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SP: Exame reprova 60% dos médicos recém-formados

Prova do Conselho Regional de Medicina é obrigatória para quem deseja atuar no Estado, mas registro não depende do desempenho do aluno

Por Da Redação - 23 Jan 2014, 10h19

Quase 60% dos recém-formados em escolas médicas de São Paulo não atingiram o critério mínimo do exame do Conselho Regional de Medicina do Estado (Cremesp). Isso quer dizer que 1.684 de 2.843 médicos acertaram menos de 60% das questões da prova, aplicada em novembro do ano passado. O índice de reprovação foi maior entre alunos de faculdades de medicina privadas (71%) do que públicas (33,9%).

O Cremesp apresentou os resultados da prova nesta quarta-feira. Segundo a entidade, o porcentual de reprovados de 2013 ficou 4,7 pontos acima de 2012. Essa é a nona edição da prova, mas foi o segundo exame realizado depois que se tornou obrigatório para quem deseja se inscrever no Cremesp e atuar no Estado. O registro, no entanto, não depende do desempenho na prova.

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“Nesses dois anos de exame obrigatório, quase a totalidade de alunos participaram, e os resultados vêm mostrando alto índice de reprovação, sendo que o exame do Cremesp é muito semelhante ao Revalida, realizado pelo Ministério da Saúde, cujo índice de reprovação também é alto”, disse João Ladislau Rosa, presidente do Cremesp. “Chegamos à conclusão, então, que existem problemas tanto na formação do médico no exterior como no Brasil. Por isso, nosso objetivo é divulgar amplamente esses resultados para discutir a qualidade das escolas, e lutar pela implantação do exame nacional obrigatório para ambos os casos, que habilite o exercício da Medicina no país.”

De acordo com o Cremesp, 70% das questões de múltipla escolha do exame tiveram nível de dificuldade fácil ou médio. “Considerando esses resultados, a prova do Cremesp não pode ser considerada ‘difícil’, apenas exige o conhecimento mínimo que se espera de um recém-formado em Medicina”, disse Bráulio Luna Filho, primeiro-secretário da entidade médica.

(Com Estadão Conteúdo)

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