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Na E3, Netflix ganha novo formato no Wii U

Videogames estão entre os aparelhos mais utilizados para acessar o serviço, segundo Joris Evers, porta-voz da companhia

Essa é, definitivamente, a E3 do conteúdo. O hardware perde espaço para os games em termos de importância e empresas como Microsoft, Sony e Nintendo reforçaram o objetivo comum de transformar seus consoles em grandes centrais de mídia. O PlayStation Vita ganhou uma versão do Netflix, plataforma de vídeo sob demanda com mais de 26 milhões de usuários em todo o mundo, ao passo que o Wii U, o primeiro videogame da nova geração, receberá o serviço totalmente personalizado para o Pad, o seu joystick com tela sensível ao toque, na ocasião de seu lançamento, em dezembro.

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Uma comitiva do Netflix veio à E3 para participar das coletivas das três gigantes do setor de jogos eletrônicos, graças ao relacionamento próximo que mantém com cada uma das empresas. A parceria já rende aos consoles o segundo lugar nas preferências dos usuários na hora de acessar o serviço de vídeo e fez com que o Netflix criasse uma versão totalmente personalizada para o Wii U. Poucas pessoas tiveram acesso ao beta, disponível apenas para um seleto grupo de empresários e investidores, em uma sala secreta do stand da Nintendo, mas Joris Evers, porta-voz da companhia, mostrou ao site de VEJA como funcionará a nova interface do serviço.

Segundo o executivo, responsável pelo departamento de comunicação corporativa do Netflix, o Wii U oferece uma nova forma de interação. A fim de explorar os recursos adicionais do novo console, a empresa desenvolveu uma navegação diferenciada na plataforma. “Vamos utilizar o Pad como menu, o conteúdo estará em alta definição, será possível reproduzir um vídeo na televisão e no controle, simultaneamente, e o joystick funcionará também como um guia de informações sobre um filme, série ou animação”, conta Evers.

Outro recurso, ainda não disponível no Wii U, foi pensado para o Netflix com o objetivo de garantir mais liberdade para o usuário. “Criamos um sistema de exibição que permite o streaming de dois conteúdos diferentes de forma simultânea: em uma família, por exemplo, o pai pode assistir a um jogo de futebol na TV enquanto seu filho assiste a um desenho animado na tela do Pad”, explica o executivo.

Raio-X do Brasil – Evers também revelou ao site de VEJA estatísticas sobre o Netflix no país. “Mais pessoas estão usando tablets e smart TVs para acessar o serviço no Brasil do que em todos os outros países onde temos operações”, diz. O PlayStation 3 também aparece entre as plataformas mais populares entre os brasileiros.

Para a companhia americana é importante entender o público local a fim de oferecer um conteúdo cada vez mais personalizado para o país. Quando o Netflix chegou ao Brasil, no segundo semestre do ano passado, decidiu oferecer um catálogo de filmes dublados em português. Logo, percebeu que os brasileiros preferiam o áudio original e passou a oferecer a opção de legenda para a maioria dos filmes disponíveis no serviço.

Em termos de comportamento, os brasileiros mantêm uma rotina similar à dos americanos. Durante a semana, assistem a seriados e, aos finais de semana, escolhem os filmes. No Brasil, o “horário do rush” no Netflix acontece aos sábados, depois das 18h, e aos domingos, após as 16h. Quinta-feira, à 1h, é quando o Netflix registra o menor tráfego no país. “Acho que neste horário os brasileiros estão na balada”, brinca Evers.

Os conteúdos prediletos no Brasil não surpreendem. As crianças assistem aos programas da Galinha Pintadinha, enquanto os homens preferem Rafinha Bastos. As mulheres, por sua vez, aparecem entre as telespectadoras fiéis de Grey’s Anatomy. Entre os conteúdos mais populares no país estão Monstros S.A., animação da Disney, e Heroes.

Em todo o mundo, o Netflix mantém uma base de 26 milhões de usuários. Desse total, 23 milhões estão nos Estados Unidos e 3 milhões na América Latina e Europa, regiões que passaram a ser atendidas pelo site em 2011.

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