Unicef, órgão da ONU, como modelos para outros países.

 

Guerra paulista

Em São Paulo, o governador tucano Alckmin tomou uma bela surra em seu quintal: os candidatos que levou ao Conselho da Fundação Padre Anchieta, que mantém a TV Cultura, não foram eleitos. Alckmin quer Marcos Mendonça, que já foi secretário da Cultura e presidente do Conselho da Fundação, como conselheiro.

O presidente do Conselho, João Sayad, serrista e ex-secretário da petista Marta Suplicy, resiste: sabe que Alckmin quer é botar Mendonça em seu lugar. Kassab, aliado de Serra (e, portanto, de Alckmin, diria a lógica, se lógica houvesse), está de acordo com todos, mas seus representantes não apareceram para votar em Mendonça. Na terça há nova batalha.

Marcos Mendonça

Marcos Mendonça, carta marcada por Alckmin (Foto: Divulgação)

E Alckmin ameaça democraticamente tirar os cargos de quem não votar em quem ele manda.

16/02/2012

às 20:11 \ Tema Livre

Fotos: campanhas de publicidade de interesse público usam imagens chocantes. Confira essas aqui

Ações de propaganda e publicidade são criadas para vender um produto, um serviço ou, muitas vezes, uma ideia.

Falar em propaganda é falar em emoções — pois estudos indicam que elas são responsáveis pelo impulso, a vontade ou mesmo a obsessão de comprar ou fazer algo.

Há campanhas que requerem cenas chocantes ou violentas, que após o impacto emocional causado supostamente levam à conscientização, como é o caso das que versam sobre violência infantil, bebida e direção ou abuso de drogas.

Separamos aqui quatro campanhas com imagens fortes, todas de interesse público. Vejam só:

 

One drop of water!, ou Uma gota de água

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"Bad water kills more children than war" - Água contaminada mata mais crianças do que uma guerra (campanha da Unicef)

Cartaz de Campanha da Unicef — a agência da ONU para a infância — contra a poluição da água em prol da água para consumo, com a finalidade de angariar fundos para a melhoria da qualidade da água, de outubro de 2011.

 

Beber e dirigir é suicídio

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O álcool é pior que uma arma para o motorista. Campanha do governo da China

Campanha criada pela agência de publicidade chinesa Dentsu contra direção e bebida, em janeiro de 2008.

 

Não há velho viciado

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"Não existe essa de viciado velhinho" -- é o que diz, em tradução livre, o lema dos cartazes

Essa campanha foi desenvolvida pela agência de publicidade inglesa AMV DDBO, para uma clínica de recuperação no Reino Unido, a Focus 12, em dezembro de 2007.

Em três cartazes e um filme para a televisão, aparecem idosos consumindo drogas pesadas, como heroína, crack e cocaína. A mensagem: dependentes químicos têm vida curta, não vivem até a terceira idade.

 

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Outro dos slogans da campanha, além do mencionado na legenda da foto acima, é "Pegue seu futuro de volta"

 

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Um dos cartazes se refere diretamente ao crack

O filme para televisão

Duas senhoras idosas preparam a cocaína com uma carta de baralho, enquanto lembram dos velhos tempos; um homem aperta o torniquete no braço de sua esposa antes de injetar heroína na veia; em uma cozinha em ruínas, um homem de idade usa um tubo improvisado para fumar crack; e, mais preocupante que tudo, outro idoso injeta droga entre os dedos dos pés antes de cair em sua poltrona. O slogan, em tradução livre: “Não existe essa de viciado velhinho”.

 

Dia mundial da AIDS 2009

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Para o slogan "A Aids é um assassino em série", a campanha não hesitou em usar a imagem do genocida Hitler fazendo sexo com uma mulher

A campanha para promover o Dia mundial da Aids 2009 – World AIDS Day 2009 –, utilizou um apelo fortíssimo, ao associar o número de mortes causados pela doença todos os anos a ditadores assassinos como Adolf Hitler, Josef Stalin e Saddam Hussein.

A agência alemã Regenbogen e.v., de Berlin, responsável pela campanha, criou o slogan: “AIDS is a mass murderer”, ou A Aids é um assassino em série.

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Também o ditador iraquiano Saddam Hussein foi utilizado na campanha, da mesma forma como...

 

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... o tirano assassino Josef Stalin

05/09/2011

às 8:24 \ Disseram

“Ensino médio no Brasil não faz sentido”

“O ensino médio oferecido no Brasil não faz sentido. Faltam medidas que acompanhem o dinamismo que a comunidade escolar e o mercado de trabalho impõem.”

