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Assembléia de Deus

26/03/2013

às 15:35 \ Política & Cia

MARCO FELICIANO: “VEJA” entrevistou o controvertido deputado-pastor. Leiam e cheguem às suas próprias conclusões sobre ele

Pastor Marco Feliciano: "A raça humana para crescer precisa de um homem e uma mulher" (Foto: Cristiano Mariz)

Deputado Marco Feliciano: "Eu não disse que todos os africanos são amaldiçoados. Até porque o continente africano é grande demais" (Foto: Cristiano Mariz)

Amigas e amigos do blog, não poucos leitores deste blog, na maioria evangélicos, criticaram meu post — crítico — à escolha do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Vários me acusaram, injustamente, de preconceito contra os evangélicos — quando em meu post original nem mencionei religião alguma — e de não apresentar no blog um “outro lado” da questão.

Em resposta e em respeito a esses leitores, apresento, agora, o “outro lado” propriamente dito: a longa entrevista às Páginas Amarelas de VEJA concedida há dias pelo próprio deputado. Leiam, conheçam suas opiniões e cheguem às suas próprias conclusões.

Entrevista concedida a Juliana Linhares, publicada em edição impressa de VEJA

Marco Feliciano

“EU ACREDITO NO DIÁLOGO”

O novo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara diz o que o incomoda nos gays e por que “nem todos os negros são amaldiçoados”

O deputado federal Marco Feliciano é metrossexual. Calma. A palavra define homens muito preocupados com a aparência, e ele preenche os requisitos básicos: alisa os cabelos, desenha as sobrancelhas, gosta de perfume, usa anel.

Pastor pela Assembleia de Deus, ele foi indicado pelo Partido Social Cristão para presidir a Comissão dos Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados e abriu as portas do inferno.

Um órgão que nunca foi exatamente popular caiu na boca do mundo por causa da bagagem que Feliciano carrega, como comentários sobre a “maldição” bíblica contra os “africanos” e suas opiniões a respeito de práticas homossexuais.

Paulista de Orlândia, onde mora com a mulher, pastora, e três filhas, ele fala com grande franqueza sobre os assuntos em questão e certos atos exóticos praticados em Brasília.

O senhor está sendo acusado de racismo por ter dito que o povo africano era amaldiçoado. Poderia esclarecer a questão?

No Gênesis, a Bíblia conta que Noé, quando saiu da Arca, embebedou-se e ficou nu. O filho mais novo dele, Cam, riu do pai e contou o que havia visto aos dois irmãos. Quando Noé soube da história, em vez de puxar a orelha dele, lançou uma maldição sobre o filho de Cam, Canaã. Disse que Canaã seria escravo.

Naquela época, eu tinha feito um estudo de geografia e vi que os três filhos de Noé é que haviam povoado os continentes da Terra. E de Canaã vieram aqueles que povoaram parte da Etiópia.

O senhor está ciente de que passagens como essa foram usadas para justificar a escravidão em diferentes períodos da história e que igrejas cristãs, católicas e protestantes, já fizeram um mea-culpa disso?

Sim. As igrejas pecaram.

Fizeram vista grossa e usaram teses assim para justificar e proteger a escravidão. Mas eu acredito, e disse isso naquela mesma ocasião, que toda maldição é quebrada em Cristo, pelo derramamento de seu sangue na cruz.

Eu não disse que os africanos são todos amaldiçoados. Até porque o continente africano é grande demais. Não tem só negros. A África do Sul tem brancos. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

16/06/2012

às 19:11 \ Política & Cia

Pastor Silas Malafaia: “A distância que me separa de um Edir Macedo vai do Brasil à China”

Pastor Silas Malafaia: "Nem pensem que Deus vai ficar cuidando das pessoas como se elas fossem bebês. Desço a mamona nesse tipo de conversa" (Foto: Ernani D'Almeida

Pastor Silas Malafaia: "Nem pensem que Deus vai ficar cuidando das pessoas como se elas fossem bebês. Desço a mamona nesse tipo de conversa" (Foto: Ernani D'Almeida)

(Entrevista a Pedro Dias Leite publicada na edição impressa de VEJA)

 

Silas Malafaia

O BRASIL NÃO É HOMOFÓBICO

 

O pastor diz que Deus não acerta as contas de quem gasta mais do que ganha e condena as leis contra a homofobia, que considera iniciativa de ativistas gays de olho nos cofres públicos

Com trinta anos de programas de televisão e vice-presidente do Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb), entidade que congrega cerca de 8 500 pastores de quase todas as denominações evangélicas, o pastor Silas Malafaia, 53 anos, é um dos mais respeitados televangelistas brasileiros.

