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CEO da Apple chama concorrentes de ‘sucata’

Em entrevista à revista 'Bloomberg Businessweek', Tim Cook, substituto de Steve Jobs, afirma que queda nas ações da empresa em resposta a dificuldade de penetração na China não é algo que lhe tire o sono

Por Da Redação 19 set 2013, 21h27

Em entrevista à revista Bloomberg Businessweek, o substituto de Steve Jobs e atual CEO da Apple, Tim Cook, diz não estar perdendo noites de sono em razão da queda nas ações da Apple, que despencaram 33% em relação ao mesmo período de 2012. Segundo reportagem de capa, a baixa está diretamente ligada à dificuldade da companhia em penetrar no mercado móvel da China, o maior do mundo. Para Cook, os concorrentes chineses, mais baratos e também mais populares, não representam perigo à Apple. “Há sempre uma grande parte de sucata no mercado, mas nós não estamos no negócio de sucatas”, afirma.

Segundo o CEO, a indústria móvel não caminha para uma unificação de segmentos, mas para uma divisão de interesses. Para Cook, uma parte dos consumidores leva em consideração o preço, mas a outra metade está preocupada no que aquele produto representa para ela. “Eu quero competir como um louco por esses consumidores”, diz o executivo.

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Cook afirma que o crescimento desse outro mercado – o das sucatas -, dominado em geral pelo Android, sistema operacional do Google, não o preocupa, já que a Apple não faz parte desse setor da indústria móvel. “Há muitas pessoas que se importam e querem uma boa experiência em seus smartphones e em seus tablets e a Apple tem feito um bom trabalho”, completa o CEO.

O discurso de Cook dá continuidade ao mantra de Jobs. Em 2004, o cofundador da Apple comparou sua empresa a outros setores na tentativa de ilustrar o diferencial de seus produtos: “A parcela de mercado da Apple é maior do que a da BMW, da Mercedes ou do Porsche na indústria automobilística. O que há de errado em ser uma BMW ou uma Mercedes?”, afirmou o empresário na época.

O que mudou de 2004 para 2013 é que o setor não é mais dominado pelos produtos da Apple, como o que aconteceu há nove anos, quando o iPod monopolizava o setor de MP3 player e o iPhone era sinônimo de smartphone. Entre os desafios da empresa está concorrer com novos gigantes, como a sul-coreana Samsung, a americana Motorola, recentemente adquirida pelo Google, e a Nokia, comprada pela Microsoft. Isso sem citar novos rivais, como a indiana Micromax e a chinesa Xiaomi, que tirou Hugo Barra da divisão Android para tocar seu processo de internacionalização.

Segundo a reportagem, o número de lançamentos pouco usual da empresa nos últimos doze meses é uma resposta aos novos concorrentes e, por mais que Cook negue, um sinal de preocupação da companhia. Além de trazer para o mercado o iPad mini, a Apple apresentou um novo celular top de linha, o iPhone 5s, e expandiu seu público-alvo com o 5C. A empresa ainda lançou o iOS 7, a atualização mais importante do sistema operacional nos últimos anos. O CEO também reformulou a sua equipe de executivos, trazendo para perto da gestão da companhia nomes como Scott Forstall, ex-divisão iOS, Jonathan Ive, designer chefe, e Craig Federighi, responsável pelo setor de software.

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