Marilza Regattieri, economista e pesquisadora do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), para a revista Nova Escola

11/06/2011

às 10:00 \ Tema Livre

Um pouco de beleza para seu sábado: nado sincronizado em Barcelona

A seleção espanhola de nado sincronizado: por pouco não levou o ouro nas Olimpíadas de Pequim, em 2008

Amigos, fui um dia desses ver um espetáculo diferente – uma exibição da seleção espanhola de nado sincronizado, medalha de prata nas Olimpíadas de 2008, em Pequim, após acirrada disputa com a seleção da Rússia. A entrada custou 10 euros (cerca de 23 reais).

A exibição de hor e meia ocorreu numa piscina pública anexa à Escola Industrial de Barcelona, renomada instituição de formação de engenheiros.

Uma das duplas que se apresentou na exibição da seleção medalha de prata em Pequim-2008

Fiquei maravilhado não apenas com as (poucas) apresentações em dupla ou do time olímpico da Espanha (10 integrantes), mas com a grande quantidade de adolescentes e crianças que praticam, e muito bem, esse esporte tão delicado como dificílimo, e que também mostraram sua destreza para o público.

Uma das formações, de meninas até 10 anos de idade, deu um show de impressionante precisão, graça e coordenação de movimentos. Não é por acaso, pois, que a Espanha quase levou o ouro olímpico.

Mas o espetáculo foi diferente também sob outro ponto de vista: as garotas da seleção, a maioria da Catalunha de que Barcelona é a capital, mas algumas vindas de regiões distantes, não ganharam qualquer cachê e acorreram para um evento beneficiente: tratava-se de arrecadar fundos para uma ONG sediada na pequena cidade de Terrassa e dedicada, vejam só, a ajudar crianças órfãs da Ucrânia.

Além de preocupar-se em melhorar a alimentação das crianças, enviar para a Ucrânia medicamentos, roupaa, produtos de higiene pessoal e investir na infraestrutura dos orfanatos existentes, a TANU (em catalão “Terrassa Ajuda a Nens d’Ukraïna”, ou Terrassa Auxilia as Crianças da Ucrânia) leva a Barcelona, no inverno e no verão, crianças e jovens entre 6 e 17 anos para estadas de um mês na casa de voluntários catalães, com o objetivo de “oferecer-lhes um modelo de vida familiar emocionalmente sã” e “uma oportunidade de um futuro digno”.

Nada demais, numa terra, como a Catalunha, em que a atividade em prol do próximo é um hábito. A Espanha é o país do mundo em que mais há doações de órgãos para transplante — e, dentro da Espanha, a campeã é a Catalunha. É comum ver-se por aqui até pequenos comércios, modestos, que lutam com dificuldades, ostentar à entrada, orgulhosos, o selo de colaborador da Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a Infância. O trabalho voluntário na Cruz Vermelha não é coisa só de senhoras caridosas — encontram-se jovens cheios de tatuagens e de piercings colhendo donativos, doando sangue e prestando outros serviços. E por aí vai.

Dá gosto de ver. Tanto quanto o nado sincronizado da seleção espanhola.

27/05/2011

às 18:16 \ Tema Livre

Amigos, não gostei do novo uniforme do Barcelona, o melhor time de futebol do mundo

Amigos, vi de perto e não gostei do novo uniforme do melhor time do mundo, o Barcelona.

Começa que o único grande clube do planeta que não levava patrocínio comercial na camiseta agora rompeu  a tradição, imposta pelo balanço financeiro: o novo uniforme número 1 terá, na parte da frente, a marca da Catar Foundation, empresa do emirado onde se disputará a Copa do Mundo de 2022 e que está pagando 30 milhões de euros (cerca de 70 milhões de reais) por temporada — sim, por temporada! — para aparecer no peito dos craque do Barça nos próximos 4 anos.

O Barça, que levava orgulhosamente na parte anterior da camiseta a marca do Unicef — o Fundo das Nações Unidas para a Criança, a quem o clube ajuda com contribuições de vulto –, agora a relegou para a parte inferior traseira do uniforme, abaixo do números dos jogadores.

O novo presidente, Sandro Rosell, eleito no ano passado, resolveu que tanto dinheiro do Catar era irrecusável para um clube deficitário (explicarei em detalhes em um post próximo como é possível isso).

A camisa da última temporada tinha listras mais largas e cores mais brilhantes

Não foi só isso de que não gostei, não, amigos. As tradicionais listras azuis e grenás, que a Nike inventou de terem espessuras diferentes, que mudam, afinando, ao longo da camisa, me deram a impressão de pijama ou, pior ainda, de roupa de presidiário.

Além disso, achei as cores, tanto o azul como o grená, menos brilhantes e bonitas do que eram no uniforme usado na temporada que se encerra (veja a foto à direita). Finalmente, não entendi como um time que o símbolo do nacionalismo catalão retirou das golas das camisetas o amarelo da bandeira da Catalunha — a outra cor, em listras, é um vermelho alaranjado –, que sempre esteve ali.

Enfim, é só minha opinião. Muita gente deve ter achado lindo o novo uniforme. Eu, não.

 

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