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Ofensas vindas de um robô têm mesmo efeito que xingamentos humanos

Cientistas dos EUA reprogramaram uma máquina para insultar pessoas jogando um game – e descobriram que elas eram realmente abaladas pelos comentários

Pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon (EUA) criaram um robô capaz de provocar o ser humano por meio da fala. Inicialmente programada para ser dócil, a máquina foi reestruturada pelos cientistas para irritar a pessoa em frente.

O robô chama-se Pepper e é produzido pela japonesa Softbank. Em princípio, ele é colocado em museus ou aeroportos e responde de forma gentil a dúvidas de indivíduos sobre o local, ou de como se orientar.

No entanto, os pesquisadores americanos reprogramaram Pepper para ofender as pessoas com que entrasse em contato. O objetivo era verificar se comentários feitos por máquinas poderiam ter peso emocional em seres humanos de carne e osso.

A máquina foi instalada frente a frente com o público, contra o qual disputava um jogo de estratégia. Ao longo da partida, Pepper falava coisas do tipo “Eu sou obrigado a dizer que você é um péssimo jogador” ou “Seu jogo ficou confuso.”

O robô disputou 35 partidas com 40 participantes, todos os quais eram antenados nas novas tecnologias e sabiam que os xingamentos estavam vindo de uma máquina. O grupo foi dividido em dois: aqueles que ouviriam ofensas, e aqueles que ouviriam encorajamentos. Como resultado, constatou-se que os jogadores insultados por Pepper tinham um desempenho pior do que quem recebia elogios.

A pesquisa foi anunciada na Conferência Internacional da IEEE sobre Comunicação Interativa Humana e Robótica em Nova Déli, na Índia. O estudo comprovou que, mesmo sem partir de um ser humano, ofensas podem abalar o comportamento das pessoas. Por outro lado, o trabalho aponta que máquinas usadas para encorajar indivíduos podem ter importante papel em melhorar a saúde mental.