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05/03/2012

às 20:03 \ Política & Cia

O senador Demóstenes Torres e uma amizade potencialmente explosiva

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EM ÁUDIO -- Demóstenes Torres: amizade, telefonemas e presente de casamento ganho de Carlinhos Cachoeira (Foto: Lia de Paula / Ag. Senado)

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Game over

Petista é condenado e governo investiga relações de outros políticos — inclusive o senador Demóstenes Torres, líder do DEM — com a máfia que explorava o jogo illegal em Goiás

Em fevereiro de 2004, uma gravação que mostrava o principal assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, cobrando propina de um empresário de jogos mergulhou o governo Lula em sua primeira grave crise ética.

Waldomiro Diniz, amigo próximo de Dirceu e influente nas altas rodas petistas, presidia a Loteria Estadual do Rio de Janeiro quando foi pilhado oferecendo-se para modificar o edital de uma licitação da estatal para beneficiar Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Em troca do favor, Waldomiro pediu propina para ele e para o partido. O encontro em que a proposta ocorreu foi gravado por Cachoeira e sua divulgação representou o primeiro [e fortíssimo] abalo à imagem de guardião da ética na qual o PT sempre se apoiou.

Carlinhos cachoeira: "empresário de Goiás" (Foto: Celso Junior / AE)

Carlinhos Cachoeira: "empresário de Goiás" (Foto: Celso Junior / AE)

Na segunda-feira passada, oito anos depois de revelado o escândalo, a Justiça do Rio condenou Waldomiro a quinze anos de prisão e Cachoeira a dez pelos crimes de corrupção ativa e passiva e fraude em licitação.

A condenação de Waldomiro e Carlinhos Cachoeira aconteceu dois dias antes de uma operação da Polícia Federal que pode provocar outro tsunami político em Brasília.

Na semana passada, Carlos Cachoeira foi preso. Ele comandava um esquema de jogos de azar fazia dezessete anos, que funcionava graças à cooptação de autoridades de todos os níveis. Ainda mantidas em sigilo, há no inquérito escutas telefônicas feitas com autorização judicial.

Nelas, segundo os investigadores, surgem elos comprometedores entre o crime organizado e o mundo político.

Waldomiro Diniz: pivô da primeira crise ética do governo Lula (Foto: Bruno Stuckert / Folha Imagem)

Diniz: pivô da primeira crise ética do lulalato (Foto: Bruno Stuckert / Folha Imagem)

O senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás e líder do partido no Senado, foi gravado em quase 300 ligações com o empresário de jogos.

Segundo os investigadores, são conversas que revelam, no mínimo, uma relação muito próxima entre os dois, a ponto de o parlamentar ter ganho de Cachoeira, no ano passado, um presente de casamento avaliado em 30 000 reais.

Em vídeo:  empresário Carlos Cachoeira, condenado a dez anos de prisão, e o petista Waldomiro Diniz, condenado a quinze: a tentativa de achaque foi o primeiro escândalo a eclodir no governo Lula

EM VÍDEO -- O empresário Carlos Cachoeira, condenado a dez anos de prisão, e o petista Waldomiro Diniz, condenado a quinze: a tentativa de achaque foi o primeiro escândalo a eclodir no governo Lula (Foto: AFP)

Procurado por VEJA, o senador Demóstenes confirmou que falava com frequência com Cachoeira.

“É meu amigo. É uma figura conhecida em Goiás, simpática com todo mundo, é um empresário daqui”, afirma ele. “Carlinhos não era conhecido entre nós por explorar jogos de azar. Ele tinha explorado, lá atrás, jogos legais em Goiás. Para os amigos, dizia que não mexia com nada ilegal.”

O senador alega que, recentemente, muitos dos seus contatos com Cachoeira tiveram por objetivo administrar uma crise conjugal entre amigos.

Sobre o presente de casamento, o senador confirma que ganhou “uma geladeira e um fogão” — ambos importados, de uma marca americana conhecida por equipar a cozinha da Casa Branca.

