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21/12/2014

às 14:00 \ Política & Cia

ÁUDIO HISTÓRICO IMPERDÍVEL: o ex-presidente Juscelino Kubitschek, sabendo que ia ser cassado, se dirige pela última vez ao povo brasileiro

Juscelino: um dos grandes personagens da história da República seria cassado pelos militares mesmo após promessa de que seria poupado -- e mesmo após ter apoiado a eleição indireta do marechal Castello Branco (Foto: Memorial JK)

Juscelino: um dos grandes personagens da história da República seria cassado pelos militares mesmo após promessa de que seria poupado — e mesmo após ter apoiado a eleição indireta do marechal Castello Branco (Foto: Memorial JK)

Post publicado originalmente a 5 de dezembro de 2013

Campeões-de-audiênciaDe novo, como há dias no caso de outro post, trazemos a história contemporânea do país viva, pulsando, emocionante: o áudio da íntegra do impressionante discurso de despedida do ex-presidente Juscelino Kubitschek da vida pública — que se tornaria histórico também por ser a derradeira vez que um dos mais importantes personagens da República pôde se dirigir ao país.

Antevendo a suspensão de seus direitos políticos por 10 anos e a cassação de seu mandato de senador por Goiás por seu partido, o antigo PSD — para o qual fora eleito em junho de 1961 –, o ex-presidente pronunciou um duro discurso no dia 3 de junho de 1964, chamando a medida que se aproximava de “ato de violência”, invocando seu “dever de denunciar o atentado que em minha pessoa vão sofrer as instituições livres”, dizendo-se “vítima preferida da sanha liberticida” que se apossava do país, mencionando as “horas de trevas” que se vivia, lamentando que sua cassação forneceria ao mundo um “injusto e bárbaro retrato” do país mas dizendo ter “a coragem dos que combatem para cair de pé”.

Derrubado o presidente João Goulart no dia 1º de abril daquele 1964, os militares golpistas, que queriam manter as aparências de uma democracia tutelada, promoveriam a eleição do marechal Humberto de Alencar Castello Branco pelo Congresso para cumprir formalmente dispositivo da Constituição de 1946, em vigor — apesar de o país viver simultaneamente um regime de exceção promovido pelo Ato Institucional nº 1.

JK senador pelo estado de Goiás, em 1961 (Foto: Memorial JK)

JK é aplaudido no Congresso no dia em que assumiu sua cadeira de senador pelo PSD de de Goiás, em junho de 1961 (Foto: Memorial JK)

Eles se preocupavam com o possível apoio de deputados e senadores ao general Amaury Kruel, comandante do poderoso  II Exército, sediado em São Paulo — atual Comando Militar do Sudeste –, amigo e compadre de Jango. Era, então, muito importante o apoio do PSD, maior partido do Congresso, a Castello. E ficou combinado, em reunião de que participaram também o próprio marechal e JK, no apartamento do deputado Joaquim Ramos (PSD-SC), no Rio, que o ex-presidente seria poupado das cassações em troca de seus parlamentares votarem em Castello na eleição indireta que ocorreria a 11 de abril de 1964.

Que nada.

Castello, previsivelmente, elegeu-se. Dos 475 integrantes do Congresso de então, obteve 361 votos — inclusive o de Juscelino! Três congressistas votaram no deputado e marechal Juarez Távora, ex-tenente da Revolução de 1930, dois homenagearam o marechal e ex-presidente Eurico Gaspar Dutra (1946-1951), 72 se abstiveram e 37 não compareceram.

O ex-presidente, em imagem histórica, vê confirmada nos jornais sua previsão (Foto: Memorial JK)

O ex-presidente, em imagem histórica, vê confirmada nos jornais sua previsão (Foto: Memorial JK)

Menos de dois meses depois da eleição indireta, a 8 de junho de 1964, e cinco dias após o discurso de JK, Castello cassou o mandato e suspendeu por 10 anos os direitos políticos do construtor de Brasília.  De nada adiantara a manobra do PSD que, em março, e de forma propositalmente prematura, aprovara em convenção o nome de JK como candidato à Presidência nas eleições de 1965 — que a ditadura militar, obviamente, cancelaria.

Não demoraria e o ex-presidente seguiria para o exílio em Paris.

Por que só áudio, sem imagem?

Porque a utilização do videotape em reportagens naquela época era raridade entre as emissoras de TV e, por sua vez, eventuais registros do discurso em película, como então se usava, desapareceram nos sucessivos incêndios que atingiram a extinta Tupi, a Bandeirantes, a Record e a Globo. A Globo só seria fundada no ano seguinte, mas reuniu um arquivo com imagens de fatos históricos anteriores, que em boa parte se perdeu nos incêndios que atingiram sua sede em São Paulo, em 1969, e a sede central, no Rio, em 1971 e 1976.

