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Cuba

03/11/2014

às 19:40 \ Política & Cia

VÍDEO PARA REFRESCAR A MEMÓRIA: A profunda ternura de Dilma pela ditadura de Cuba

Contemplem, em todo o seu esplendor, o derramamento de ternura da presidente Dilma Rousseff pela ditadura sanguinária de Cuba, bem como sua firme intenção de continuar ajudando aos companheiros Fidel e Raúl Castro, tiranos da ilha há longos, intermináveis 55 anos.

O discurso da companheira Dilma ocorreu  no dia 27 de janeiro deste ano, durante sua segunda visita a Cuba.

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29/10/2014

às 15:00 \ Política & Cia

PSDB pedirá à Procuradoria-Geral da República que investigue critérios diferenciados para financiamento ao porto de Mariel, em Cuba

(Fotos: Reprodução/O Globo)

O PSDB questiona as excepcionalidades do financiamento ao porto de Mariel, em Cuba, baseado em dois documentos da Câmara de Comércio Exterior (CLIQUEM NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA) (Fotos: Reprodução/O Globo)

Documentos obtidos pelo partido mostrariam que garantias oferecidas e prazo de financiamento não seguiram padrão de financiamentos internacionais. Aécio levantou tema em debate da TV Globo

Por Eduardo Bresciani, para o jornal O Globo

O PSDB pedirá na próxima segunda-feira investigação da Procuradoria-Geral da República sobre os critérios supostamente diferenciados adotados no financiamento feito para a construção do porto de Mariel em Cuba, orçado em quase US$ 1 bilhão e com financiamento de US$ 682 milhões feito pelo governo brasileiro.

O partido obteve documentos que mostrariam “excepcionalidades” em relação ao prazo para pagamento, às garantias do empréstimo e do tempo de ajuste das taxas de juros.

Na lista de “excepcionalidades”, os documentos mostram que as garantias para o empréstimo foram em pesos cubanos depositados em um banco da própria ilha, quando o padrão neste tipo de operação é que elas fiquem depositadas em um terceiro país e, usualmente, em euro ou dólar. O prazo do financiamento concedido foi de 25 anos, mais que o dobro do prazo regulamentar de 12 anos.

O prazo de equalização dos juros seria de 25 anos, também muito superior ao que seria regulamentar, 10 anos. O percentual de cobertura para riscos políticos e extraordinários foi de 100%, superior aos 95% que seriam o padrão.

O tema foi levantado no debate da TV Globo da sexta-feira, 24, pelo candidato tucano à Presidência, Aécio Neves. Ele questionou o sigilo do contrato e anunciou o pedido de investigação. Na resposta, a presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou que a operação gerou empregos no Brasil e que o financiamento foi para empresas brasileiras que realizaram as obras. Disse ainda que seriam as empresas que ofereceram garantias ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Dois dos documentos nos quais o PSDB baseará o questionamento são de 2010 e têm a logomarca da Câmara de Comércio Exterior (Camex), órgão subordinado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Outros dois documentos, sem timbre, seriam relatórios técnicos sobre reuniões de 2009 e 2010 do grupo de trabalho para assuntos econômicos e comerciais Brasil-Cuba.

O Porto de Mariel, em Cuba, financiado pelo Brasil (Foto: Reuters)

O Porto de Mariel, em Cuba, financiado pelo Brasil (Foto: Reuters)

Neste material há uma ata de reunião da Camex no dia 26 de maio de 2010 aprovando a concessão de um crédito de US$ 176,4 milhões para as obras. O documento lista a Cia de Obras de Infraestrutura, subsidiária da Odebrecht, como exportadora. Há neste documento a observação sobre a garantia oferecida.

Pelo teor da ata, as garantias são “fluxos internos de recebíveis gerados pela indústria cubana de tabaco, a serem depositados em escrow account aberta em banco cubano”. O usual, anotado na ata, é que a garantia seja em “fluxos externos de recebíveis”. Ou seja, o padrão é que os recursos sejam depositados em outro país, não no que recebe o serviço financiado.

Segundo relatos de integrantes do próprio BNDES ouvidos pelo GLOBO, o padrão de financiamentos é que os países que recebem as obras – ou seja, que atuam como importadores de serviços – são os responsáveis pelos pagamentos e garantias.

