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Lime, empresa de patinetes com investimento da Uber, deve sair do Brasil

A startup pretende encerrar a operação em outros 11 países, demitindo 14% da folha de pagamento

Por André Lopes - Atualizado em 9 jan 2020, 17h35 - Publicado em 9 jan 2020, 16h44

Considerada a maior empresa de compartilhamento de patinetes elétricos do mundo, a americana Lime está demitindo 14% de seus funcionários e saindo do Brasil e em outros 11 mercados, de acordo com um relatório da consultoria Axios. A mudança ocorre durante o inverno nos EUA, quando a maioria das empresas de patinetes vê uma queda significativa no número de viagens, e também da conclusão de que a empresa não venceu as concorrentes em algumas praças.

Em um comunicado publicado em redes sociais, o CEO da Lime, Brad Bao, disse que a empresa decidiu deixar cidades onde “a micromobilidade evoluiu mais lentamente”. Os lugares onde o Lime encerrará suas operações incluem Atlanta, Phoenix, San Diego e San Antonio, nos EUA; Linz (Áustria), na Europa; e Bogotá, Buenos Aires, Montevidéu, Lima, Puerto Vallarta, Rio de Janeiro e São Paulo, na América Latina.

A Lime, juntamente com seus rivais Yellow e Green, lutaram para tornar lucrativo o compartilhamento de bicicletas e patinetes. No Brasil, a Lime ficou apenas 6 meses. A maioria dos especialistas concorda que o mercado está saturado e precisa se consolidar. Após um período de rápido crescimento, muitas marcas precisaram dar um passo atrás e resolver alguns de seus problemas intratáveis, como investimento com novas unidades, software, baterias e segurança. As brasileiras Yellow e Green, numa tentativa de melhorar a lucratividade até realizaram uma fusão em janeiro de 2019.

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