quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Sérgio Rosa responde a Gerardo Santiago
Cinco dias depois de as acusações do ex-assessor da presidência da Previ Gerardo Santiago terem sido publicadas por VEJA, Sérgio Rosa, que comandou o fundo de pensão do Banco do Brasil entre 2003 e junho deste ano, divulgou uma nota oficial sobre o assunto. Na entrevista, Santiago classificou a Previ de “fábrica de dossiês” durante a gestão de Rosa. Em seu comunicado, intitulado Meu repúdio às acusações mentirosas e difamatórias, Rosa admite que pode processar Gerardo. Eis alguns trechos:
*”Relutei em responder publicamente as acusações que foram feitas contra mim pelo Sr. Gerardo Santiago, publicadas primeiramente na revista Veja e depois reproduzidas em outros órgãos de imprensa”.
*”Os escassos fatos citados estão relacionados a um processo normal de levantamento de informações e totalmente justificados e vinculados à natureza do trabalho e dos interesses da Previ naqueles momentos”.
*”Repudio totalmente as acusações do Sr. Gerardo. Tais acusações são infundadas e difamatórias e me expuseram a terríveis considerações de oposicionistas do governo que se aproveitaram do episódio e, portanto, estão sujeitas a medidas judiciais.”
Tags: dossiê, Gerardo Santiago, Previ, Sérgio Rosa, VEJA


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16 Comentários
luiz pinho
-08/09/2010 às 12:28
Enquanto isso os Bancos deitam e rolam em seus lucros exorbitantes.
Os banqueiros diseeram: OK a gente deixa voces bricarem de Leninismo , de Marx ,de guerrilhas , terrorismo e de 007 ,mas o preço é esse.
Ivanildo Cavalcante
-03/09/2010 às 16:24
São tantos os escândalos dentro governo,que fica difícil imaginar que tudo isso é mesmo no governo do PT. O mais surpreendente, não se ver uma ação firme diante desse mar de lama. Hora é Mensalão, Francelino(O Caseiro), violação fiscal da filha de um Candidato etc. Não importa, a coisa esta indo longe demais. A pergunta é a seguinte: Quem será o próximo a ser bisbilhotado?
Regina
-20/08/2010 às 21:50
O Sérgio Rosa fez um excelente trabalho de gestão na Previ no período em que foi presidente daquele fundo e o sustento de várias famílias é fruto deste trabalho. Com toda certeza ele não será julgado com leviandade por estas milhares de famílias que dependem da Previ e que contavam com a responsabilidade e o trabalho dele, Sérgio Rosa, e não do Sr. Gerardo Santiago.
Antonio Fonseca
-16/08/2010 às 10:44
O ex-presidente da PREVI Sergio Rosa afirma em sua defeza que “Os escassos fatos citados estão relacionados a um processo normal de levantamento de informações e totalmente justificados e vinculados à natureza do trabalho e dos interesses da Previ naqueles momentos”.
A declaração do Sr. Sergio Rosa é muito mais grave que as denuncias de veja sobre a PREVI. O papel da PREVI é defender os interesses dos seus associados ou bisbilhotar a vida alheia com interesses politiqueiros e eleitoreiros? É lamentável saber que o dinheiro público que é aplicado pelo governo par garantir uma aposentaria digna para os aposentados do BB, etsão sendo usados para financiar a arapongagem suja e criminosa.
ivoviuauva
-16/08/2010 às 8:38
Esse Rossa não é flor que se cheira.
JOSÉ MARANHÃO TORRES :
-14/08/2010 às 14:53
JOSÉ MARANHÃO TORRES : Conselho político de Dilma já discute vitória no 1º turno
Zeca Brasileiro,comenta e divulga.
Buzios,Rio de Janeiro,14 de Agosto de 2010,14:40 hs.
O crescimento da candidatura de Dilma Rousseff na pesquisa do Datafolha se aproxima do cenário traçado pelo conselho político da campanha petista, reunido na última segunda-feira, 9 de agosto, em Brasília. Segundo apurou o Terra, os representantes dos partidos da coligação foram municiados sobre o avanço de Dilma nas sondagens – beirando os dez pontos de margem – e a possibilidade de vitória no primeiro turno.
