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Ex-Google cria organização para alertar sobre o junk food digital

Ex-funcionário também da Apple, Tristan Harris diz que os produtos do Vale do Silício são projetados para viciar os usuários

Por Filipe Vilicic - 4 dez 2016, 14h06

Críticas às novidades tecnológicas costumam vir de fora do Vale do Silício, e quase sempre partem de segmentos ameaçados pelo inexorável avanço da era da internet, mas vez por outra o ataque vem na forma de fogo amigo. É o que se pode dizer do designer americano Tristan Harris, 32 anos. Fundador da Apture, que fornecia um serviço de publicação a clientes como o The New York Times, ele vendeu a startup ao Google em 2011 e passou, então, a ser funcionário do gigante de buscas — já tendo, antes, batido ponto na Apple.

Harris é do métier. Há três anos, quando se pôs a analisar como os produtos das empresas do Vale do Silício estavam sendo desenhados para sequestrar o tempo dos usuários, e não para auxiliá-los a alargá-­lo, decidiu redigir um trabalho com essa ideia — que logo se espalhou entre os seus colegas. No ano passado, Harris pediu demissão do Google e passou a se dedicar à criação da organização Time Well Spent (Tempo Bem Gasto), que alerta sobre os perigos das inovações digitais e, como conta em entrevista na edição de VEJA desta semana, propõe transformar o modus operandi do setor.

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