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Cuba

29/01/2015

às 6:00 \ Disseram

Diálogo entre inimigos

“Ele é um entusiasta do Obama e acha muito positivo o que vem fazendo. Mas ao mesmo tempo diz que o processo de reaproximação é muito longo, que os EUA precisam tomar medidas concretas, pondo fim ao embargo e retirando Cuba da lista de países terroristas. Fidel ressaltou: ‘Mesmo sendo inimigos, temos que dialogar’.”

Frei Betto, escritor brasileiro, sobre seu encontro com o ex-ditador cubano Fidel Castro, em Havana, na terça-feira (27); segundo ele, Fidel está completamente lúcido aos 88 anos

26/01/2015

às 17:30 \ Vasto Mundo

RELAÇÕES EUA-CUBA: Os republicanos não querem dar dinheiro para Obama manter embaixada em Havana — mas ele talvez nem precise. Vejam por quê

Obama troca um aperto de mãos com o ditador cubano Raúl Castro durante os funerais do grande estadista sul-africano Nelson Mandela, em dezembro de 2013: (Foto: Reuters)

Obama troca um aperto de mãos com o ditador cubano Raúl Castro durante os funerais do grande estadista sul-africano Nelson Mandela, em dezembro de 2013: (Foto: Reuters)

Desde que o presidente democrata Barack Obama anunciou o reatamento de relações entre os Estados Unidos e Cuba, no dia 17 de dezembro passado, a pergunta que mais se faz a respeito do tema nos meios políticos dos EUA é qual será a reação do Congresso, dominado por republicanos tanto na Câmara dos Representantes como no Senado, após as eleições de novembro.

Os republicanos ameaçam chutar Obama abaixo da linha da cintura, com uma medida prática de efeitos complicados: não aprovar nenhuma dotação econômica para a reabertura da embaixada norte-americana em Cuba.

De todo modo, facilidades de remessa de material e de pessoal para a futura embaixada foram um dos pontos discutidos na primeira reunião oficial e pública entre as duas partes em mais de meio século, na quarta e na quinta-feira passadas, 21 e 22.

Obama perdeu a maioria no Senado nas eleições de novembro, já não tinha na Câmara de Representantes e espera-se que os republicanos tornem sua vida um inferno. Na questão da representação em Havana, na verdade, talvez os republicanos não consigam muita coisa: o enorme edifício da embaixada continua existindo, apesar da ruptura das relações diplomáticas e consulares entre os dois países decretada a 3 de janeiro de 1961 pelo presidente John F. Kennedy.

O edifício se situa na grande avenida conhecida como Malecón, não distante do local onde naufragou em 1898 o encouraçado USS Maine, da Marinha dos EUA, abatido enquanto ancorado por uma explosão até hoje não esclarecida e que foi a gota d’água para a guerra entre os Estados Unidos e a Espanha. O conflito resultou na derrota da Espanha em quatro semanas, na semi-independência de Cuba e na perda das então colônias espanholas de Guam, Porto Rico e Filipinas para o domínio norte-americano.

O edifício onde funciona a "seção de interesses norte-americanos" da embaixada suíça em Havana fica exatamente onde estava a representação dos EUA antes da ruptura de relações com Havana, em 1961 (Foto: Getty Images)

O edifício onde funciona a “seção de interesses norte-americanos” da embaixada suíça em Havana fica exatamente no edifício da representação dos EUA antes da ruptura de relações com Havana, em 1961 (Foto: Getty Images)

Tecnicamente, o edifício é uma extensão da embaixada da Suíça, que representa os interesses dos Estados Unidos em Cuba. Lá funciona a “seção de interesses norte-americanos” da embaixada, toda ela constituída por diplomatas dos Estados Unidos.

Esse recurso de que a diplomacia lança mão quando ocorre quebra de relações entre Estados passou a ser utilizado, no caso EUA-Cuba — depois de 16 anos de absoluto gelo e de várias crises entre as partes, inclusive a invasão da Baía dos Porcos, em 1961, e a crise dos mísseis soviéticos, em 1962 –, depois de negociações em 1977 entre o presidente americano Jimmy Carter e o ditador Fidel Castro.