AGORA OUÇA ESTE DISCURSO RARO E EMOCIONANTE:

 

áudio

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52 Comentários

  • celina romeu

    -

    24/12/2014 às 21:52

    Caro Setti, muito, muito obrigada pelo vídeo. Era menina quando JK se elegeu e participei de um comício dele em Caratinga, MG, durante a campanha para a presidência. Não pude votar nele, não tinha idade, mas segui sua vida política e me orgulhava dele como se fosse um pai fabuloso. Foi um grande democrata, um homem de caráter, com qualidades que o fizeram benquisto por todos. Principalmente seu constante bom humor, sua capacidade de diálogo e seu carisma.
    A cassação do mandato legítimo deste grande brasileiro é um exemplo do que realmente foi a intervenção militar nos anos de chumbo que se seguiram. Fui uma das vítimas porque sempre fui e sempre serei democrata.
    Hoje se quer recontar a história como ela não foi. É uma indignidade. Quem pede intervenção militar contra a quadrilha petista é tão criminoso como os próprios petistas.
    Sei que todas as acusações odiosas feitas a JK foram desmentidas pelos inquéritos militares que jamais tiveram seus resultados devidamente divulgados.
    Mas o que não esqueço, meu caro amigo, foi o pontapé que um soldado deu em JK quando foi preso. Como se não bastasse a indignidade da prisão, foi agredido como um cachorro sarnento.
    O ódio a ele só não foi maior do que sua generosidade ao perdoar e promover os inimigos. É duro saber que alguém é maior e melhor do que nós. Então se parte para a vingança. É uma coisa abominável chamada inveja.
    Mais uma vez, obrigada pelo resgate do discurso de um grande homem, de um brasileiro de fibra e de coragem. De um grande estadista.

  • Maria das Graças Reis

    -

    22/12/2014 às 19:55

    Desculpa, mas não li as regras e me esqueci do caso das maiúsculas, sei disso, foi um descuido levado pela dificuldade que tenho ao digitar maiúsculas e minúsculas… Mas compreendo, e o o meu objetivo era fazer uma prece ao Presidente, então, para ele, valeu da mesma forma.
    Novamente peço desculpas por não ter lido todas as regras, uma vez que as outras restrições, eu jamais as faria.

  • MARIA DAS GRAÇAS REIS

    -

    22/12/2014 às 19:47

    As regras para publicação de comentários no blog, conforme relembrei aos amigos leitores incontáveis vezes, não aceitam textos escritos somente em maiúsculas, em respeito à boa educação, aos leitores e seguindo uma norma internacionalmente praticada na web.
    Como presumo que você saiba, palavras em maiúsculas significam palavras gritadas, não é mesmo?
    99% dos leitores escrevem assim, como neste texto, em maiúsculas e minúsculas.
    Peço que você faça o mesmo das próximas vezes.
    Confira as regras no link http://goo.gl/u3JHm
    Obrigado

  • J.B.CRUZ

    -

    22/12/2014 às 11:06

    CARO SETTI:
    Muito boa a explanação do Professor Paulo Henrique, sobre alguns momentos do governo de J.K.
    Lembrando também aos mais jovens; que em sua gestão,JUSCELINO KUBITSCHEK de OLIVEIRA, promoveu uma redução das disparidades regionais, principalmente no nordeste, considerada região (já naquele tempo) mais pobre do País..
    Por causa das constantes secas, o presidente criou a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste,(SUDENE),em 1.959.
    Na mesma região,tomou medidas com o propósito de ocupar a mão-de-obra flutuante na construção de estradas de rodagens, assim mantendo o Nordestino em seu rincão,valorizando mais sua região..Graças a seu carisma e espírito conciliatório,construiu para si, uma imagem positiva de mudança..
    Ao mesmo tempo ,procurou propor uma agenda otimista de governo, com o seu PLANO DE METAS(31),onde cumpriu todas religiosamente..
    Soube ainda,como nenhum outro presidente,seduzir a opinião pública, por governar com o povo e não com o CONGRESSO; para não se tornar refém do jogo político,neutralizou todas as criticas de seu programa..
    E olha que naqueles tempos as liberdades políticas eram limitadas, quando se tratava das organizações sindicais e de esquerda, um ranço da era VARGAS.,,,

  • Paulo Henrique

    -

    21/12/2014 às 14:55

    Setti, eu como professor de História que sou, não poderia deixar de agradecê-lo por mais uma belíssima contribuição ao resgate da História do nosso país. Essa iniciativa, mais um dos deveres da imprensa, dever este que é cumprido cumprido com maestria por dois gigantes do jornalismo : Alberto Dines, do programa ” Observatório da Imprensa” e você. Meus parabéns por isso !
    E quanto ao grande e inesquecível JK, gostaria de lembrar que todas as suas grandes realizações não foram apenas cumprimento de agendas estabelecidas por elites da época, que sairiam com qualquer um que governasse o país. Muito longe disso ! Ele quase um golpe militar, antes mesmo de tomar posse; teve que se indispor com as próprias elites brasileiras, que não desejavam esse projeto de industrialização para o país. Nem os americanos desejavam trazer as suas multinacionais para cá nesse momento. É só verem o histórico discurso ele em Nova York, onde ele dizia que o desenvolvimento da América seria a única forma de livrá-la do comunismo.
    Em um momento que a ordem na economia era de conter gastos, JK nos deu um fabuloso programa de industrialização, de onde surgiram nada menos que o parque automobilístico do ABC e a portentosa indústria naval, no estado do Rio de Janeiro ( que já chegou a ser a 2ª maior do mundo no ramo !)., E, quando a ordem na política eram por radicalismos e disputas cegas de poder, ele nos responde com uma capacidade incrível de conciliação, indispensável para se manter a democracia brasileira, como ele sempre manteve.
    E a grande lição que JK nos deixou é a de que não devemos ignorar o nosso tempo. Mas isso em hipótese alguma justifica inércia, conformismo com caminhos pré-estabelecidos. Devemos compreendê-lo bem e daí buscarmos idéias que darão grandes respostas ao nossos desafios. Iguais a esse, sem saudosismos, não temos nem de longe !