O outro documento com o selo da Camex afirma que em relação à garantia em depósitos no exterior o governo cubano alegou que não poderia aceitar por temer “confisco ou bloqueio”. Por isso acertou-se que essa garantia, que só seria aplicada a US$ 230 milhões a serem liberados em 2012, seria oferecida em um banco cubano em uma conta a ser aberta em nome do Banco do Brasil.

No material que relataria reunião realizada em novembro de 2009 é descrita uma tentativa da área técnica de mudar o perfil da garantia. Segundo o documento, Cuba propôs a manutenção dos depósitos em moeda local e em seu território e os técnicos brasileiros defendiam a utilização de recursos do porto em uma conta-garantia no exterior. O documento atribui ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a vitória da proposta cubana.

“Ao final, por decisão do Sr. Presidente da República, prevaleceu a proposta cubana”, diz um trecho.

Outro documento com o mesmo formato relataria uma reunião de fevereiro de 2010. A área técnica afirma novamente que acertou-se o oferecimento da garantia em território cubano e que isso não minimizaria os riscos da operação.

(PARA CONTINUAR LENDO, CLIQUEM AQUI)

24/10/2014

às 16:15 \ Política & Cia

Na TVEJA: Senador Álvaro Dias (PSDB-PR) mostra que o governo mente ao dizer que pagou a dívida externa. Ela aumentou com o lulopetismo, e a dívida interna triplicou

Em entrevista exclusiva à TVEJA, o senador Álvaro Dias, reeleito com esmagadora votação pelo PSDB do Paraná, denuncia o crescimento das dívidas externa e interna brasileiras. Ao contrário do que afirma o governo, mostra o senador, a dívida externa não foi paga — era de 212 bilhões de dólares quando Lula assumiu, em 2003, e está em 331, bilhões — e a interna disparou, dos 800 bilhões de reais da final da gestão de FHC para os estratosféricos 2,2 trilhões de hoje.

E mais: a gestão petista fez empréstimos secretos para Cuba e Angola, informações que estão debaixo do tapete, além de perdoar dívidas de países com regimes ditatoriais sanguinários da África. Parte desse dinheiro, diz o senador do Paraná, financia a corrupção.

O senador ainda falou da relação promíscua entre governo e Congresso — “que precisa acabar, o governo não pode tratar o Legislativo como um balcão de negócios, como faz hoje” – e dos desafios de ser governista, caso Aécio seja eleito

15/10/2014

às 0:15 \ Política & Cia

TEMA DO DEBATE DA BAND — O PORTO QUE O BRASIL FINANCIOU EM CUBA: se é bom, por que é secreto?

FIDEL COM DILMA -- "Cultivo una rosa bianca / en junio como enero / para el amigo sincero / que me da su mano franca" (Foto: Alex Castro / AP)

FIDEL COM DILMA — “Cultivo una rosa bianca / en junio como enero / para el amigo sincero / que me da su mano franca” (Foto: Alex Castro / AP)

Reportagem de Duda Teixeira, publicada em edição impressa de VEJA

Post originalmente publicado a 4 de fevereiro de 2014

SE É BOM, POR QUE É SECRETO?

Nos detalhes do empréstimo do BNDES para um porto em Cuba, protegidos por sigilo, está a resposta para saber se foi mesmo um bom negócio ou a sobrevida para a ditadura

Em visita a Cuba na semana passada, a presidente Dilma Rousseff inaugurou o Porto de Mariel, reformado em sua maior parte com dinheiro brasileiro, participou de uma reunião de cúpula latino-americana e teve um encontro particular com Fidel Castro, que segue mandando no país mesmo tendo passado a bengala para o irmão Raúl.

Com a Venezuela reduzindo o envio de petróleo a aliados, o amparo brasileiro tornou-se essencial para a ditadura cubana. De Dilma, o enfraquecido Fidel ganhou suporte não apenas econômico como político. A presidente até ecoou a desculpa do “injusto embargo” dos americanos a Cuba, usada largamente pelos irmãos Castro para podar os direitos de sua população.

Na tentativa de justificarem ao público brasileiro o empréstimo de 682 milhões de dólares do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao porto dos gerontocratas, Dilma e seus subordinados apresentaram uma lista pronta de argumentos. Nenhum explica a razão da confidencialidade do acordo entre governos.

