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A tecnologia contra o prazer: o plástico bolha que não estoura

Nova geração do material ocupa menos espaço, é mais barato, eficaz e suas bolhas jamais explodem, acabando com uma das maiores alegrias da vida

Em pouco tempo, um dos grandes prazeres do cotidiano, estourar o plástico bolha, pode ter fim. A Sealed Air, empresa americana que, em 1957 criou e vende o produto mais popular para empacotar objetos frágeis – e aliviar o stress – está desenvolvendo uma versão em que as bolhas não estouram. A nova geração do plástico seria vendida sem o ar que causa o delicioso som da explosão das bolinhas. Para enchê-las, o comprador usa uma espécie de bomba que infla todas as bolhas, interligadas. O único problema é que assim, quando elas são pressionadas, o ar passa de uma para a outra. E elas não estouram jamais.

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Tudo isso porque o plástico bolha tradicional ocupa muito espaço em caminhões de entrega ou armazéns de grandes distribuidoras. Gigantes do setor, como a Amazon ou a Target, que enviam seus produtos para todo o mundo, estão constantemente em busca de opções que façam com que os pacotes cheguem mais rápido, com eficiência, sem arranhões e com preço baixo. O plástico bolha é uma opção raramente usada por fazer com que as encomendas fiquem grandes e pacotes maiores custam mais no correio.

Para cortar custos e agradar as empresas, a Sealed Air pediu a seus técnicos que criassem uma versão mais econômica e competitiva. Foi assim que surgiu o iBubble Wrap que, antes de ser inflado, ocupa um quinto do espaço do plástico bolha tradicional e custa menos. E também acabou com o ritual de estourar o produto que, por cinquenta anos, foi uma diversão unânime em todo o mundo.

(Da redação)