  • Aloisio franco castilho

    -

    13/5/2014 às 16:17

    As regras para publicação de comentários no blog, conforme relembrei aos amigos leitores incontáveis vezes, não aceitam textos escritos somente em maiúsculas, em respeito à boa educação, aos leitores e seguindo uma norma internacionalmente praticada na web.
    Como presumo que você saiba, palavras em maiúsculas significam palavras gritadas, não é mesmo?
    Confira as regras no link http://goo.gl/u3JHm
    Obrigado

  • lutero xavier assunção

    -

    23/3/2014 às 13:18

    É assim: depois que morre vira santo. JK foi um fenômeno político, assim como JSQ, LBrizola, C. Lacerda, A de Barros e outros. Brizola fez-se governador eleito por dois Rios diferentes: o RGS e o RJ. Vá gostar de água pô! Esquecem que gerou a maior inflação do país, a ponto de cunhar moedas em alumínio. Por megalomania quis construir a capital da corrupção em curtos cinco anos. E arruinou a economia, pegou briga infantil como FMI e deixou uma dívida horrorosa, que se perpetuou por quarenta anos. Esse é o ponto maior em sua biografia.

    Comparar JK com Adhemar de Barros, Brizola e outros só pode ser brincadeira, ou completo desconhecimento da história contemporânea do país.
    Brasília, cuja construção evidentemente não está isenta de críticas, significou a ocupação do Centro-Oeste brasileiro — imensa região praticamente despovoada antes da nova capital — por mais de 20 milhões de brasileiros.
    As rodovidas que partem de Brasília para vários pontos do país fortaleceram a integração nacional.
    Isso, e mais o enorme surto de industrialização trazido pelo governo JK, sem contar a construção de gigantescas hidrelétricas, garantem um lugar honroso do ex-presidente na História.
    Leia sua biografia primorosa “JK, o Artista do Impossível”, a mais completa já publicada sobre o ex-presidente, de autoria do jornalista Claudio Bojunga.
    Depois volte aqui para comentar.

  • Adalberto Silverinha

    -

    22/3/2014 às 6:21

    Então o Sr, que sabe tudo, poderia nos contar quem comprou as vastas áreas terra, que não valiam quase nada,na localidade que foi escolhida o local para ser implantada a capital federal. Brasília foi a mesma coisa que JK fez na Pampulha, só que escala gigantesca, ficou rico só na vida política, isto é fato inquestionável. O que aconteceu com financeiramente com Israel Pinheiro após Brasília?

    “Fato inquestionável” que os inquéritos policiais-militares humilhantes a que os militares submeteram o ex-presidente jamais comprovaram. Ele morreu possuindo um apartamento no Rio e uma fazendola sem valor no Distrito Federal.
    Informe-se antes de jogar lama num grande homem.

  • irene

    -

    18/3/2014 às 7:50

    A historia de JK precisa ser contada com precisao, principalmente precisa-se contar que, ao final do inquerito, depois dele morto, se nao me engano, as acusaçoes impostas pelo governo militar nao encontraram fundamento e ele foi absolvido.
    Isso é fato, isso é Historia.
    Este video mostra um dos momentos mais comoventes dos 21 anos de ditadura no qual o Brasil estava mergulhado. JK foi u mártir.

  • Gerson (PR)

    -

    18/3/2014 às 4:01

    Meu pai, já falecido, contava uma história de sua conversa com JK. Aos 19 anos, comp sentinela do palácio do Catete, JK se dignou a falar com o simples soldado. Ambos mineiros, meu pai da região pobre de Montes Claros. JK de Dimantina, afabilíssimo com p conterrâneo. Mais tarde meu pai serviu por dois anos na Faixa de Gaza, no Batalhão Suez, como soldado corneteiro. Fluente en árabe, era o intérprete do acampamento. Eu, 1° tenente de nossas FFAA, não tive esse privilégio, o máximo que presenciei foi ver o Gen Figueiredo de relance, participando da inauguração do CINDACTA II aqui em Curitiba – mas não foi a mesma coisa. Conheço JK da mini-série da Globo – Só não concordei com a transferência da capital do Rio de Janeiro para Brasília: foi um desastre!
    Setti, 6 10! (Setti, sei 10 – Setti, você é um jornalista nota 10!)

    Obrigado pelo elogio, caro Gerson. A transferência da capital para Brasília foi polêmica, mas o fato é que, graças a isso, hoje no Centro-Oeste — antes muitíssimo vazio –, pelo menos 20 milhões de brasileiros ocupam o coração do Brasil, trabalham, criam seus filhos e produzem riquezas.

  • Adalberto Silverinha

    -

    18/3/2014 às 2:11

    O que soube é que os multares tinham provas de corrupção contra o JK, ai berrou falou mas foi quietinho para o exterior, onde viveu como um lord. Bom para quem começou com médico da policia militar em MG e ficou rico só na polírica. Eu não sou ingênuo.