Aguardava-se a confirmação do novo cenário eleitoral com as pesquisas realizadas às vésperas do início do horário gratuito de rádio e TV. Divulgado nesta sexta-feira, 13/08, o resultado do Datafolha aponta Dilma com uma vantagem de oito pontos sobre José Serra (PSDB): 41% x 33%. Ficou a três pontos de vencer no primeiro turno. A candidata Marina Silva (PV) estacionou nos 10%. Na última sondagem do mesmo instituto, realizada entre 20 e 23 de julho, Serra tinha 37% e Dilma, 36%.
Na reunião do conselho político (composto por PT, PMDB, PDT, PR, PCdoB, PTB, PP e PRB), o publicitário João Santana Filho analisou a hipótese de vitória no primeiro turno, a partir de projeções que demonstram o crescimento ininterrupto da candidata do PT em 2010. Alinhado aos que acreditam na derrota precoce de Serra, o ex-ministro Roberto Amaral, representante do PSB na cúpula da campanha, avalia que “não há fato no horizonte que possa reverter essa tendência”.
Amaral argumenta: “Isso vai se fortalecer por dois motivos. Primeiro, o início do programa de TV. Ela vai ter mais tempo que Serra e contará com a presença massiva de Lula. Segundo, há uma tradição de o candidato favorito conquistar mais votos”. O socialista enfatiza que “o crescimento de Dilma vem nesse ritmo há quatro meses e dificilmente será revertido”. A maioria dos conselheiros segue esse otimismo.
No horário eleitoral, Dilma utilizará 10min38s, contra os 7min18s de Serra. Marina ficará restrita a 1min23s, um tempo semelhante ao de Plínio de Arruda Sampaio (Psol), que tem direito a 1min1s.
Com sua cautela sergipana, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, prefere não fazer “profecias de vitória no primeiro turno”. “Sou adepto da máxima mineira: eleição e mineração, só depois da apuração”, brinca, em conversa com o Terra.
Dutra avalia “com otimismo” os oito pontos de frente no Datafolha, mas logo retorna à mineirice: “O valor da pesquisa é dar entusiasmo à militância. A evolução dos números aponta um sentimento de continuidade. Agora, a campanha vai começar pra valer a partir da terça-feira (17/08), com o horário eleitoral na TV”, garante o presidente do PT.
“A tendência é vencer logo”, diz o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), um dos articuladores da indicação de Michel Temer para a vice de Dilma. Confiante na conquista do poder federal em 3 de outubro, o peemedebista elenca os motivos do voto na sucessora de Lula: “A continuidade do avanço na economia, a auto-estima elevada do País e a satisfação do brasileiro com o nível do salário”.
Para o deputado, a oposição ficou sem discurso. “Com todo respeito, Serra vai para o debate e fica tratando da Apae, Apae, Apae… É importante, mas não é um discurso nacional”, critica Alves, referindo-se à entrada da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais na pauta do debate da Rede Bandeirantes. “Nosso discurso está sendo fácil: Dilma é a continuidade, Dilma foi a gestora do governo Lula nos últimos anos”, acrescenta.
Os aliados da ex-ministra da Casa Civil farejam a vitória em todos os Estados do Nordeste. Há pessimismo em relação ao Pará, São Paulo, Santa Catarina e Paraná. Como recompensa, voltou a confiança em bons resultados no Rio de Janeiro e Minas Gerais. Para acertar os ponteiros nordestinos, Dilma precisa apenas visitar o Ceará, terra do aliado e ex-candidato à presidência Ciro Gomes (PSB).
“Só temos três problemas: São Paulo, onde Michel (Temer) está atuando; Santa Catarina, pois (o governador) Luiz Henrique era contra Lula, mas Michel fez uma belíssima reunião lá; e Rio Grande do Sul, onde tem se intensificado as visitas”, traça Henrique Alves.
Outro membro do conselho político, o presidente do PDT, Manoel Dias, reforça que “Serra atingiu um teto e é viável ganhar num primeiro turno”. “Mais de 70% da população apoia Lula, mas Dilma não conseguiu agregar esse nível de apoio. Está por volta de 75% dessas pessoas. Ainda há mais de 20% pra navegar”, avaliou o pedetista, antes do resultado do Datafolha.
Programa de governo
A versão final do programa de governo de Dilma Rousseff pode ser entregue no início da próxima semana, em Brasília. Reuniões setoriais (educação, saúde, ciência e tecnologia, comunicações, cidades e gestão pública) revisam e engordam os 13 compromissos firmados pela campanha presidencial.
“As coisas estão indo bem. As divergências dos partidos da coligação foram superadas e as energias são dirigidas à campanha”, sustenta o ex-governador do Rio de Janeiro Moreira Franco, representante do PMDB no staff dilmista.