Sua pregação condena o aborto, o uso de drogas e o que enxerga como aumento dos privilégios dos homossexuais. Malafaia ensina que Deus ajuda as pessoas a progredir, mas desde que elas façam sua parte: “Quem ganha 1000 reais não pode querer gastar 1 100. Não adianta depois esperar que Deus tire o nome do sujeito do cadastro de maus pagadores”.

De Rolex de ouro no pulso e cabelos implantados, o pastor recebeu VEJA na sede da sua igreja, a Assembleia de Deus – Vitória em Cristo, no bairro da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

 

A que o senhor atribui o crescimento do número de evangélicos no Brasil?

O Evangelho não é algo litúrgico, para ser dissecado em um culto de duas horas. A grandeza do Evangelho está no fato de ser algo que pode ser praticado. A Bíblia é o melhor manual de comportamento humano do mundo.

As igrejas evangélicas têm pregado uma mensagem de grande utilidade para a vida das pessoas também depois do culto. Esse é o grande segredo. De que adianta eu fazer o meu fiel ficar duas horas dentro de um templo se, quando aquilo acaba, nada muda nas relações dele com a família, com o trabalho e na vida social?

Nós pregamos uma mensagem que condiciona a prática da pessoa no seu dia a dia. Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida, e vida em abundância”. Ele fala da vida terrena nessa passagem.

Entre os católicos, quem mais se aproximou de nós, evangélicos, nessa maneira de encarar a pregação foi o movimento carismático. Os padres carismáticos católicos adotaram uma maneira de pregar que os pastores já utilizam há mais de quarenta anos.

 

Os pastores são muito eficientes não apenas em atrair mas também em manter seu rebanho, não?

Sim. Quando uma pessoa se diz católica e alguém pergunta qual foi a última vez que ela foi à igreja, uma resposta comum é que isso ocorreu há vinte anos, quando fez a primeira comunhão.

Entre os evangélicos, o fiel mais desligado vai responder que comparece aos cultos pelo menos duas vezes por semana, que dá o dízimo e faz a oferta.

 

Essa ênfase dos pastores em arrecadar dinheiro dos fiéis não é muito suspeita?

Existe um preconceito miserável em relação aos evangélicos, que costumam ser descritos como bandos de idiotas, tapados, semianalfabetos, manipulados por espertalhões dedicados a arrancar tudo o que querem deles. Engana-se quem os enxerga assim.

Manipulação e exploração existem em todo lugar. Tem muito bandido por aí. Mas esses malandros não conseguem segurar o povo.

A distância que me separa de um Edir Macedo, por exemplo, vai do Brasil à China, mas é um erro achar que todo mundo que dá dinheiro à igreja dele, a Universal, é imbecil ou idiota. Claro que não é.

A pessoa doa porque se sente abençoada, porque se libertou da bebida, vício que consumia todas as economias dela e que a deixava sem condições até de pagar a conta de luz. Ninguém é obrigado a ofertar. Mas, se quer ser membro, se quer pertencer ao grupo, tem de ajudar. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

26/03/2012

às 15:00 \ Política & Cia

Deputada evangélica resolve cantar da tribuna da Câmara — com playback e coro. Você acha certo?

Lauriete: tribuna da Câmara virou palco de cantora gospel (Foto: Agência Câmara)

Não bastavam as ridículas intervenções do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), no Senado, cantando, desafinadíssimo, como volta e meia faz, desde que certa vez resolveu homenagear à sua maneira Bob Dylan tentando entoar “Blowing in the Wind” da tribuna.

A deputada Lauriete (PSC-ES), que é evangélica e cantora gospel, e graças a isso se elegeu, transformou recentemente a tribuna da Câmara dos Deputados em palco em homenagem aos 100 anos da Assembléia de Deus no Brasil e cantou, acompanhada de um coro de parlamentares da mesma orientação religiosa.

Experiente, ela providenciou playback para a música.

Respeito todas as religiões, mas a mim isso ocorrer no plenário da Câmara me parece o fim da picada.

E vocês, o que acham? Confiram o vídeo abaixo e, se quiserem, comentem:

 

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