    Você leu alguma história da carochinha. Os militares vasculharam de todas as formas a vida de JK, humilharam-no com os tristemente famosos “inquéritos policiais-militares” (IPMs) e não descobriram NADA contra o ex-presidente.
    Ele morreu deixando apenas um apartamento no Rio e uma fazendola sem valor próximo a Brasília.
    Você pode não ser ingênuo, mas é pessimamente informado.

  • Jeniss

    -

    17/3/2014 às 22:11

    Foi um grande estadista, de fato.

    Modernizou o Brasil como poucos, sabia que os feitos não foram perfeitos (necessitava de ampliar políticas sociais no mandato de 1965, cujas chances de vitórias eram claras) e realizou uma obra que ja era prevista e desejada desde o século XIX.

    É impressionante que, antes da posse dele, civis e militares canalhas tiveram a petulância de impedir a posse dele e tentar um golpe sem sucesso.

    Infelizmente sofreu barbaridades nas mãos dos militares e civis golpistas e teve um final trágico.

    Que a Comissão da Verdade traga luz aos fatos suspeitos da morte de JK.

    Espero que possas trazer mais materias sobre 1964, Setti, ja que esse é um ano que merece ser relembrado como aquele que os brasileiros mergulharam em 21 anos de abismo político, e que alguns golpistas modernos tentam reviver a partir de eventos bizonhos como a nova versão da reacionária Marcha da Família com Deus.

    Abraço :)

    Concordo inteiramente com o conteúdo e o tom de seu comentário, Jennis. Procurarei trazer mais material da época.
    Um abração

  • Ronaldo Barra

    -

    17/3/2014 às 21:39

    É realmente de arrepiar este discurso, que mal irreversível os militares fizeram contra o país ao alijar o maior político que o Brasil já teve. Um real estadista com preocupações com o povo brasileiro e o futuro do Brasil. Intelectual e homem de pensar, diferente de um analfabeto funcional e uma desvairada. O primeiro que só pensa em encher os bolsos e dinheiro e enriquecer de forma enviesada e a segunda amigada com o comunismo sul americano comandado por assassinos como os irmãos Castros e seguido por um imbecil como o bandido do Maduro. Como os políticos antes de 64 sabiam falar e usavam o verbo em prol dos habitantes deste sofrido Brasil. Ricardo Setti, obrigado por nos oferecer este tesouro e esta preciosidade.

  • Paulistano!!!

    -

    17/3/2014 às 16:21

    É impossível não comparar JK, Lula e Dilma. Estes últimos se transformam em meros agentes do crime socialista e mal sabem falar uma sentença inteira.

  • SergioD

    -

    17/3/2014 às 14:31

    Ricardo, me emociono ao ouvir um discurso tão premonitório dos tempos que se aproximavam para o nosso país. Me emociona em ver como até mesmo JK pode ter se iludido ao pensar que a idéia dos golpistas seria devolver o poder aos civis em breve. A nação passou por tempos obscuros. Tempos sem liberdade, tempos em que um pequeno grupo de pessoas tomava decisões sobre a vida de milhões de outras. Pessoas que não confiavam no povo, não confiavam na nação, que se achavam os melhores e mais preparados que os demais. Exatamente como ocorre hoje com pessoas que apresentam uma tremenda vocação autoritária, bastando que seus favoritos não vençam uma eleição para despejar suas frustrações nas redes sociais.
    Agradeço muito a você por nos trazer a voz de um dos maiores visionários da nação brasileira. Um homem que aceitava as criticas que lhe eram assestadas, que não era rancoroso, que promoveu duas anistias beneficiando revoltosos que se rebelaram contra o seu governo. E que mostrou que esse país poderia ter um futuro diferente daquele que as elites nacionais da época imaginavam.
    Um exemplo para os políticos e eleitores atuais que não conheceram esse gigante do século XX.
    Mais uma vez, OBRIGADO.
    Abraços

  • nena

    -

    17/3/2014 às 11:05

    Perguntam: por que construir Brasília? a resposta do Setti não poderia ser mais real. Talvez cariocas, que ficaram enciumados de perder o status de capital federal, ou as populações do litoral e sudeste/sul, não tenham tido a oportunidade de conhecer a região centro-oeste antes e depois da construção. A região era desconhecida, sem acessos, isolada culturalmente, transportes primitivos, cidades interioranas no marasmo; era alguma coisa lá no outro lado do país, que ninguém sabia bem o que era. A inclusão desse território ao restante do país trouxe um progresso espetacular. Não por acaso a provocação para a transferência veio num comício em terra goiana. Que houve aproveitadores não há dúvidas, mas houve também um sem número de oportunidades e benefícios. Comentava-se na época, lembro bem, que havia três coisas que promoviam a igualdade social: sandália havaiana, calça de licra e Brasília. Todo mundo usava de igual modo.

  • Neusa de oliveira

    -

    16/3/2014 às 21:41

    A pergunta que sempre faço: – Por que foi para JK importante construir Brasília? O País, em seu tempo, estava em situação bem pior do tempo presente. Qual a razão de gastar tanto dinheiro, quando o mesmo devia ter sido empregado nas ações sociais e na economia que não vinha bem? até porque a corrupção entre políticos empenhados na construção e empreiteiras foi tão ou maior do que ocorre hoje. Mas, se foi uma premonição, ela é como na sua origem: corrupta, cheia de gente mal intencionada, cafajestes de black tie, presidNTA que não consegue formular frase com o verbo correto, formação de quadrilheiros de toda sorte em todos os escaninhos, até mesmo nas garagens os motoristas corrompem e são corrompidos.
    Se Brasília foi construída por um sonho, foi mesmo um pesadelo na vida de todos os cidadãos, pós JK.
    Todavia, não se pode negar, JK tinha postura, um hábil orador, uma faceta de mineiro.
    Depois de tudo, de ter sido cassado, qual a razão de seu assassinato? O que ele sabia dos que tramaram sua morte prematura? Existe alguém vivo com consciência pesada para dar uma resposta???
    Gostei muito do áudio, poucos provocam com isso um sentimento de saudade, o que num futuro, espero que próximo, lula e dilma não despertarão; ao morrerem vamos jogar sal grosso em suas covas.

