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Britânico volta a enxergar com ‘olho biônico’

Por Da Redação 27 nov 2009, 09h42

Um britânico que pensou que nunca mais voltaria a enxergar teve sua visão parcialmente restituída com a ajuda de uma tecnologia pioneira. Peter Lane, de 51 anos, tornou-se uma das primeiras pessoas no mundo a voltar a enxergar com a ajuda de um “olho biônico”. A tecnologia, desenvolvida nos Estados Unidos, consiste em um receptor eletrônico que é instalado dentro do globo ocular e ligado ao nervo óptico e a óculos especiais.

Uma câmera colocada nos óculos que o paciente passa a usar capta a imagem e a envia a um processador portátil, que transforma a imagem em sinais eletrônicos enviados ao receptor. Este, por sua vez, envia impulsos até a retina e o nervo óptico, fazendo com que a pessoa finalmente volte a enxergar.

“Após passar tanto tempo sem ver nada, é maravilhoso poder enxergar letras e palavras em uma tela especial”, disse Peter, que perdeu a visão devido a uma doença degenerativa quando tinha pouco mais de 20 anos.

A nova tecnologia vai permitir que ele identifique os contornos dos objetos, como portas e móveis. Com a ajuda de uma série de luzes especiais, o britânico poderá também ler – o que não fazia há quase 30 anos. “Estou lendo pequenas palavras no momento, mas é um começo”, afirmou Peter. “Além disso, quando saio, o equipamento me dá mais segurança e mais independência.”

A cirurgia para a implantação da tecnologia durou cerca de quatro horas e foi relizada pelo Hospital Real de Olhos, na cidade de Manchester, na Grã-Bretanha. Peter e outros dois pacientes que também passaram pela cirurgia tiveram de esperar dois meses após o precedimento médico para poder de fato experimentar o olho biônico.

Peter e os outros dois britânicos integram um grupo de 32 pessoas no mundo que testam a tecnologia, que busca soluções para os portadores de uma doença genética chamada retinite pigmentosa. O mal afeta a retina, provocando a perda gradual da visão. O olho biônico foi desenvolvido pela empresa americana Second Sight e está sendo testado por apenas 11 médicos em todo o mundo.

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