Peemedebistas e lideranças do PT desbotaram os pontos polêmicos da carta programática, principalmente as críticas ao monopólio dos meios de comunicação e a defesa das ocupações de terras. “Defendemos que a lei seja cumprida, respeitada, mas isso não significa a inibição dos movimentos sociais. Eles devem se manifestar, mas dentro dos limites da leis do País. Se esses limites são ruins, vamos mudar a legislação no Congresso”, defende Moreira Franco. Ele acredita que os trabalhos do grupo do programa de governo serão finalizados nesta segunda-feira, 16.
Karen
-14/08/2010 às 11:24
Aaah, bom. Então tá!
Catson Aruak
-13/08/2010 às 16:19
É incrível a desfaçatez do pessoal do PT
Marco Antonio Ribeiro
-13/08/2010 às 10:58
Quer dizer que as acusações “infundadas e difamatórias” do tal Santiago estão “sujeitas a medidas judiciais”? Se elas são tão caluniosas assim, por que não processar logo, de imediato, ‘seu’ Rosa? Processa, vai. Essa indignação tardia e meramente formal lembra a reação do atual presidente, quando a Folha divulgou as acusações do ‘menino do MEP’, relacionando-o a tentativas de estupro na prisão. Essa gente do PT é, realmente, muito cínica.
Marcio FLA Brasilia
-13/08/2010 às 10:39
Mas o sergio rosa não negou nada do que foi dito. Petista é fascista, petismo é fascismo, o partido parece cada vez mais com uma polícia política, uma stasi, uma securitat, do que defensor da democracia.
Silvio
-13/08/2010 às 9:54
Os argumentos de Rosa (que de rosa não tem nada) são uma confissão clara dos procedimentos ilícitos comandados pelo próprio enquanto dirigente da Previ. Representam, sem dúvida, um atentado à constituição e cujos fatos só ocorrem em países onde impera o autoritarismo,como na Alemanha de Hitler.
cleide bragliollo
-13/08/2010 às 3:08
…”processo normal de levantamento de informações”… ?
Realmente. Ele tem razão.
Nos cantos sombrios da vida pública, onde esses ex-sindicalistas, alojados nas diversas áreas do governo Lula, continuam usando os mesmos métodos eternizados pelo filme “Sindicato de Ladrões” (de 1954!) isso deve ser mesmo PROCESSO NORMAL.
Tiago
-12/08/2010 às 22:25
Ele então cofirmou que a Previ faz “banco de dados”, como diria a Dilma, sobre opositores do governo????
A que ponto chegamos. Após a VEJA deste final de semana, Sérgio Rosa virá com outra tradicional dos petralhas: “eu não sabia” ou “assinei mas não li”. Querem apostar???
berlatto
-12/08/2010 às 21:17
Lauro, essa desculpa é velha. Faz parte do método do PT. Quando são pegos com a boca na botija o negócio é negar, negar até o fim. Por mais que haja provas, por mais que haja evidências! Que cara de pau. Vai processar coisa nenhuma, é um baita de um vigarista. Só falta dizer que é culpa da oposição, aliás ja subentende-se isso no seu pronunciamento. Em qualquer país civilizado já tinha caído meio mundo. Mas, aqui contam é com a leniência da justiça e o esquecimento por parte da sociedade, afinal é só mais um escândalo…
Silva Júnior
-12/08/2010 às 19:58
“…processo normal de levantamento de informações…”.Esses petralhas só não mais ridículos por falta de espaço. Santo Deus! Por quem nos toma, petralha? Só faltou ele chamar os dossiês de “Banco de Dados”. Qualquer semelhança com Dilma não é mera coincidência, não. É método, mesmo.
Judson
-12/08/2010 às 19:27
Esse Sérgio Rosa é um fanfarrão!
1º) Disse que relutou para divulgar uma nota.
Ou seja, se relutou é porque TEME algo. Sabe o dito: “Quem não deve, não teme”, é isso.
2º) Essa nota acaba de assinar sua culpa. Ao dizer que “Os escassos fatos citados estão relacionados a um processo normal de levantamento”, isso prova e autentica as acusações e os uso da Previ com Bunker do PT e fábrica de dossiês.
3º) “Tais acusações são infundadas e difamatórias”.
Sinceramente, não há nenhuma declaração difamatória e infundadas na denúncia. Espero que o assunto renda nas comissões do Senado e finalmente, tire a máscara de “vítima” do PT.