Enquanto a embaixada suíça propriamente dita está instalada em um pequeno chalé, com duas dezenas de gatos pingados, a “seção de interesses norte-americanos”  da embaixada constitui um portento com 360 funcionários, sento 51 americanos — inclusive os fuzileiros navais que fazem a segurança –, e o restante cidadãos cubanos contratados para diferentes tarefas.

Curiosamente, os suíços representam, em Washington, os interesses cubanos, desde que a Checoslováquia, que fazia esse papel, deixou de existir em 1992, com a independência da Eslováquia e a criação da República Checa.

A extensa pauta de temas entre os EUA e Cuba, começando por temas como segurança nacional e imigração, provavelmente requeira mais diplomatas e mais recursos. Ainda que os republicanos boicotem as verbas no Congresso, contudo, está claro que as coisas funcionarão mais ou menos como quer o presidente Barack Obama.

29/12/2014

às 17:00 \ Vasto Mundo

A retomada das relações diplomáticas entre Estados Unidos e Cuba é uma oportunidade única para melhorar as condições de vida na ditadura dos irmãos Castro

(Foto: PA)

No regime castrista, direitos humanos e liberdade de expressão não são garantidos, mas os EUA podem ajudar (Foto: PA)

UMA OPORTUNIDADE ÚNICA

Artigo de José Miguel Vivanco* publicado no jornal O Globo

A reviravolta na política externa do presidente Barack Obama em relação a Cuba é uma lufada de ar fresco que oferece a possibilidade de alcançar avanços genuínos em matéria de direitos humanos, caso o governo dos Estados Unidos atue de forma inteligente.

Os críticos da decisão do presidente Obama de restabelecer relações diplomáticas plenas com Cuba argumentam que os Estados Unidos abandonaram seu compromisso com a proteção dos direitos humanos na ilha. Outros afirmam ainda que a nova abordagem de Obama premia Cuba, ao abrir mão do instrumento de pressão que os Estados Unidos supostamente têm contra o regime autoritário cubano. Esta posição é profundamente errada.

A confusão surge a partir da própria retórica equivocada do governo americano, determinado a manter um embargo de custo elevado. Durante décadas, Washington defendeu teimosamente que o embargo era necessário para promover os direitos humanos e a mudança democrática em Cuba. Mas na realidade, o embargo não contribuiu de forma alguma para melhorar a situação dos direitos humanos na ilha. Pelo contrário, ele impôs dificuldades indiscriminadas ao povo cubano e protegeu o governo de Cuba da crítica internacional.

Em vez de isolar Cuba, essa política tem isolado os Estados Unidos, ao permitir que o governo de Castro desperte simpatia no exterior e, ao mesmo tempo, deixando Washington sem o apoio de grandes parceiros para promover os direitos humanos na ilha.

Não é uma surpresa que os defensores dos direitos humanos em Cuba e no exterior, assim como a maioria dos Estados na Assembleia Geral da ONU (188 de um total de 192 que votaram em uma resolução em outubro), peçam repetidamente que o embargo dos Estados Unidos acabe.

Por outro lado, além de algumas reformas positivas implementadas nos últimos anos, o governo cubano está ainda envolvido em abusos sistemáticos destinados a punir os críticos e evitar a dissidência.

Em 2010 e 2011, o governo de Cuba libertou dezenas de presos políticos em troca de aceitar seu exílio. Desde então, Havana tem usado sentenças prolongadas para punir dissidentes com uma frequência muito menor e flexibilizou as restrições draconianas sobre viagens que dividiam famílias e impediam que críticos entrassem e saíssem de Cuba.

No entanto, o governo cubano emprega outras táticas para reprimir os indivíduos e grupos que criticam o governo ou reivindicam direitos fundamentais. Nos últimos anos, as prisões arbitrárias e detenções breves têm aumentado significativamente, o que muitas vezes impede que os defensores dos direitos humanos, jornalistas independentes e outros possam se reunir ou se mover livremente.

