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Dados de usuários do Megaupload devem ser apagados

Arquivos pessoais não são acessados desde que a ação do FBI fechou o site

Promotores americanos afirmam que os dados de usuários abrigados no site Megaupload devem ser apagados nesta quinta-feira. A informação foi publicada pela agência de notícias Associated Press.

O serviço – usado para compartilhar e armazenar documentos, fotos e vídeos – contratava empresas terceirizadas para hospedar arquivos. A Carpathia Hosting e o Cogent Communications Group, duas empresas americanas contratadas para esse fim, deverão começar a deletar os dados, de acordo com um documento emitido pela procuradoria dos Estados Unidos e anexado ao processo judicial contra o Megaupload.

O Megaupload afirma que sua página era usada por pessoas que queriam abrigar seus próprios arquivos – como vídeos de família e documentos de trabalho. Já o Departamento de Justiça americano e o FBI afirmam que o Megaupload facilitava o compartilhamento ilegal de filmes, séries e músicas protegidas por leis de direito autoral.

Pessoas que usavam o site para fins legítimos não podem acessar seus documentos desde a ação surpresa do FBI, que fechou o Megaupload e prendeu seu fundador, Kim Schmitz. O advogado Ira Rothken – veterano na defesa de sites acusados de violar direitos autorais – contratado pelo Megaupload, afirma que vem tentando evitar que os dados sejam apagados. De acordo com Rothken, o site abrigava arquivos de 50 milhões de pessoas.

A Carpathia Hosting e o Cogent Communications Group não recebem pagamentos do site de Schmitz desde a operação do FBI: Rothken afirma que as contas do Megaupload foram congeladas pelos governos envolvidos na ação.

A procuradoria dos Estados Unidos afirmou que o governo americano não tem o direito de acessar as informações armazenadas. Mesmo assim, o governo copiou alguns dos arquivos.

De acordo com Rothken, os dados que podem ser deletados, além de serem importantes para os usuários, também são essenciais para que o Megaupload consiga se defender das acusações de pirataria no tribunal.

Logo depois da operação, Rothken deu uma entrevista ao site de notícias sobre tecnologia CNet, onde criticou a ação policial. “O governo retirou do ar um dos maiores serviços de armazenamento do mundo sem dar ao Megaupload uma chance de ser ouvido em um tribunal”, disse.

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