Por envolver políticos com foro privilegiado, essa parte da investigação será encaminhada ao Supremo Tribunal Federal.

(Reportagem de Rodrigo Rangel e Gustavo Ribeiro publicada na edição impressa de VEJA que está nas bancas)

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30 Comentários

  • ROBSON

    -

    25/3/2012 às 20:45

    A IMPRENSA GOIANA NÃO QUER FALAR DO CASO QUE EXPÔS ESTES POLÍTICOS TANTO DA OPOSIÇÃO COMO DA SITUAÇÃO . ELA ESTA AMORDAÇADA .

  • Nilson Moura Messias

    -

    25/3/2012 às 9:34

    Não adianta insistir: não publico críticas a VEJA neste espaço.

    Quer criticar ao colunista, ao blog? Vá em frente.

    Críticas à revista, dirija-as ao diretor de Redação pelo email veja@abril.com.br

  • ricardo

    -

    24/3/2012 às 17:43

    O “probrema” e se o Vestal da Veja resolver abrir a boca.

    kkkkkkkkkkkkkkkkk

  • Corinthians

    -

    9/3/2012 às 22:23

    Rodrigues – 09/03/2012 às 11:36
    Hehehe, não foi não, tem um carinha chamado Waldomiro Diniz, petista, que foi condenado à prisão. ELe achacou o Cachoeira no escândalo dos Correios, o pré-Mensalão.

  • Rodrigues

    -

    9/3/2012 às 11:36

    Muito calma nesta hora galera! Até o momento o único flagrado cometendo “malfeitos”, juntamente com o Cachoeira, foi Rubens Otoni, do… PT.

  • Darring Willian

    -

    8/3/2012 às 9:37

    credooo…meu DEUS ninguem presta neste partido do democrata,ta parecendo o PSDB da vida…sera que tem o jose serra como padrinho neste esquema?

  • pedro vergara

    -

    8/3/2012 às 0:37

    ISSO NÃO PROVA NADA CONTRA O SENADOR. O SIMPLES FATO DELE TER RECEBIDO O PRESENTE DE 40 MIL REAIS DO BICHEIRO NÃO É SUFICIENTE PARA COLOCAR O SENADOR NA CONDIÇÃO DE CORRUPTO. ADEMAIS, O IRMÃO DO SENADOR É O CHEFE DO MINISTERIO PUBLICO DE GOIAS E TODOS SABEM QUE PROMOTOR NÃO ROUBA POIS TODOS OS PROMOTORES SÃO HONESTOS.

  • carlos nascimento.

    -

    6/3/2012 às 21:57

    Até tu , Brutus !
    Senador, eu tinha esperança de que alguma alma se salvasse dessa escuridão, o sr. estava em minha lista de possíveis exceções desse esgoto, e agora ?

    RS, quanta saudade dos tempos de Jarbas Passarinho e Paulo Brossard, tempos brilhantes, éramos felizes e não sabíamos.

  • Corinthians

    -

    6/3/2012 às 21:27

    Alberto Porem Jr. – 06/03/2012 às 18:46
    Obrigado por confirmar meu ponto de vista.
    Mas lembrando bem, pelo menos no caso do Gilmar e Demóstenes havia a transcrição que confirmava o ocorrido. Para não lembrar que o governo se apressou em despachar Lacerda pra Lisboa, em um cargo mágico novo na embaixada.
    O caso de Lina Vieira foi mais grave – primeiro por que ela não é de partido nenhum, depois por que a investigação Sarney foi abortada, depois por que magicamente os vídeos de segurança sumiram assim como a anotação das placas dos carros que entram – incrível que foi só naquele dia.
    Nesse caso, se não me falha a memória, deu exatamente o que sempre fazem os petistas – primeiro negam (Dillma negou o encontro) depois confirmam o encontro e negam o teor da conversa.
    Agora temos um áudio de conversas gravadas pela PF (essa implacável e extremamente competente máquina de operações no governo petista), tentando imputar uma acusação ou prejuízo político a alguém (bem mais semelhante com o caso Lacerda que o caso Lina). Esse alguém confirma – sim, tivemos conversa, ganhei presente de casamento. E pede os áudios… cadê os áudios ? Cadê as transcrições ?
    É incrível mas é só chamar os paladinos governistas e esquerdistas para fazer justiça e todas as provas somem.
    Vamos ver, até por que, diferentemente dos blogueiros pagos por estatais que se acham acima das leis e trabalham a soldo do governo, essa denúncia foi feita pela Veja. Acredito que provavelmente aparecerão mais coisas na próxima edição – senão vai ficar feio pra própria revista.