Uma das condições do empréstimo concedido pelo BNDES é que a ditadura só poderia gastá-lo na compra de bens e serviços brasileiros. Os capacetes de proteção, o cimento e até um carro Gol foram levados do Brasil. A maior parte das exportações foram serviços.

Os projetos de engenharia, por exemplo, foram traçados por escritórios brasileiros. Dos 233 milhões de dólares exportados para a ilha no ano passado para atender à obra, 201 milhões de dólares foram em serviços. O governo diz que 156.000 empregos foram gerados no Brasil.

Tudo muito bonito, não fosse o alto risco de calote. O Brasil aceitou conceder o empréstimo ancorado em garantia soberana, balizada pelos bancos centrais. Essa modalidade é segura quando há um mecanismo de compensação de exportações entre os países, o que não ocorre com Cuba.

O argumento do governo federal de que a modernização do porto caribenho ajudou a economia brasileira não se sustenta no campo do pensamento lógico. Se investir em uma ilha do Caribe submetida há mais de meio século a uma ditadura comunista tem efeito positivo na economia no Brasil, imagine, então, os ganhos se o dinheiro do contribuinte brasileiro tivesse sido investido diretamente na melhoria dos atulhados e obsoletos portos do Brasil.

É difícil para Brasília explicitar os motivos reais da generosidade na reforma do Porto de Mariel. O que a indigente economia cubana tem para exportar que justifica o investimento brasileiro? Nada. O Porto de Mariel ficou mundialmente conhecido em 1980 pela exportação em massa de… gente.

Em apenas duas semanas cerca de 125 000 cubanos escaparam da ditadura castrista, que, pressionada pela miséria, suspendeu a proibição de abandonar o país. O episódio ficou conhecido como o Êxodo de Mariel.

Na impossibilidade de justificar o empréstimo a Cuba, a saída para o governo brasileiro foi classificá-lo como “secreto”. Os detalhes do projeto, portanto, só poderão ser conhecidos em 2027, dois anos antes do prazo final para Cuba quitar a dívida. É estranho que os negócios do governo do PT com Cuba e também com Angola sejam fechados em segredo.

Nem o Congresso Nacional tem acesso aos termos dessas transações. Dessa forma, até que esse conteúdo seja exposto à luz do sol, os brasileiros têm todo o direito de desconfiar das intenções desses projetos. Têm todo o direito de achar, por exemplo, que o que o Brasil fez foi simplesmente uma doação aos irmãos Castro. Ou coisa pior. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

09/10/2014

às 0:00 \ Disseram

Rumo a Cuba

“Se Dilma conseguir a reeleição, não fugiremos de uma ida para Cuba sem escala na Venezuela.”

Jair Bolsonaro, deputado federal mais votado no Rio de Janeiro, ao afirmar que seu voto no segundo turno das eleições vai contra a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT)

20/09/2014

às 18:00 \ Política & Cia

MARCOS FAVA NEVES: O conto da fazenda experimental bolivariana

(Foto: mmg.com.au)

Dentro da Fazenda Experimental Bolivariana, viveriam todos os adeptos do comunismo e os inimigos da agroindústria (Foto: mmg.com.au)

Por Marcos Fava Neves, professor titular de planejamento estratégico e cadeias alimentares da FEA-RP/USP

Este conto teve uma inspiração interessante. Passando pelos canais da TV num sábado à tarde para achar algo que captasse minha atenção, eis que encontrei para rever, o filme A Praia, que tem Leonardo Di Caprio como ator principal.

Para quem não viu, o filme relata as experiências de uma comunidade sonhadora de um novo mundo, que vai para uma praia deserta na Tailândia, e tenta se organizar coletivamente. O filme tem um cenário maravilhoso, e uma interpretação soberba deste ator. Vale, sem dúvida assistir. Mas o que teria a ver este filme com nosso conto, nossa ideia?

Ao perceber no Brasil um crescente movimento ideológico contra a empresa, contra o lucro, da demonização do empresário, pois hoje quem quer produzir é quase que um criminoso ambiental, trabalhista, social e assim por diante, depois de escutar tanta bobagem destes micropartidos na propaganda eleitoral gratuita e também estar cansado de gente alienada, pendurada e que só reclama, vendo “A Praia”, tive uma ideia que pode até ser interessante.