    A construção de Brasília foi, de fato, algo controvertido. Mas significou a ocupação de uma imensa área vazia no território do país por brasileiros que hoje, tendo a capital como epicentro, significa algo como 20 milhões de pessoas.
    Mas JK, se você se lembrar, foi também o grande construtor de rodovias asfaltadas que cortaram o território nacional, de grandes hidrelétricas, o presidente que trouxe a indústria automobilística ao país e estimulou o investimento estrangeiro, solidificando e ampliando uma base industrial que hoje emprega muitos milhões de trabalhadores.
    Não há dúvidas sérias, hoje em dia, que seu governo foi modernizador e transformador.

  • Joaquim Amancio de Carvalho Filho

    -

    16/3/2014 às 21:31

    Juscelino Kubistechek super favorito para vencer as eleições presidenciais de 1965 elo Conservador PSD mas ai veio o General Presidente Castelo Branco ecortou o barato dele.mais uma vitima do Fascismo.Inicialmente assim como parte do PSD,da UN golpista e do PTN do Jãnio apoiou o golpe para se livrar da ameaça comunnista mas logo se decepcionou quando viu o Regime endurecer desrespeitar os Direitos Humanos,Censurar a Imprensa,Cassar Mandatos,perseguir e matar Opositores.Morreu sem ver seu sonho de retornar a Presidencia pelo voto do povo.Faleceu em 1976 em acidente automobilistico bastante suspeito.Mas sua luta nãofoi em Vão hoje somos uma Democracia.

  • nena

    -

    16/3/2014 às 21:17

    O valor do discurso e do homem já foi aqui comentado. Quero falar da forma e conteúdo. Que coisa fantástica é ouvir um presidente(ou ex, no caso) falando como autoridade e com autoridade moral. Conteúdo, forma, voz, dicção, impecáveis. Tendo ouvido na última década arremedos de pronunciamentos oficiais, em favor do partido e em detrimento da nação, de modo provocativo e acintoso, da pior qualidde, é música beethoviana ouvir a voz de um verdadeiro estadista que soube se portar como tal. Deus te abençoe, JK! Nós o reverenciamos, com gratidão, em nossa memória. E obrigada ao Setti pelo resgate de um momento tão precioso. Abs.

  • J.B.CRUZ

    -

    16/3/2014 às 19:17

    JUSCELINO KUBITSCHEK DE OLIVEIRA; o homem que deu vida ao sonho de um País…
    Em mais de 125 anos de República, nenhum presidente brasileiro marcou tanto e em tão pouco tempo, quanto aquele que governou o País entre 1.956-1.961…..
    J.K. preferiu fazer um governo de apoio popular,ao mesmo tempo voltado para abertura do capital ao estrangeiro..
    Seu carisma,estampado em num sorriso largo,cativou até os adversário a ver nele o modêlo de homem público com admirável capacidade de administrador, além de político sagaz..J.K., ETERNO !!!

  • Alexandre

    -

    16/3/2014 às 17:13

    Tenho 35 anos. Quando ouvi o audio, senti-me emocionado. Parece que o papel de JK de mito será eterno. Vem a cabeça imediatamente: já tivemos presidentes visionários que pensam em um Brasil muito acima da mediocridade de hoje. Precisa-mos, urgente, de Estadistas, em troca de um bando de bocós, auto-intitulados presidentes!!!!

  • vagner

    -

    1/3/2014 às 3:08

    Sei que vários detalhes deveriam me chamar atenção mas não posso deixar de observar o linguajar . Que saudade da língua portuguesa bem executada

  • edgard senna

    -

    11/12/2013 às 22:47

    quando ele se foi eu tinha 10 anos…mas com certeza pela sua história e seu legado, tenho a certeza de que foi uma perda triste e incomensurável à nação brasileira. Talvez se este homem tivesse sido mantido na história política brasileira, hoje nossa história seria outra, Brasília não seria oque é hoje, a latrina dos políticos brasileiros.

  • LUITH SANTOS-GOETHE-BR

    -

    11/12/2013 às 15:29

    …-homens como Juscelino não morrem jamais…morrem aqueles que pegam carona na história pernostizando-a… compurscando-a…morrem os “Calabares e Iscariotes”verdugos das cidadanias tiranos dos povos…JK,filho dileto e predestinado do SENHOR…em nome de quem edificou…e a sua obra permanecerá e crescerá para a grandeza desta nobre nação!…morrem os amotinados e traidores apátridas por merecimento…que não teem Deus,moral nem razão…
    -JK está e permanecerá no panteão da glória no”ETERNO ORIENTE” de onde provém a luz que ilimina os povos…a inspirar-nos na luta pela constante busca pela perfeição…e pela consciente liberdade da cidadania universal !…- SHALLON ,JK
    …que a paz do ALTÍSSIMO lhe seja perene !…
    -Goethe-Br.