Muitas vezes, as prisões preventivas são feitas para impedir que as pessoas participem de marchas ou reuniões pacíficas para discutir política. É comum que os detidos sofram espancamentos, recebam ameaças e permaneçam incomunicáveis durante horas ou dias.

O governo controla todos os meios de comunicação existentes em Cuba e restringe fortemente o acesso a informações provenientes do exterior, cerceando severamente o direito à liberdade de expressão. Apenas uma ínfima proporção da população é capaz de ler sites e blogs independentes, devido ao acesso limitado à internet e seu alto custo.

A evidência empírica demonstra que era irracional continuar insistindo em uma política que nunca alcançou os objetivos a que se propunha. A via unilateral, um resquício da Guerra Fria, estava esgotada há décadas, e é exatamente por isso que o início do desmantelamento iniciado pela Casa Branca abre uma oportunidade única.

*José Miguel Vivanco é diretor para as Américas da Human Rights Watch

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25/12/2014

às 17:00 \ Vasto Mundo

UM ESPANTO: Fidel Castro e sua inacreditável ilha particular (que não é Cuba)

PARAÍSO SECRETO — Localizada a 15 quilômetros do litoral sul de Cuba, Cayo Piedra é, desde a década de 60, o refúgio particular e preferido de Fidel Castro (Foto: Reprodução/VEJA)

PARAÍSO SECRETO — Localizada a 15 quilômetros do litoral sul de Cuba, Cayo Piedra é, desde a década de 60, o refúgio particular e preferido de Fidel Castro (Foto: Reprodução/VEJA)

Post publicado originalmente a 29 de junho de 2014

A ILHA DO CARA

Revelado o segredo dos altos índices de desenvolvimento humano em Cuba.

Eles devem estar sendo medidos na ilha privativa de Fidel Castro, um paraíso nababesco

Reportagem de Leonardo Coutinho publicada em edição impressa de VEJA

Campeões-de-audiênciaCultuado pelos partidos de esquerda do Brasil e da América Latina, Fidel Castro vende com facilidade a falsa imagem do revolucionário despojado, metido antes em farda de campanha e, agora, na decrepitude, em agasalhos esportivos Adidas que ganha de presente da marca alemã.

Inúmeros relatos de pessoas que privaram da intimidade de Fidel haviam arranhado a aura de asceta do ditador cubano. Sabia-se que ele manda fazer suas botas de couro, sob medida, na Itália; que tem um iate e um jato particulares; come do bom e do melhor – enfim, nada diferente da vida luxuosa levada, em despudorado contraste com a miséria do povo, por tantos ditadores de todos os matizes ideológicos no decorrer da história.

Mas, como manda o manual do esquerdismo latino-americano, que nunca conseguiu se afastar do culto ao caudilhismo populista, se a realidade sobre Fidel desmentir a lenda, que prevaleça a lenda. Assim, a farsa sobrevive. Assim, as novas gerações vão sendo ludibriadas.

Resta ver se a farsa vai resistir às revelações sobre a corte de Fidel que aparecem na autobiografia de um ex-guar­da-costas do ditador, Juan Reinaldo Sánchez. O livro, que está chegando às livrarias brasileiras no fim de junho com o título A Vida Secreta de Fidel (Editora Paralela), revela excentricidades que seriam aberrantes mesmo para um bilionário capitalista.

Algum rentista de Wall Street tem uma criação particular de golfinhos destinados unicamente a entreter os netos?

Fidel tem.

Os líderes das empresas mais valorizadas do mundo, Google e Apple, que valem centenas de bilhões de dólares, são donos de ilhas particulares secretas, vigiadas por guarnições militares e protegidas por baterias antiaéreas?

Com um total de 1,5 quilômetro de extensão, as duas ilhotas têm uma estrutura luxuosa e recebem exclusivamente familiares e amigos íntimos do ditador (Foto: Reprodução/VEJA)

Com um total de 1,5 quilômetro de extensão, as duas ilhotas têm uma estrutura luxuosa e recebem exclusivamente familiares e amigos íntimos do ditador (Foto: Reprodução/VEJA)

Fidel tem tudo isso em sua ilha – e não se está falando de Cuba, que, de certa forma, é também sua propriedade particular.