  • Luiz Pereira

    -

    6/3/2012 às 21:21

    Setti, boa noite,

    O senador Demóstenes não saber da reputação do Cachoeira, algo que o Brasil já sabia, não é crível. E, se era seu amigo, devia ter deixado de sê-lo. Jamais poderia receber qualquer espécie de presentes de uma pessoa envolvida com esquema de caça-níqueis.
    Acho também que vc, eu, e todos os que condenam TODAS as práticas de corrupção, pouco importando seu matiz político, podem fazer tal crítica.
    Já quem é petista incondicional e defende os Delúbios, os Zédirceus, os Fernando Pimentel, Joões Paulo Cunha e o resto dos 40 da gangue do Mensalão, esses podem se comprazer pelo mau passo do senador.
    Mas, na boa, criticá-lo? Com que base moral?
    abs

  • Alberto Porem Jr.

    -

    6/3/2012 às 18:46

    Ao Corinthians 15:40
    Acrescente a esta pergunta o àudio do grampo entre Gilmar e Demóstenes que acabou com o Paulo Lacreda e também a agenda da Lina Viera, onde estão?

    - Depois do Tsunami no Japão vamos de Cahoeira de lama em Goiás.

  • Marco

    -

    6/3/2012 às 17:16

    Amigo Setti: Depois q a PF, não mais investigou fraudes nos concursos públicos ligado a Sindicatos, fraudes em Mestrados e Doutarados nas Universidades Federais, tbm não se sabe nada d um novo cabide d emprego q foi criado O Caixa Aqui, da CEF, q seria uma espécie de correspondente da caixa ,onde o Banco teria díficil acesso, só q só pode abrir conta quem tem no minimo movimentação mensal de R$ 2.000,00. A Companheirada continua nadando de braçada…
    Abs.

  • Luiz Carlos(mineirim o come queto)

    -

    6/3/2012 às 16:47

    Você pode até comer quieto, mas ofender outros blogueiros no meu blog, não. Se quiser criticar a mim, ou ao blog, publicarei sem problemas, mesmo críticas duras. Se houver ofensas, não. E não publico críticas a blogueiros que têm seu próprio espaço para comentários. Me parece inteiramente inapropriado.

  • Robert

    -

    6/3/2012 às 15:53

    Em tempo: na época da denúncia de extorsão realizada pelo Carlinhos Cachoeira, o PT lutava pela legalização da jogo no Brasil.

  • Robert

    -

    6/3/2012 às 15:46

    Trecho da entrevista a Reinaldo Azevedo:

    O senhor já foi secretário de Segurança de Goiás, entre 1999 e 2002. Não é impróprio alguém nessa posição ter amizade com um contraventor?

    Uma lei votada na década de 1990 em Goiás legalizou esse tipo de atividade no estado. E foi legal até 2007, quando o Supremo Tribunal Federal decretou a inconstitucionalidade das leis estaduais que cuidavam do assunto, por entender que essa atribuição é de competência da União. Então, no tempo em que fui secretário de Segurança, também as Leis Zico e Pelé autorizavam a exploração de alguns jogos no Brasil, inclusive de caça-níqueis e bingos. Portanto, a lei estadual goiana, feita com base nas Leis Zico e Pelé, foi aprovada bem antes de eu assumir a secretaria e declarada inconstitucional depois do escândalo Waldomiro, quando eu já era senador, como todos sabem.

