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Volta às aulas: risco de meningite, catapora e pneumonia aumenta

Para evitar o contágio, é fundamental seguir à risca o calendário de vacinação do Ministério da Saúde

Por Redação - Atualizado em 5 fev 2019, 15h48 - Publicado em 5 fev 2019, 14h44

O ano letivo já começou e, ao dividir o mesmo espaço, muitas crianças estão vulneráveis à transmissão de algumas doenças como meningite meningocócica, poliomielite, pneumonia e catapora. Por causa disso, o Ministério da Saúde orienta a vacinação das crianças de acordo com o calendário do Programa Nacional de Imunizações; a maioria dos imunizantes recomendados está disponível gratuitamente na rede pública de saúde.

Além disso, especialistas ressaltam a importância de os familiares de alunos estarem vacinados, principalmente no caso de crianças que, devido a alergias, por exemplo, não podem ser imunizadas. “Alguns bebês e crianças não podem receber determinadas vacinas devido a alergias graves, sistemas imunológicos debilitados ou outras razões. Para ajudar a mantê-los protegidos, é importante que outros membros da família estejam vacinados. Isso não apenas protege a família, mas ajuda a prevenir e evitar a disseminação de doenças para essas pessoas”, alertou Jessé Alves, infectologista e gerente médico de vacinas da GSK.

Carteirinha de vacinação

A ressalva é importante uma vez que, em 2017, o Brasil registrou os mais baixos índices de vacinação em 16 anos, segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). A entidade aconselha aos pais a atualização da caderneta para prevenir casos de doenças de transmissão interpessoal. “É importante que os pais e responsáveis não deixem as vacinas das crianças em atraso. A imunização é uma das melhores formas de proteção contra doenças sérias como meningite meningocócica, poliomielite, catapora e pneumonia, que podem até levar a óbito, especialmente crianças pequenas”, complementou Alves.

Aliás, em alguns estados, como Espírito Santo e Paraná, a carteirinha de vacina passou a ser obrigatória para a realização de matrículas em escolas públicas e particulares, como forma de atestar que os estudantes estão em dia com a imunização orientada pelo Ministério da Saúde.

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Além do calendário do Ministério da Saúde, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Sociedade Brasileira de Pediatria possuem calendários de vacinação com recomendações que complementam o Programa Nacional de Imunizações, abrangendo também vacinas que atualmente só estão disponíveis na rede privada para crianças e jovens, como é o caso do imunizante contra alguns tipos de bactérias causadoras da meningite meningocócica.

Meningite Meningocócica

Uma das doenças graves que pode ser prevenida por vacinação é a meningite meningocócica, que é uma infecção bacteriana das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo causar sequelas e até mesmo levar à morte. A doença é causada pela bactéria Neisseria meningitidis que possui 12 sorogrupos identificados, para os quais os cinco são mais comuns (A, B, C, W e Y) existem vacinas disponível no Brasil.

Apesar disso, a imunização contra o meningococo B, indicada para indivíduos a partir dos dois meses de idade até os 50 anos,  só está disponível na rede privada, a um custo médio de R$ 500 reais. A vacina para os tipos A, C, W e Y também é oferecida apenas na rede privada a partir dos três meses de vida. Nos postos públicos de saúde, a vacina contra a doença causada pelo meningococo C é gratuita para crianças menores de cinco anos de idade e adolescentes de 11 a 14 anos.

Poliomielite

Também conhecida como paralisia infantil, a poliomielite é causada por um vírus que vive no intestino (poliovírus), atingindo crianças com menos de 4 anos, mas pode contaminar adultos também. A doença pode ser transmitida de uma pessoa para outra por meio de saliva e fezes, assim como água e alimentos contaminados.

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A maioria das infecções apresenta poucos sintomas, geralmente semelhantes às infecções respiratórias (febre e dor de garganta) e gastrintestinais (náusea, vômito e prisão de ventre). A forma paralítica da poliomielite pode atingir cerca de 1% dos infectados pelo vírus, deixar sequelas permanentes e causar insuficiência respiratória  em alguns casos, levar à morte.

Apesar de não ter um tratamento específico, é possível prevenir a doença através da vacinação, que é oferecida pelos postos da rede pública de saúde. O esquema de vacinação contra a poliomielite oral trivalente deve ser administrado aos 2, 4 e 6 meses de vida. O primeiro reforço é feito aos 15 meses e o segundo entre 4 e 6 anos de idade.

Pneumonia

De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a pneumonia é uma reação inflamatória do pulmão provocada por micro-organismos  – como vírus, bactérias ou fungos – ou pela pela inalação de produtos tóxicos que comprometem os espaços aéreos dos pulmões. Os principais sintomas da doença são: tosse, expectoração com secreção amarelada (há ocasiões em que pode vir com sangue), febre, falta de ar e dor no tórax. 

No Brasil, a vacina para a pneumonia está presente no Calendário Básico de Vacinação do Ministério da Saúde e é obrigatória para todas as crianças menores de 5 anos. 

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Catapora

Também conhecida como varicela, a catapora é uma infecção altamente contagiosa e causada pelo vírus varicela-zóster. A transmissão é feita pelas vias respiratórias através de partículas transportadas pelo ar contaminadas com o vírus. Os sintomas costumam aparecer de 10 a 21 dias após a infecção e incluem dores de cabeça leves, febre moderada, perda de apetite e mal-estar. De dois a três dias após os primeiros sinais, surgem erupções avermelhadas com coceira. O tratamento pode ser atópico ou com o uso de medicamentos.

A vacinação contra a catapora também faz parte do calendário básico de vacinações oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

(Com Estadão Conteúdo)

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