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Um terço das mulheres dá à luz sem ajuda de especialistas

Falta de assistência provoca morte de 1 mi de mães e bebês em todo mundo

Por Da Redação - 1 abr 2011, 11h19

Uma em cada três mulheres em todo o mundo dá à luz sem ajuda especializada, afirma um relatório divulgado pela ONG britânica Save the Children nesta sexta-feira. Como resultado, 1 milhão de mães e bebês recém-nascidos morrem todos os anos em razão de complicações na hora do parto.

Ainda segundo o relatório, o problema poderia ser facilmente evitado se não houvesse uma falta crônica de parteiras nos países em desenvolvimento. Nessas regiões, mais da metade das mães dá à luz sem treinamento ou ajuda de especialistas. Caso houvesse mais 350.000 parteiras no mundo, treinadas para procedimentos como manter o recém-nascido aquecido, a morte de bebês cairia em mais de um terço nos 68 países que possuem os piores índices de mortalidade neonatal.

Enquanto na Grã-Bretanha o total de mães que dão à luz sem assistência é de 1%, na Etiópia o índice sobe para 94%. Como resultado da desassistência, morrem por dia 1.000 mulheres e 2.000 bebês. Segundo o relatório Missing Midwives, são necessárias mais 350.000 parteiras treinadas para salvar essas vidas. “Não deveria ser algo complicado: alguém que saiba como secar o bebê corretamente e a ajudá-lo a respirar pode fazer a diferença entre sua vida e morte”, diz Justin Forsyth, executivo-chefe da Save the Children.

Segundo os dados, 8 milhões de crianças morrem antes de completar cinco anos de idade e uma em cada dez morre antes do primeiro dia de vida.

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Mortalidade – O Afeganistão foi apontado pelo relatório como o país que oferece maior risco de vida para mães e crianças. Apesar disso, o número de nascimentos em áreas rurais realizados com ajuda de profissionais subiu de 6% para 19% entre 2003 e 2006.

Nos últimos anos, cerca de 2.400 parteiras foram treinadas para ajudar as afegãs grávidas e mais 400 são formadas todos os anos. No entanto, o número ainda é pequeno se for considerada a recomendação da Organização Mundial da Saúde, que indica uma parteira para cada 175 mulheres grávidas.

(Com agência Reuters)

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