A ideia seria a de criarmos, nos mesmos moldes do filme A Praia, uma fazenda experimental, servindo a diversos propósitos secundários, elencados ao final deste texto, mas com o propósito principal de mostrar a importância da agricultura e do trabalho no dia a dia de todas as pessoas, pois até que algo futurista aconteça, nossos organismos são “movidos à alimentos”.

Uma área abençoada em termos de solos, incidência de sol, regime hídrico, seria escolhida em fronteiras do Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, enfim, numa destas bênçãos divinas recebidas pelos moradores do Brasil. Cercaríamos e colocaríamos em marcha o projeto.

Mas quem iria para a Fazenda? Para lá seriam levados para um estágio as pessoas críticas à agricultura, ao produtor rural, ao agronegócio e as que têm visão deturpada ou parcial sobre o setor.

Iriam desde os que pregam a socialização dos meios de produção, os que são ideologicamente contra a empresa, contra o lucro, contra a ordem e o progresso, os radicais de diversos setores, os invasores (ou “ocupadores”), os anti-produção, os que desejam transformar o Brasil numa mega-aldeia, ativistas, representantes de algumas ONG’s confinados no sempre refrigerado ambiente Brasília/cidades internacionais, filósofos de gabinete, alguns artistas globais do eixo Ipanema, Leblon, Butantã, Pompéia, que pensam que seu baby beef nasceu na cozinha do restaurante da Vieira Souto e seu chopinho foi gerado dentro da chopeira dos maravilhosos bares da Ataulfo de Paiva ou dos arredores de Pompéia.

Levaríamos também gente que acredita nos modelos da Coreia do Norte, Cuba e Venezuela, entre outros. Selecionaríamos parte dos 61 milhões de brasileiros em idade de trabalho, mas que não trabalham, não procuram trabalho e não estudam, entre eles os dependentes de bolsas governamentais que tem habilidade, capacidade e ofertas de trabalho e os usuários do auxílio desemprego que forçaram suas demissões.

Ou seja, a geração “nem-nem” também iria, os jovenzinhos ativistas ainda pendurados nas bolsas paternas e os outros não tão jovens, em idade de trabalho, mas que esticam até os 30, 40 anos sua permanência na universidade pública, normalmente em cursos sem demanda.

Para poupar um esforço inicial dos habitantes desta fazenda, já entregaríamos a área com todo o cipoal de licenças e burocracia necessárias para se trabalhar e produzir. Teríamos uma infra-estrutura coletiva de hospedagem na fazenda, com bons banheiros, porém, todos coletivos. Haveria telefones coletivos e uma sala de informática coletiva, com os softwares de domínio social. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

01/09/2014

às 19:59 \ Política & Cia

Nervosa, atrapalhando-se com as palavras, consultando textos e precisando ler para responder, Dilma vai mal no debate do SBT

Dilma questiona Marina:   (Foto: Reprodução SBT)

Dilma questiona Marina: logo de cara, a presidente se confundiu com as regras do debate e admitiu “nervosismo” (Foto: Reprodução SBT)

Questionada e pressionada por todos os demais seis candidatos à Presidência no debate recém-encerrado pelo SBT, a presidente Dilma Rousseff (PT), aspirante à reeleição, teve uma atuação fraca e sai como a grande perdedora.

Nervosa, algo que admitiu logo no início do programa ao mostrar desconhecimento das regras do debate, Dilma repetiu sucessivamente cantilenas de realizações que ninguém vê, de melhorias que não se identificam e de feitos que só constam do mundo dos sonhos, como a contenção da inflação e o crescimento econômico.

Atrapalhando-se, como sempre, com as palavras, a presidente não deixou uma só vez de consultar textos feitos por sua assessoria ao endereçar perguntas, comentar respostas ou oferecer tréplica. Quando tentou improvisar, tropeçava nas frases e, num universo — o da imagem — em que o que se vê é mais importante do aquilo que se ouve, naufragou.

Eduardo Jorge debate com Aécio

Eduardo Jorge debate com Aécio: nanicos acabaram dando ao candidato tucano o espaço que Dilma e Marina, espertamente, recusaram (Foto: Reprodução SBT)

Aécio Neves (PSDB), desta feita, criticou com mais dureza o governo do que no debate anterior, o da Band, assinalando sempre que possível que a gestão Dilma “fracassou”, afirmando que nenhuma das supostas providências anti-corrupção que a presidente disse ter adotado funcionou e, entre outros pontos, lembrando que há um importante ex-diretor da Petrobras preso. Deixou, porém, de bater em pontos fracos do governo lulopetista, como, entre muitos outros, sua incompreensível aliança com o regime de Cuba.

