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Vacina: Astrazeneca se esquiva sobre morte de voluntário

Farmacêutica disse que não pode comentar sobre casos individuais do estudo, devido à confidencialidade médica; Presidente da Anvisa prestou "solidariedade"

Por Giulia Vidale, Mariana Rosário 21 out 2020, 16h02

Nesta quarta-feira, 21, A Astrazeneca, farmacêutica britânica à frente dos estudos clínicos e da produção da vacina de Oxford, disse que não pode “comentar sobre casos individuais do estudo clínico em andamento da vacina Oxford”, quando questionada a respeito da morte do voluntário brasileiro.

“[…] Obedecemos estritamente à confidencialidade médica e às regulamentações relativas a estudo clínicos e, em linha com esses princípios, podemos confirmar que todos os processos de revisão exigidos foram seguidos.”, disse a empresa em nota.

A Astrazeneca disse ainda que “todos os eventos médicos significativos são avaliados cuidadosamente pelos investigadores do estudo, um comitê independente de monitoramento de segurança e autoridades regulatórias. Essas avaliações não levaram a quaisquer preocupações sobre a continuidade do estudo em andamento.” Esse é o terceiro relato de evento adverso grave associado ao estudo clínico da vacina. Entretanto, ao contrário dos anteriores, o estudo não foi suspenso dessa vez, ao menos até o momento.

Anvisa

Em entrevista coletiva — realizada após uma reunião com o governador João Doria (PSDB) que pleiteia a aprovação de outro imunizante — o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, prestou “solidariedade à família” do voluntario. “É um momento muito difícil e delicado e, portanto, nos solidarizamos”, disse. Na reunião, não foram dados mais esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte, nem se ela pode comprometer os estudos.

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