O que o ex-guarda-costas revela em detalhes é a existência de uma ilha ao sul de Cuba onde Fidel Castro fica boa parte do seu tempo livre desde a década de 60. Nada mais condizente com uma dinastia absolutista do que uma ilha paradisíaca de usufruto exclusivo da família real dos Castro.

Juan Reinaldo Sánchez narra a liturgia diária do séquito de provadores oficiais que experimentam cada prato de comida e cada garrafa de vinho que chegam à mesa do soberano para garantir que não estejam envenenados. “A vida inteira Fidel repetiu que não possuía nenhum patrimônio além de uma modesta cabana de pescador em algum ponto da costa”, escreve Sánchez no seu livro.

A modesta cabana de Fidel é uma imensa casa de veraneio de 300 metros quadrados plantada em Cayo Piedra, ilha situada a 15 quilômetros da Baía dos Porcos, no mar caribenho do sul de Cuba. Quando Fidel conheceu Cayo Piedra, logo depois do triunfo de sua revolução de 1959, o lugar lhe pareceu o refúgio ideal para alguém decidido a nunca mais deixar o poder.

Eram duas ilhotas desertas sobre um banco de areia com uma rica fauna marinha. Condições excelentes para a caça submarina, um dos passatempos do soberano resignatário de Cuba. Muito se especulava sobre a existência do resort de Fidel, mas sua localização só se tornou conhecida agora, depois da publicação do livro de Sánchez. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

21/12/2014

às 20:00 \ Política & Cia

TVEJA: “Dilma promete prender no 2º mandato quem ela protegeu no 1º”, diz Augusto Nunes

Joice Hasselmann e Augusto Nunes, no ‘Aqui Entre Nós’, discutem a volta de Antonio Palocci à cena agora envolvido no escândalo do Petrolão, a reaproximação diplomática entre Estados Unidos e Cuba e a última semana de trabalhos legislativos no Congresso Nacional.

20/12/2014

às 14:00 \ Vasto Mundo

Os EUA e Cuba deram um grande passo ao retomar as relações, mas os problemas entre os países não acabaram

(Foto: Reuters)

EUA e Cuba: o país de Obama ainda exerce um embargo sobre a ilha, e Castro ainda preserva uma ditadura (Foto: Reuters)

EUA ESTENDEM A MÃO A CUBA

Editorial publicado no jornal O Estado de S. Paulo

A reaproximação entre EUA e Cuba após 53 anos de ruptura deve ser comemorada pelas formidáveis implicações históricas, mas com cautela. Se mais um capítulo da guerra fria enfim se encerra, não se pode dizer com certeza se Cuba está no caminho de uma autêntica mudança que, enfim, represente a tão sonhada liberdade a seus sofridos habitantes.

Para que o desfecho desse evento histórico seja de fato motivo de festa, será preciso que a ditadura cubana mostre real disposição de aceitar que seu tempo já acabou. Por ora, somente os Estados Unidos fizeram gestos significativos para provar sua vontade de quebrar o cinquentenário impasse nas relações, na mais importante mudança de sua política externa na história recente.

Além de libertar três cubanos que haviam sido presos por espionagem, o governo do presidente Barack Obama tomou uma série de medidas para favorecer a economia de Cuba. Primeiro, Washington retirou Cuba da lista de países que apoiam o terrorismo – e isso vai permitir que a ilha busque financiamento externo, tanto em bancos como em organismos multilaterais, o que é crucial para um país cujo principal financiador, a Venezuela, também está à beira do colapso.

Além disso, Obama vai aumentar a emissão de autorizações para viagens ao país e ampliar o teto para compras de mercadorias cubanas. A lista de produtos que poderão ser exportados para Cuba também deve crescer e incluir materiais de construção, demandados pelo ainda incipiente setor privado cubano, além de equipamentos para a agricultura e produtos tecnológicos para atualizar o precário sistema de comunicação da ilha.