Marina Silva (PSB), sem perder a postura de Gandhi que costuma adotar, acabou sendo mais direta e clara nas críticas, falando do descontrole da inflação, da paralisia na economia e dos “péssimos serviços prestados à população”, e teve um de seus melhores momentos fustigando Dilma ao assinalar:

– Quando as coisas vão bem, os louros vão para seu governo. Quando vão mal, a culpa é da crise externa ou até da natureza.

Em outro bom momento, Marina disse que é incapaz de reconhecer os erros de seu governo, e sentenciou:

– Se não se reconhecem os erros, não há como repará-los.

Dilma e Marina, em uma tática correta do ponto de vista de seus interesses eleitorais, ignoraram Aécio, que, porém, teve oportunidade de dar seus recados graças a perguntas ou indicação para comentar provenientes dos candidatos nanicos, dos quais, como sempre, o mais patético foi o candidato profissional Levy Fidelix (PRTB), já em sua 10ª campanha eleitoral, todas sem o mais remoto sinal de qualquer repercussão no eleitorado.

O debate, iniciado às 17h45, durou 1 hora e 49 minutos. Foi transmitido pelo SBT e pelos coorganizadores — o portal UOL, o site do jornal Folha de S. Paulo e a rádio Jovem Pan.

LEIAM TAMBÉM:

Empatadas, Dilma e Marina polarizam 2º debate na TV

22/08/2014

às 16:16 \ Política & Cia

VEJAM QUE BARBARIDADE: Por meio da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), governo Dilma já transferiu para Cuba mais de um bilhão de reais pelo Mais Médicos

SALÁRIO INCOMPLETO — Médicos cubanos são recebidos em Porto Alegre, em abril passado (Foto: Claiton Dornelles/CBR)

SALÁRIO INCOMPLETO — Médicos cubanos são recebidos em Porto Alegre, em abril passado (Foto: Claiton Dornelles/CBR)

OPAS, QUE NEGÓCIO É ESSE?

A relação da organização de saúde com o governo brasileiro vai além da transferência de recursos para Cuba

Reportagem de Leonardo Coutinho publicada em edição impressa de VEJA

Há um ano, em agosto de 2013, chegavam ao Brasil os primeiros cubanos que vieram dar corpo ao Mais Médicos, do Ministério da Saúde. Antes mesmo que os 400 profissionais enviados por Cuba desembarcassem, já estava claro que o programa tinha uma finalidade eleitoreira – aumentar o número de consultas em regiões pobres sem muita preocupação com a qualidade e sem resolver os problemas estruturais da saúde pública nacional – e outra ideológica – auxiliar financeiramente um regime ditatorial decadente.

O balanço desses doze meses mostra que a transferência de dinheiro do contribuinte brasileiro para os cofres de Raúl Castro foi de nada menos que 1,16 bilhão de reais, já descontados os cerca de 75 milhões de reais que a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) recebeu por intermediar o negócio e os 260 milhões de reais que o governo cubano efetivamente repassou aos seus médicos em atuação no Brasil.

Os médicos só recebem 30% do que deveriam: o resto fica com a ditadura cubana

Isso porque, do salário de 10 400 reais mensais a que oficialmente os profissionais do Mais Médicos de qualquer nacionalidade têm direito, os cubanos recebem apenas 30%. O restante é confiscado por seu governo. Atualmente, há 11 400 médicos de Cuba no Brasil participando do programa e, portanto, sendo submetidos a essa situação discriminatória.

O Ministério da Saúde já negocia para aumentar esse número e, consequentemente, injetar ainda mais dinheiro na combalida ditadura comunista.

Sob qualquer ótica, o lucro líquido que Raúl Castro tem com a exploração da mão de obra barata enviada ao Brasil é portentoso. A quantia de 1,16 bilhão de reais equivale a quase um terço do total investido pelo governo brasileiro na ampliação, reforma e construção de hospitais, postos de saúde e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em 2013.

