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Entrega é calcanhar de Aquiles do e-commerce

Segundo o Procon-SP, sites divulgam prazos apertados demais para atrair clientes. Por isso, consumidor deve antecipar compras de Natal

Por Renata Honorato 18 nov 2011, 22h55

Atrasos na entrega de um produto adquirido pela internet é uma das reclamações mais recorrentes de consumidores, segundo a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-SP): chegam a quase 70% das ocorrências registradas. Em situações em que um estabelecimento eletrônico enfrenta muitas reclamações, o órgão chega até a determinar a suspensão do serviço, como ocorreu na semana passada com os sites Americanas, Submarino e Shoptime, controlados pela B2W, que ainda pode recorrer da decisão.

Campeãs de reclamações

Empresas e número de ocorrências em São Paulo, segundo registros do Procon

1º – Americanas, Shoptime e Submarino (4.946)

2º – Compra Fácil (2.293)

3º – Casas Bahia (1.666)

4º – Magazine Luiza (1.206)

5º – Ponto Frio (826)

6º – Ricardo Eletro (784)

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7º – Walmart (570)

8º – Carrefour (552)

9º – Fator Digital (425)

10º – Compre da China (399)

Mais informações: http://www.procon.sp.gov.br

Para Marcos Diegues, assessor técnico do Procon-SP, as lojas on-line brasileiras oferecem prazos de entrega curtos demais para tentar levar vantagem sobre competidores. “O problema é que a logística dessas companhias não dá conta da demanda”, afirma.

Segundo Diegues, em geral, falta clareza nas informações divulgadas nas páginas de compra. Exemplo disso é a prática de exibir itens cujo estoque já se esgotou, confundindo o consumidor. “Falta cuidado na apresentação desses itens na internet”, diz o assessor.

Outra falha comum é relativa a custos adicionais para a entrega. Muitas vezes, o preço exibido nos anúncios na rede não contém as despesas extras. O cliente, então, precisa redobrar a atenção antes de concluir a transação.

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de compras pela internet

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