  • Jorge Medeiros

    -

    11/12/2013 às 14:11

    JK não foi mal. Se comparado aos demais.
    Mas, “grande estadista” é um tanto exagerado.
    Gostava dele sim; mas enriqueceu, construiu aquele predio para si, na Av. Vieira Souto, e ainda foi tachado por muitos de ladrão.
    Eu assisti uma manifestação na frente do predio dele.
    Foi competente construindo uma cidade, mas, inaugurou com isso, a era da hiper-inflação.
    E nos legou o distrito federal, uma ilha de fantasia, com a politicalha longe do alcance de nossos tomates e ovos podres.

    Você está muito mal informado. JK morreu com um patrimônio modestíssimo, tudo comprovado em documentos cristalinos. Uma fazendola sem valor perto de Brasília, de que ele gostava muito, um apartamento no Rio e algum dinheiro. Só.
    Os militares golpistas devassaram sua vida durante anos e não encontraram nada — ou você acha que, se tivessem encontrado, não iriam querer enterrar a reputação e a popularidade do ex-presidente?

  • J.B.CRUZ

    -

    10/12/2013 às 20:58

    CARO SETTI: Quando encerrou seu governo,sob intensa crítica de ter feito gastos excessivos na construção de BRASÍLIA e de supostos recursos,JUSCELINO KUBITSCHEK estava consagrado pelo povo..Uma popularidade que só qumentaria nas décadas seguintes e traria (traz)sempre uma lembrança nostálgica de um tempo de PROSPERIDADE,OTIMISMO E LIBERDADE..época também de riqueza CULTURAL, com o surgimento da BOSSA-NOVA..Em seu lugar,subiu ao poder JÂNIO DA SILVA QUADROS em 1.961..JUSCELINO, no entanto não deu pausa a política..foi eleito SENADOR pelo estado de Goiás,mas não completaria seu mandato..Com o golpe militar de 64,tornou-se, de imediato, o inimigo declarado dos golpistas e de seus implacáveis adversários políticos que tinham pesadelos com a sua volta a PRESIDÊNCIA-os mesmos que viram na derrubada do presidente João goulart uma forma de vingança pessoal e desmoralização para lhe tirar o PODER..De imediato, J.K. teve seus direitos políticos cassados em junho do mesmo ano..
    CARO SETTI: OBRIGADO por este post, que nos lembra um político(O MAIOR ESTADISTA BRASILEIRO DE TODOS TEMPOS) de uma época áurea de um “casamento” feliz do governo e o povo..

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    10/12/2013 às 19:45

    Setti:
    A cada dia averiguações comprovam os assassinatos de Jango,JK e Lacerda,a maldita Operação Condor.
    Quantos outros?quantos escaparam por medo, temor das consequências e entre eles meu pai.
    O mais impressionante existirem pessoas comemorarem
    a barbárie.
    Caro Moa – longe de referir a você – apesar da opinião estar acima da sua.
    Abraços.
    Pedro Luiz.
    Quanto a sua observação Moa – nenhum país fica impune a 21\22 anos de barbárie – quantos ficaram pelo caminho…

  • Emar

    -

    10/12/2013 às 18:49

    Uma preciosidade histórica que eu, licenciada em História, jamais pensei em ouvir. Somente havia lido sobre esse discurso. Apesar de comentários reacionários, é preciso saber dar valor a quem tem. O fato de ele ser contra o comunismo não o denigre como político e homem íntegro, que foi SIM, muito injustiçado pela ditadura. Hoje não temos homens como ele (e outros que pela nossa História passaram), que valham à pena serem reverenciados. Ele era um democrata de verdade, contra ditadura de qualquer espécie, comunista ou não. Um prazer poder ouvir esse discurso, Lamentável não podermos copiar e guardar em nosso pc.

    Obrigado, Emar, por seu comentário, dando valor a um trabalho que continuaremos — o de divulgar áudios históricos.
    Acho que, sim, você pode copiar e guardar. Você pode gravar este áudio em um gravador digital e pronto — terá um arquivo transferível para o PC. Há gravadores digitais muitíssimo baratos, e creio que até com celular que disponha de gravação é possível fazer o mesmo.
    Um abração

  • Moacir 1

    -

    10/12/2013 às 15:45

    Setti,
    Horas depois da cassação,no dia 8 de junho de 1964, amigos se juntaram a Juscelino na casa de Augusto Frederico Schmidt.Teria, então, o poeta redigido o último discurso que JK faria antes de partir para o exílio.Não sei se foi esse que JK proferiu no audio aí.Mas as datas não batem.
    Outra das “lendas” do Golpe que me parece muito interessante,é aquela que narra ,em Lisboa,o encontro e o aperto de mãos,entre Carlos Lacerda e JK.O ex-governador da Guanabara teria tido:
    ” Me desculpe,Presidente.Eu estava errado”
    Ao que JK ,teria retrucado:
    ” Pois é,Lacerda.Foi muito difícil governar contra a sua inteligência”.
    Enfim,um verdadeiro gentleman da old-breed! Embora eu considere que não se negocia com a escória.Dá no que deu!
    Finalmente me impressionaram os funerais de JK em 1976 – e aquelas 400 mil pessoas que acompanhando o caixão cantavam Peixe Vivo!
    No exterior,assistindo aquelas imagens,não me pareceu um despropósito que um JK de volta do exílio e da posse de seus direitos políticos, tenha
    assustado os poderosos ao ponto de “inventarem” um acidente automobilístico.Será que algum dia conheceremos essa página da nossa história?
    A impressão que a gente tem ,lendo e ouvindo tais histórias,é a de que já não se fazem políticos como antigamente.
    Onde estão os novos JK,Brizola,Carlos Lacerda, Dr.Ulysses,Trancedo e Covas?
    Onde está a política? Aquela legítima,racional,
    capaz de diálogo e de consenso, sem corruptores e corrompidos? Onde estão as oposições? E o debate inteligente?
    O que fizeram do nosso país?
    Abraço