Essas medidas servem como atalho para contornar o bloqueio político e econômico estabelecido pelos Estados Unidos contra Cuba em 1962 e reforçado em 1996. Tal embargo só pode ser cancelado pelo Congresso americano – algo difícil de acontecer num futuro próximo, porque a oposição republicana, que controlará as duas Casas do Legislativo a partir do ano que vem, sempre teve apoio dos exilados cubanos, normalmente refratários a qualquer distensão com o regime dos irmãos Castro.

Obama, no entanto, ciente de que a nova geração de cubano-americanos é favorável ao fim do embargo, comprometeu-se a se empenhar para mudar esse cenário – e sua decisão de trocar embaixadores com Cuba sem que antes tenha havido uma mudança de regime em Havana cria um fato consumado que os congressistas americanos, mesmo os mais renitentes, terão de levar em conta nos próximos tempos. “Esses 50 anos mostraram que o isolamento não funciona. É hora de uma nova abordagem”, discursou Obama.

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18/12/2014

às 0:00 \ Disseram

No es fácil

“Os cubanos têm uma frase sobre a vida diária: no es fácil. Hoje, os Estados Unidos querem ser um parceiro para fazer a vida dos cubanos comuns um pouco mais fácil, mais livre, mais próspera.”

Barack Obama, presidente americano, ao anunciar a retomada das relações diplomáticas com Cuba, rompidas em 1961

17/12/2014

às 18:30 \ Vasto Mundo

Estados Unidos e Cuba reatam laços diplomáticos rompidos em 1961

(Foto: Reuters)

Obama e Castro: relações foram retomadas, mas ambos deixaram claro que seus problemas não estão resolvidos (Foto: Reuters)

Obama anunciou a normalização das relações diplomáticas com a ilha dos irmãos Castro. Papa Francisco teve papel-chave na negociação entre os países

De VEJA.com

O governo dos Estados Unidos iniciou nesta quarta-feira uma aproximação histórica de Cuba, ao anunciar a normalização das relações diplomáticas plenas e o alívio de diversas sanções em vigor há mais de meio século, desde 1961, informou o presidente Barack Obama em um pronunciamento na Casa Branca.

O presidente americano manteve na terça-feira uma longa conversa telefônica com o ditador cubano, Raúl Castro, disse a fonte, e ambos acordaram a abertura de embaixadas “nos próximos meses”. Obama anunciou “fim de uma política obsoleta” em relação a Cuba e que “fracassou durante décadas”.

Em um acordo costurado durante dezoito meses de negociações secretas hospedadas em grande parte no Canadá e encorajado pelo papa Francisco, que organizou uma reunião final no Vaticano, o presidente Obama e o ditador Raúl Castro de Cuba concordaram em deixar de para trás décadas de hostilidade para construir uma nova relação entre os EUA e a ilha comunista que fica a apenas noventa minutos da costa americana.

Em seu pronunciamento, Obama agradeceu ao papa Francisco e ao Canadá.

Leiam também:
EUA e Cuba trocam prisioneiros. Obama vai anunciar mudanças nas relações com a ilha 

Em Havana, em um pronunciamento lido ao vivo na TV estatal, Raúl Castro anunciou o restabelecimento de relações diplomáticas com os EUA, “mas isso não quer dizer que o principal está resolvido” – ressaltou o ditador.

“Propomos a adoção de medidas mútuas por parte dos dois países. Reconhecemos que temos profundas diferenças, como em questões de soberania e direitos humanos, mas queremos melhorar as relações. Os progressos já obtidos demonstram que é possível encontrar soluções para muitos problemas”. Assim como Obama, Castro também agradeceu ao Canadá e ao Vaticano.

Os Estados Unidos vão aliviar as restrições bancárias sobre as remessas de dinheiro para Cuba, e de viagens. Havana se comprometeu a libertar 53 cubanos identificados como presos políticos por parte do governo dos Estados Unidos. Embora o embargo americano sobre Cuba permaneça em vigor, o governo sinalizou que gostaria de negociar com o Congresso o alívio das sanções.

