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25/09/2011

às 9:33 \ Música no Blog

O rock de ressaca com o fim do R.E.M.

Peter-Buck-Michael-Stipe-Mike-Mills-31-anos-integridade

Peter Buck, Michael Stipe e Mike Mills: 31 anos de integridade

Por Daniel Setti

31 anos de estrada sem interrupções notáveis; 15 álbuns de estúdio (média de um cada dois anos), quase todos bons ou excelentes; em três décadas, apenas uma mudança de formação em seu núcleo (a saída do baterista Bill Berry em 1997).

Com um currículo destes, de fazer inveja a qualquer grupo de rock – e de outros gêneros também –, o R.E.M. entristeceu seus milhões de fãs na semana passada ao anunciar que encerrará as atividades, de forma plenamente amigável e bem resolvida, segundo seus integrantes.

Uma surpresa, antes de mais nada, levando-se em conta que a banda de Athens, Georgia, seguia com seu prolífico ritmo de trabalho, com enérgicos shows e um disco laçado este ano (o elogiado Collapse into Now); e uma pena, se considerarmos a consistência e a qualidade da obra de Michael Stipe (vocais), Peter Buck (guitarras) e Mike Mills (baixo, piano, vocais).

Influenciado por bandas dos anos 1960 como Byrds e artistas dos 1970, como Patti Smith, o R.E.M. trouxe uma injeção de conteúdo lírico e melódico ao rock norte-americano no começo da década seguinte, um período de transição na música pop, no qual quem não aderia aos sintetizadores tinha que trabalhar dobrado para chamar a atenção nas paradas.

Mesmo assim, conquistando pouco a pouco um público no meio independente, Stipe e companhia foram fomentando uma cena própria – rapidamente batizada como College Rock pela crítica, em referência ao fato de muitos integrantes destas bandas serem universitários ou intelectualóides – e influenciando outros grupos até alcançarem o grande público com os álbuns Green (1988), Out of Time (1991) e Automatic for the People (1992). A explosão do chamado rock independente, liderada pelo Nirvana – banda declaradamente admiradora do R.E.M. – contribuiu em parte para a subida do então quarteto ao mainstream.

Diante do equilíbrio entre as diferentes fases do R.E.M., todas valiosas, é difícil escolher uma única faixa do grupo para encerrar o post. Mas há que se ater a uma, então ficamos com uma clássica amostragem do som do trio – a voz imitadíssima de Stipe, os lindos dedilhados da guitarra de Buck, os backing vocals inconfundíveis de Mills – em “Driver 8”, do terceiro disco, Fables of the Reconstruction (1985), executada em show em Buenos Aires em 2008.

(Mais sobre música neste link.)

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2 Comentários

  1. Kitty

    -

    26/09/2011 às 23:48

    Oi Daniel!!!
    Pôxa eles são o máximo!!!Stipe tem um timbre de voz agradável e melodioso. E, os outros componentes da banda, com destaque de Peter Buck na guitarra,e Mike Mills piano , baixo e vocalização,dão ao rock um toque melódico que nos permitem apreciar a excelência dos instrumentos sem estridências exageradas.Pena que este grupo de rock–o REM– nos privem de futuras apresentações.
    Muito boa a interpretação de “Driver 8″.
    Obrigada por mais um excelente texto musical de primeira!!!
    Um abraço da Kitty
    Kitty, muito obrigado pelo comentário.
    Que bom que gostou da dica.
    Um abraço,
    Daniel

  2. José de Araújo Madeiro

    -

    25/09/2011 às 9:57

    Para Ricardo Setti,

    Augusto Nunes, também repassamos para você:

    Reinaldo Azevedo,

    Lula, desgraçadamente, destruiu o Brasil.

    Através da ¨Dilnamite¨ continua cuumprindo as determinação da Nova Ordem Mundial, desmoralizando todas instituições brasileiras, incluindo às FFAA. Será um tiro de misericórdia nas FFAA se estas se envolverem na questão da palestina, conforme discurso da Dilma na ONU.

    Agora vem a Comissão da Verdade e o Brasil vai ficando sem defesa.

    Certamente restarão várias ilhas onde se falam o português, apenas e resultando da fragmantação do nosso território continente.

    E sob mãos do Lula e seus PTralhas o Brasil já era, como potência emergente.

    E nós brasileiros? Um povinho de quinta categoria!

    Att. Madeiro


 

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