  • Corinthians

    -

    6/3/2012 às 15:40

    Franco – 05/03/2012 às 21:25
    O comentário mais sensato para mim.
    Demóstenes tem que se explicar, sim senhor, é um senador em contato com um bicheiro, que no mínimo já era conhecido desde que foi achacado pelo petista Wandomiro Diniz. Essa de que é um empresário não cola.
    Mas também fica a pergunta – onde estão os áudios, ou pelo menos as transcrições que comprovariam a corrupção ? Se não aparecer em duas semanas, saberemos que é tática dos adversários do senador.

  • Kaos

    -

    6/3/2012 às 15:24

    O país está PODRE !!!

  • Estêvão Zizzi

    -

    6/3/2012 às 11:57

    Que conhece a história de nosso STF desde à época das constituições anteriores, sabe que quem contrata um bom “escritório de advocacia” sai livre e retumbante.
    Em Tempo: Já não está na hora de definir o que seja um – bom escritório de advocacia?

  • Marco

    -

    6/3/2012 às 11:51

    Amigo Setti: Acho q o Senador não está envolvido nos negócios de ” Seriedade”, com esse Sr. Não vejo nenhum estremecimento ou ambiguidade nessa realação de amizade q Tlv seja marcada somente por lazer e passatempo em comum. Diferente da outra turma q fazer valer seu direito de poder na amizade ou em sociedade.
    Abs.
    PS: E a PF KGB continua infamante e capaz de espalhar grandes infâmias, espero q o senador e nem a sociedade se contaminem com essa doença caluniadora.
    Abs.

  • Rafael

    -

    6/3/2012 às 11:31

    Moro em Anápolis-GO, cidade a qual o Senhor Carlinhos Cachoeira também reside, desde de que me mudei para esta cidade em 1986 o que ouço à respeito da família Cachoeira é que são donos do jogo do bicho na cidade, ou seja, a contravenção penal vem de longa data quando era comandada pelo seu pai, o senhor Senador desconhecer qualquer assunto à respeito disso é mera desculpa pra boi dormir, pois Carlinhos Cachoeira é bem conhecido pela elite goiana e todos sabem muito bem de onde vem o dinheiro dele!!

  • Marcio Batista Martins

    -

    6/3/2012 às 10:22

    Caro Marcio, respondo apenas por meu modesto espaço no blog. As críticas à revista VEJA devem ser dirigidas a seu diretor de Redação, por meio do email veja@abril.com.br

    Não tem o menor cabimento eu publicá-las aqui. Por isso, seu comentário foi deletado.

    Abraço

  • Junior

    -

    6/3/2012 às 10:06

    é uma vergonha, um senador goiano, em quem confiava e votei certa vez para governador, estar envolvido com a bandidagem.

  • Think thank

    -

    6/3/2012 às 9:59

    Se o caso vai para STF, mais uma vez tudo isso vai para debaixo do tapete ou virar contorcionismo como o caso Batistti. Esta casa não trabalha para o país e muito menos para os contribuintes que os sustentam.

  • privataria Tucana

    -

    6/3/2012 às 9:37

    Sr. Setti,

    Os paladinos da moralidade: Demóstenes Torres e Marconi Perilo. Demóstenes promotor, ex-secretário de segurança pública diz que não que o canhoeira é contraventor. Há muitos anos, o nome Cachoeira é notícia diária das páginas policiais. O homen público, não pode receber presentes desse valor, no mínimo, é antiético. Parabéns Sr Setti, pela sua isenção e imparcialidade!!!

  • LUNARDELI

    -

    6/3/2012 às 8:00

    Vale a pena ler a entrevista que o Senador deu ao Reinaldo Azevedo, pois é muito esclarecedora. Tem que se perguntar a quem interessa manchar a credibilidade do senador Demóstenes.

  • Jésus

    -

    6/3/2012 às 7:49

    A questão central aqui, e que é gravissima.O cidadão Demostenes pode manter relações amigaveis com quem desejar.Po rque simplesmente não é da nossa conta.