Os republicanos reagiram com indignação à iniciativa da administração Obama para a normalizar as relações com Cuba. O senador Marco Rubio, filho de imigrantes cubanos e um provável candidato presidencial republicano, prometeu tentar inviabilizar a iniciativa da Casa Branca. “Satisfazer os irmãos Castro só irá motivar outros tiranos, de Caracas a Teerã e Pyongyang, para que eles possam tirar proveito da ingenuidade do presidente Barack Obama”, disse Rubio.

Preso libertado – O funcionário terceirizado do governo americano Alan Gross chegou nesta quarta à base militar de Joint Andrews, no Estado de Maryland (EUA). Ele foi posto em liberdade por Cuba após passar cinco anos preso em Havana.

Gross, um funcionário da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (Usaid, na sigla em inglês) de 65 anos, foi preso em Cuba em 3 de dezembro de 2009 e condenado a 15 anos de prisão por importar tecnologia proibida e tentar estabelecer um serviço clandestino de internet para judeus cubanos. Ele perdeu mais de 45 quilos na prisão e está com a saúde frágil. Gross iniciou uma greve de fome de nove dias em abril e disse a parentes que estava pensando em se matar se não fosse libertado.

Segundo o jornal The Washington Post, Gross foi solto em uma troca humanitária de prisioneiros – que, oficialmente, é considerada pelo governo americano como uma ação separada. Outro agente de inteligência, que não foi identificado, apenas apontado como um ‘cubano’ mantido atrás das grades em Cuba por quase duas décadas, foi oficialmente envolvido no acordo de troca de prisioneiros.

Os três cubanos libertados em troca de Gross fazem parte do chamado Cuban Five, um grupo enviado pelo então ditador de Cuba, Fidel Castro, para espionar no sul da Flórida. Eles foram condenados em 2001 em Miami sob as acusações de conspiração contra o governo americano.

09/12/2014

às 15:30 \ Política & Cia

ACREDITE SE QUISER, E VEJA O VÍDEO: O MST seleciona jovens brasileiros para cursar Medicina em Cuba. E depois essa turma quer tratar de doentes no Brasil

"O socialismo é o futuro. Espero voltar para meu país e implantar esta semente revolucionária que estou aprendendo aqui e que está me nutrindo"

“O socialismo é o futuro. Espero voltar para meu país e implantar esta semente revolucionária que estou aprendendo aqui e que está me nutrindo”

Post publicado originalmente a 13 de maio de 2013

Campeões-de-audiência“O socialismo é o futuro. Espero voltar para meu país e implantar esta semente revolucionária que estou aprendendo aqui e que está me nutrindo”, diz a garota brasileira no final deste vídeo postado no YouTube por Dárcio Bracarense.

Como outros jovens do vídeo, eles foram selecionados pelo MST — sim, pelo “Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra” — estudar Medicina em Cuba.

Antes de ir, os jovens são “avaliados” pelo próprio MST e pela Embaixada de Cuba no Brasil.

Mérito? Currículo? Passagem obrigatória pelo ensino fundamental, básico, terceiro grau, colegial etc etc?

Não se fala nisso. A única coisa que parece interessar nesse peculiaríssimo método de seleção é o fervor por Cuba.

E depois essa turma vai querer revalidar o diploma para trabalhar no Brasil… Já pensaram?

03/11/2014

às 19:40 \ Política & Cia

VÍDEO PARA REFRESCAR A MEMÓRIA: A profunda ternura de Dilma pela ditadura de Cuba

Contemplem, em todo o seu esplendor, o derramamento de ternura da presidente Dilma Rousseff pela ditadura sanguinária de Cuba, bem como sua firme intenção de continuar ajudando aos companheiros Fidel e Raúl Castro, tiranos da ilha há longos, intermináveis 55 anos.

O discurso da companheira Dilma ocorreu  no dia 27 de janeiro deste ano, durante sua segunda visita a Cuba.

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