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Vacina da Moderna é eficaz contra variante identificada na Índia

Estudo feito em laboratório mostrou que o imunizante induz a produção de anticorpos neutralizantes contra diversas cepas, incluindo a Delta

Por Giulia Vidale Atualizado em 29 jun 2021, 21h17 - Publicado em 29 jun 2021, 14h58

A vacina contra Covid-19 desenvolvida pela empresa americana Moderna protege contra novas variantes, incluindo a cepa Delta (também conhecida como B.1.617.2), identificada pela primeira vez na Índia. A conclusão é resultado preliminar de um estudo feito em laboratório, a partir de amostras de soro de oito participantes da fase 1 de testes clínicos da vacina.

A amostra foi coletada uma semana após a segunda dose do imunizante. Os resultados mostraram que a vacina produziu títulos neutralizantes, os anticorpos que impedem o vírus de invadir as células e se replicar no organismo, contra todas as variantes testadas, incluindo versões adicionais da variante Beta (B.1.351, identificada pela primeira vez na África do Sul), três variantes de linhagem de B.1.617 (identificada pela primeira vez na Índia), incluindo a Kappa (B.1.617.1) e a Delta (B.1.617.2); a variante Eta (B.1.525, identificada pela primeira vez na Nigéria); e as variantes A.23.1 e A.VOI.V2 identificadas em Uganda e Angola, respectivamente.

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“Esses novos dados são encorajadores e reforçam nossa crença de que a vacina contra Covid-19 da Moderna deve continuar a proteger contra as variantes recém-detectadas”, disse Stéphane Bancel, CEO da Moderna, em comunicado.

No entanto, como observado em estudos anteriores, houve redução dos títulos neutralizantes contra essas cepas, em comparação com a cepa original do coronavírus, chamada D614G. Contra as variantes Alfa (Reino Unido) e A.23.1 (Uganda), o impacto foi mínimo. Também houve redução modesta nos títulos de neutralização contra as variantes Delta (2,1 vezes), Gama (P.1, 3,2 vezes), Kappa (3,3-3,4 vezes) e Eta (4,2 vezes) em relação àquelas contra a linhagem ancestral.

Um redução mais significativa, de cerca de 8 vezes, foi observada na neutralizações de cepas derivadas da variante Beta (África do Sul) e A.VOI.V2 (Angola). Mas o achado não é motivo de preocupação, por enquanto.

A metodologia do estudo foi é a mesma utilizada em uma análise anterior, que avaliou a proteção da vacina contra a cepa Alpha (B.1.1.7) originária do Reino Unido e Beta (B.1.351), da África do Sul. De acordo com a Moderna, os dados  foram enviados à plataforma pré-publicação bioRxiv, o que significa que eles ainda precisam ser revisados por especialistas não envolvidos no estudo.

Novas estratégias vacinais

A Moderna está conduzindo estudos clínicos para avaliar novas estratégias de vacinação, incluindo uma terceira dose, que age como reforço, da vacina original, e outra de uma candidata multivalente que combina uma mistura da vacina atual com uma nova versão, desenvolvida especialmente contra as novas cepas.

 

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