    Mas a relação de “grande amizade” entre um SENADOR DA REPUBLICA e um BICHEIRO?É de interesse de seus quase de 2 milhões de ELEITORES?Pode o SENADOR DA REPUBLICA se sentir tentado a defender interesses do “amigo”.

    Pode este SENADOR DA REPUBLICA defender a ética, a propridade adminstrativa, a lisura na condução da coisa publica mantendo relações tão próximos com um representante de uma atividade ligado ao aumento da criminalidade no PAIS e em nosso ESTADO?

    Me sinto particularmente decepsionado não com o Sr. Demosteness mas comigo mesmo por ter cogitado a possibilidade de votar em um SENADOR DA REPUBLICA que anda de mãos dados com um contraventor, bicheiro traficante, lobista ou seja lá o que for.

    Entendo que esta seja a questão central que o SENADOR DA REPUBLICA excelentissimo Sr. Demostenes Torres não consegue ou não quer compreender.A gente se encontra nas urnas.

  • José Antonio

    -

    5/3/2012 às 22:09

    300 telefonemas? Acho que nem a mulher dele recebeu tantas ligações.

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    5/3/2012 às 22:00

    Setti:
    Mais um defensor da Moral e Bons Costumes para o buraco – Demóstenes não sabia que o Cachoeira é bicheiro,os patronos das Escolas de Samba banqueiros do bicho??!! Demóstenes é tão anjo…
    mudando a letra da musica – “do tapinha não dói..” para “uma geladeira não dói,um fogão não dói”
    “Todos ganharam propina,menos EU” Ah! é bebé mamar na vaca ,voce não quer.
    Desculpa Setti – só usando o humor.
    Pedro Luiz

  • Franco

    -

    5/3/2012 às 21:25

    A população merece ter acesso ao conteúdo das gravações, ou ao menos ser informada do teor das conversas. Por hora, pegou mal pro Senador. Ficou faltando também os investigadores vazarem a lista completa dos políticos que conversavam com waterfall. Na verdade, ficou parecendo mais uma esguichada direcionada do que um vazamento (Ricardo, não me refiro ao seu post, mas à forma como a notícia saiu na origem)

  • Alberto Porem Jr.

    -

    5/3/2012 às 20:47

    O senador Demóstenes deu uma entrevista ao jornal “O Popular” de Anápolis e sem querer querendo disse algo que pode ser entendido como um recado, mas que seria de bom tamanho ao Brasil se o mesmo revelasse muito mais do que disse dando inclusive “nomes aos bois”.
    Segue o trecho mais que interessante da entrevista.

    (O Popular) – Então, o senhor não teme desgastes políticos?

    (Demóstenes) – É claro que vai haver desgastes na minha imagem política, mas eu tenho certeza que vai preponderar o seguinte: eu fui relator dos maiores projetos do Brasil e poderia, por exemplo, ter recebido propina das teles para evitar lesão às empresas interessadas (durante a tramitação da proposta que regulamentou, em 2011, o ingresso das empresas de telecomunicações no mercado de TV a cabo). Muita gente do Congresso levou dinheiro. Inclusive goianos. E eu não levei nada. Fiz republicanamente. Eu não faria nada que pudesse desonrar minha família e os goianos. Eu não posso ser condenado por uma amizade. Eu desconhecia a atividade paralela dele e estou absolutamente tranquilo. Sei que o momento é de desgaste, mas, no decorrer de tudo, vai ficar provado que não houve nada. Eu desafio qualquer um a apresentar qualquer prova contra mim. Lamento, o momento é de desgaste, mas vou provar que não fiz nada. Vou provar que sou honrado.

    Voltei – “…Muita gente do Congresso levou dinheiro. Inclusive goianos…”. Quem são estes goianos e quem é “muita gente? Tai uma boa pauta jornalistica investigativa que não ficaria nada a dever. Alguém se habilita?

 

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