  • Jorge campelelo

    -

    10/12/2013 às 14:31

    Discurso do Eu,a vaidade e o orgulho adquiridos pelo poder e apoio daqueles que buscavam outros interesses, fez de JK uma vítima esqueendo-se ele mesmo que como magistratura maior do país antes de buscar salvaguardar seus interesses políticos deveria ter percebido que já desde 1950 os comunistas maquqinavam para assumir o poder danação , fato que ocorre hoje, esse discurso parece recente, falar é fácil, mas, se os militars não houvessem tomado o poder, um banho inutil de sangue teria lavado a honra de nossa nação? Homens públicos esquecem-se que são eleitos para defender acima de tudo os interesses daqueles que os elegeram, Se escutarmos discursos políticos contemporâneos, veremos que parecem recentes não mudam, porque não há interesse em mudarem, acima de todo o hén, nhén, nhén esta o interesse financeiro homens públicos são fantoches de quem paga.

  • Aislan

    -

    10/12/2013 às 11:19

    Estes posts de áudio recuperado é um sucesso. Além de resgatar a nossa história demonstra com clareza e fervor do registro atos relevantes da nossa sociedade.

  • AJS-RJ

    -

    10/12/2013 às 8:50

    Esse senhor criou a vanguarda do atraso.A ilha da fantasia.(Brasília)

  • Estela

    -

    10/12/2013 às 7:40

    Esse foi um periodo terrivel. Cheio de obscuridade.Cheio de interesses proprios. Infelizmente o nosso Brasil desde 1500 vem sendo cheio de interesses proprios. Temos sempre DESgovernos que pegam o nosso $$$ pagos em taxas (trilhoes) e fazem o que querem, sem falar nos corruptos que sempre existira e existem. A propria Veja diz: Mais de um terco do congresso tem problemas com a justica”.”No Brasil Reus Fazem Leis” Essa e’ a nossa realidade. E o povo? Milhares analfabetos, sao levados como vaca para o curral, Nao tem a menor capacidade para votar.O voto nao pode ser obrigatorio.Somos ainda um Pais de terceiro mundo, infelizmente

  • Luiz

    -

    10/12/2013 às 7:36

    Muito bom ouvir o depoimento de quem fez parte da história. Discurso irretocável.
    Em 2:43 “… que tenta manchar uma revolução feita para salvar-nos da tirania comunista.”
    Concluo que a ação militar de 31 de março foi correta no sentido de combater a tirania comunista… o erro veio logo após com a quebra do pacto de se restabelecer a democracia com as eleições de 65.

  • Vera Scheidemann

    -

    10/12/2013 às 7:01

    Muito bom ! História pura misturada
    com emoção !
    Vera

  • francisco carlos

    -

    10/12/2013 às 1:39

    que diferença dos dias de hoje , inteligencia , democrata , dicção perfeita, orgulho para o PAIS. grande jk!

  • Maria Inez

    -

    10/12/2013 às 1:04

    Não consegui abrir o link do áudio em meu tablet Apple. Há outra forma de ouvir o discurso de JK?
    Maria Inez, o setor de tecnologia está verificando a questão, mas talvez você possa tentar abrir com um navegador diferente do que usou no seu tablet. Abraços

  • Ronaldo

    -

    10/12/2013 às 1:03

    Espetacular a oportunidade de ouvir esse discurso.Obrigado!
    Quando ele foi presidente eu tinha 5 anos de idade. A popularidade dele era tamanha que quando me perguntaram uma vez, naquela época, o que eu queria ser quando crescesse, respondi: quero ser Juscelino.

  • Marlene Nunes

    -

    10/12/2013 às 0:52

    Tivemos poucos estadistas, sem dúvida JK foi um dos mais brilhantes. Um dia a história lhe fará justiça!!!

  • Gustavo

    -

    10/12/2013 às 0:49

    Prezado Setti,
    Como dica para os seus leitores interessados em vídeos históricos, o site http://www.zappiens.br possui grande parte do acervo da Agência Nacional com muitos vídeos das décadas de 50, 60 e 70.

  • Evandro Cossuol

    -

    10/12/2013 às 0:34

    Grande JK! Um grande orgulho para nossa nação ter-lo dito como Presidente! Hoje que temos é isto que vemos. Que discurso enfático e português bem falado. Como a colega disse à baixo, FHC chegou perto. Volte FHC.

  • Rogério Casado

    -

    9/12/2013 às 23:40

    Emocionante, Ricardo. Obrigado pelo presente.

  • bom de propaganda.... que ingenuidade, ....