Para Cuba, obviamente, o valor é ainda mais impactante, pois supera em cinco vezes toda a receita anual de exportações da ilha para o Brasil. Recentemente, a cubana Maritza Rivaflecha Castellano foi bastante direta ao avaliar a importância do dinheiro brasileiro para a sobrevivência do regime no site do jornal oficial Granma: “Os trabalhadores de saúde, na atual batalha econômica do nosso povo, exercem papel de protagonistas no aporte de numerosas entradas de recursos em nossa economia”.

Médicos são controlados e espionados

Maritza faz parte do grupo de 28 “coordenadores” que estão espalhados pelo Brasil e que, com um salário mensal de 25 000 reais, têm a função de controlar e espionar os médicos cubanos para evitar que eles fujam, engravidem ou violem qualquer outro item da cartilha de conduta recebida antes de partirem da ilha. Em outros períodos históricos, dava-se a quem exercia essa função o nome de “capataz”.

É de perguntar por que a Opas, uma entidade vinculada à Organização Mundial de Saúde (OMS), da ONU, se coaduna com essas relações de trabalho imorais, para dizer o mínimo.

(Arte: VEJA)

CLIQUEM NA ILUSTRAÇÃO PARA AMPLIÁ-LA (Arte: VEJA)

 

Há pelo menos duas explicações para isso. Primeiro, porque o quadro de altos funcionários da Opas é dominado por gente alinhada ideologicamente com Cuba ou diretamente indicada pelo regime castrista.

Esse é o caso do chefe da entidade no Brasil, o cubano Joaquín Molina, um dos arquitetos do programa Mais Médicos, junto com o ex-ministro Alexandre Padilha, hoje candidato ao governo do Estado de São Paulo pelo PT. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

24/07/2014

às 18:10 \ Política & Cia

De onde menos se espera, de repente vem uma boa notícia: os bolivarianos estariam em queda na América Latina — diz um deles

(Fotos: Jorge Silva/Reuters :: Juan Karita/AP :: AFP :: Adalberto Roque/AFP/Getty Images)

Chávez, Evo, Correa e Raúl: segundo o presidente do Equador, “ciclo progressista” pode estar chegando ao fim. Afinal, uma boa notícia vinda desses países… (Fotos: Jorge Silva/Reuters :: Juan Karita/AP :: AFP :: Adalberto Roque/AFP/Getty Images)

Está no resumo publicado no jornal Folha de S. Paulo para a entrevista feita pela jornalista Monica Bergamo com o presidente “bolivariano” do Equador, Rafael Correa, o inimigo 1 da imprensa livre em seu país:

“A retomada coservadora na América Latina, com a articulação das direitas internacional e dos países da região, ameaça colocar fim ao ciclo progressista iniciado quando Chávez chegou ao poder na Venezuela, afirma Rafael Correa, presidente do Equador”.

Eta ameaça boa! Que ela se cumpra. Embora o regime “progressista” da famélica Cuba, mantida a ferro e fogo pela ditadura dos irmãos Castro, ainda deva resistir por mais tempo do que os demais.

Por falar em “retomada conservadora”, o governo “conservador” e “direitista” do presidente Juan Manuel Santos, recentemente reeleito para um segundo mandato, pilota um céu de brigadeiro — apesar de enfrentar a narcoguerrilha das chamadas “Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia” (Farc), com pelo menos 12 mil homens em armas.

Com guerra e tudo, a Colômbia do nada bolivariano presidente Santos terá este ano, segundo o FMI, a menor inflação da América Latina (1,9% ao ano), enquanto, por comparação próxima de nós, a do Brasil explode o teto da meta de 6,5%, apesar das inúmeras tentativas do governo de mascará-la com arrocho de preços na área de energia e outras mumunhas.

O PIB terá crescimento perto de 5% (no Brasil de Dilma, se tudo correr bem, chegaremos a esquálidos 1,8%), a indústria deve passar de 6% (a nossa anda em crescimento negativo) e o tamanho da economia ultrapassou o da Argentina, tornando-se a segunda maior da América do Sul.