    -

    9/12/2013 às 23:23

    -
    hoje, o senhor se superou… elogiou uma tática da moça presidentAAA, comos e fosse um grande gesto, agora, fala de JK, outro pilantra…. inflação, divida, farra da construção de Brasília, traição a mulher, etc e tal…. dizem que apoiou o Castelo, porque achava que seria presidente após a saída dos militares, que parecia breve…. MAS INFELZIMENTE ESSA CAMABDA DE SAFADO TERRORISTAS, SUBVERSIVOS FEZ COM QUE OS MILICOS FICASSEM POR MUIOT MAIS TEMPO…. ninguém fala nisso, mas a continuidade se deu por culpa dessa gente… os milicos aproveitaram, e certamente, pois se deixassem, hoje a cosia estaria muito pior, se no voto a coisa esta ruim, imagine se fosse nas armas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    -
    naquela minesérie da Globo, que dizem ser autobiografia, ele mostra que era, não só não viu quem não quis ver, ou por ser cego, ou fanático, ou alienado….

  • Jo Lima

    -

    9/12/2013 às 23:04

    A ditadura militar não veio para impedir que o Brasil virasse um “Cubão”.Essa é a versão para as massas. O que eles pretendiam era dar um basta na guerra política que havia entre as várias tendências políticas das lideranças civis. Um queria derrubar o outro – sendo o mais virulento o genial, porém, sem caráter nenhum, Carlos Lacerda. Juscelino representava, politicamente, o Varguismo e modelo político inflacionário de JK – dois pontos que os militares não admitiam de jeito nenhum. JK apoio Castelo acreditando que os militares só ficariam o tempo para dar uma limpa, tirando os mais exaltados. E aí viria as eleições de 65, em que ele e Lacerda disputariam o poder. Mas não era isso que os militares tinham em mente. E o um ano viram 21. Nossa sorte foi que os militares deixaram , ao sair do poder, um país quebrado economicamente e moralmente destroçado – evitando assim que hoje houvesse uma substancial parcela da população que desejasse que eles voltassem ao xadrez político.

  • Maria Luz

    -

    9/12/2013 às 22:50

    Que dicção! Que português escorreito! Que diferença da atual presidente! Arrojado, preparou o berço do futuro que,infelizmente, cresce raquítico e doente devido à incompetência dos últimos PresidenTes. Uma injustiça o que lhe fizeram,pois não era comunista.

  • Fernando Pawwlow

    -

    9/12/2013 às 21:12

    Caro Setti,suspendi a leitura da coletânea de artigos de Carlos Castelo Branco (publicada pela editora de Carlos Lacerda,Nova Fronteira)”Os Militares no Poder-Tomo 01″,quando os textos(capítulos de uma história sombria,muito bem narrada-os jovens jornalistas deveriam ler obrigatoriamente Castelinho)se aproximavam da cassação de JK.
    Mesmo sabendo o que iria acontecer ao personagem,sofri uma angústia que me fez colocar de lado o volume e ler os textos sem ordem,ao sabor da sorte.Lia a evolução da trama contra o ex-presidente que anistiou militares que conspiraram e pensava:”Não,é mesquinho demais”.
    Os temores ( fundamentados) de ser preso durante um vôo ,as humilhações sucessivas,testemunhas do avanço também sucessivo da Ditadura,tudo me deprimiu muitíssimo.
    Nunca me senti assim lendo um livro,estranho.
    Belo post sobre um nobre personagem.
    Abraços do Pawwlow

    Caro Pawwlow, obrigado pelo toque na parte do comentário que pediu para não ser publicada. Você tem absoluta razão! Vou falar amanhã com o Augusto (que neste momento apresenta o “Roda-Viva” da TV Cultura) sobre o assunto.
    Abraço

  • Marcio

    -

    9/12/2013 às 21:00

    Eu só dou credibilidade a vídeos vindos de fontes confiáveis (imprensa, universidades, institutos, etc.) ou se o vídeo (reportagem, entrevista, documentário) tiver realmente entrevistados importantes, pessoas que sabem do assunto discutido, etc. Isto, obviamente, em relação aos assuntos sérios. Em relação à música, humor, etc., a procura é light.

  • Marcio

    -

    9/12/2013 às 20:53

    Ok, obrigado. No Youtube também acho coisas boas, mas é preciso separar porque há muita montagem, edição, etc., algumas por pura brincadeira.

  • Irineu Villar

    -

    9/12/2013 às 20:52

    Que grande estadista foi JK! Ah, bons tempos… Quando teremos outro igual? FHC chegou perto. Agora, porém…

  • Marcio

    -

    9/12/2013 às 20:50

    Acredito que deva existir nos sites dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, em universidades, etc., mas há uma lista dos melhores sites com imagens e áudios históricos sobre o Brasil?

    Imagens a gente precisa procurar nos sites como YouTube e outros. O problema é que a maioria dos vídeos e filmes registrando fatos históricos em boa parte dos anos 60 se perdeu nos incêndios que afetaram várias emissoras de TV ao longo do tempo.
    Áudios… que eu saiba, não existem nos sites dos três Poderes, não. Mas em seus arquivos sonoros, claro que sim. O difícil é ter acesso a eles.
    É mais fácil consultar os National Archives, nos Estados Unidos, sobre coisas e fatos do… Brasil, acredite.

 

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