29/06/2014

às 19:00 \ Vasto Mundo

UM ESPANTO: Fidel Castro e sua inacreditável ilha particular (que não é Cuba)

PARAÍSO SECRETO — Localizada a 15 quilômetros do litoral sul de Cuba, Cayo Piedra é, desde a década de 60, o refúgio particular e preferido de Fidel Castro (Foto: Reprodução/VEJA)

PARAÍSO SECRETO — Localizada a 15 quilômetros do litoral sul de Cuba, Cayo Piedra é, desde a década de 60, o refúgio particular e preferido de Fidel Castro (Foto: Reprodução/VEJA)

A ILHA DO CARA

Revelado o segredo dos altos índices de desenvolvimento humano em Cuba.

Eles devem estar sendo medidos na ilha privativa de Fidel Castro, um paraíso nababesco

Reportagem de Leonardo Coutinho publicada em edição impressa de VEJA

Cultuado pelos partidos de esquerda do Brasil e da América Latina, Fidel Castro vende com facilidade a falsa imagem do revolucionário despojado, metido antes em farda de campanha e, agora, na decrepitude, em agasalhos esportivos Adidas que ganha de presente da marca alemã.

Inúmeros relatos de pessoas que privaram da intimidade de Fidel haviam arranhado a aura de asceta do ditador cubano. Sabia-se que ele manda fazer suas botas de couro, sob medida, na Itália; que tem um iate e um jato particulares; come do bom e do melhor – enfim, nada diferente da vida luxuosa levada, em despudorado contraste com a miséria do povo, por tantos ditadores de todos os matizes ideológicos no decorrer da história.

Mas, como manda o manual do esquerdismo latino-americano, que nunca conseguiu se afastar do culto ao caudilhismo populista, se a realidade sobre Fidel desmentir a lenda, que prevaleça a lenda. Assim, a farsa sobrevive. Assim, as novas gerações vão sendo ludibriadas.

Resta ver se a farsa vai resistir às revelações sobre a corte de Fidel que aparecem na autobiografia de um ex-guar­da-costas do ditador, Juan Reinaldo Sánchez. O livro, que está chegando às livrarias brasileiras no fim de junho com o título A Vida Secreta de Fidel (Editora Paralela), revela excentricidades que seriam aberrantes mesmo para um bilionário capitalista.

Algum rentista de Wall Street tem uma criação particular de golfinhos destinados unicamente a entreter os netos?

Fidel tem.

Os líderes das empresas mais valorizadas do mundo, Google e Apple, que valem centenas de bilhões de dólares, são donos de ilhas particulares secretas, vigiadas por guarnições militares e protegidas por baterias antiaéreas?

Com um total de 1,5 quilômetro de extensão, as duas ilhotas têm uma estrutura luxuosa e recebem exclusivamente familiares e amigos íntimos do ditador (Foto: Reprodução/VEJA)

Com um total de 1,5 quilômetro de extensão, as duas ilhotas têm uma estrutura luxuosa e recebem exclusivamente familiares e amigos íntimos do ditador (Foto: Reprodução/VEJA)

Fidel tem tudo isso em sua ilha – e não se está falando de Cuba, que, de certa forma, é também sua propriedade particular.

O que o ex-guarda-costas revela em detalhes é a existência de uma ilha ao sul de Cuba onde Fidel Castro fica boa parte do seu tempo livre desde a década de 60. Nada mais condizente com uma dinastia absolutista do que uma ilha paradisíaca de usufruto exclusivo da família real dos Castro.

Juan Reinaldo Sánchez narra a liturgia diária do séquito de provadores oficiais que experimentam cada prato de comida e cada garrafa de vinho que chegam à mesa do soberano para garantir que não estejam envenenados. “A vida inteira Fidel repetiu que não possuía nenhum patrimônio além de uma modesta cabana de pescador em algum ponto da costa”, escreve Sánchez no seu livro.

A modesta cabana de Fidel é uma imensa casa de veraneio de 300 metros quadrados plantada em Cayo Piedra, ilha situada a 15 quilômetros da Baía dos Porcos, no mar caribenho do sul de Cuba. Quando Fidel conheceu Cayo Piedra, logo depois do triunfo de sua revolução de 1959, o lugar lhe pareceu o refúgio ideal para alguém decidido a nunca mais deixar o poder.

Eram duas ilhotas desertas sobre um banco de areia com uma rica fauna marinha. Condições excelentes para a caça submarina, um dos passatempos do soberano resignatário de Cuba. Muito se especulava sobre a existência do resort de Fidel, mas sua localização só se tornou conhecida agora, depois da publicação do livro de Sánchez. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

 

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